Saúde
Ministério da Saúde realiza encontro online sobre fortalecimento das políticas de proteção social no enfrentamento da tuberculose
Publicado em
27 de novembro de 2025por
Da Redação
O Ministério da Saúde realizou, na tarde de terça-feira (25), o encontro online “Fortalecimento das Políticas de Proteção Social no Enfrentamento da Tuberculose”, que marcou o lançamento do Boletim Epidemiológico “Proteção social e tuberculose no Brasil: levantamento nacional em unidades federativas e capitais” e a divulgação do edital de experiências exitosas sobre a temática. O webinário reuniu cerca de 350 participantes, incluindo profissionais das secretarias de saúde e de assistência social, coordenações estaduais e municipais de tuberculose, equipes de vigilância em saúde, pesquisadores, estudantes e demais interessados.
A iniciativa teve como foco apresentar os principais resultados do boletim e promover a troca de experiências sobre as estratégias de proteção social no enfrentamento da tuberculose, destacando práticas intersetoriais já implementadas nos territórios e a participação da sociedade civil no debate. A equipe organizadora é de componentes da Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Microbactérias Não Tuberculosas, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (CGTM/SVSA/MS).
A abertura do evento foi conduzida pela coordenadora-geral, Fernanda Dockhorn, e pela consultora técnica do “Programa Brasil Saudável: Unir para Cuidar”, Patrícia Werlang. Com moderação da servidora Tiemi Arakawa, as representantes do MS enfatizaram a relevância da integração entre diferentes setores para a redução das vulnerabilidades sociais associadas à doença e o papel das evidências na qualificação das políticas públicas.
Para Fernanda Dockhorn, é indispensável executar ações conjuntas que abordem a complexidade da resposta à tuberculose. “Estamos comprometidos com a eliminação da tuberculose como problema de saúde pública no País e, para isso, precisamos pensar nas intersetorialidades para além do setor saúde e, nesse sentido, a ampliação da oferta e do acesso às políticas de proteção social é essencial. Quando pensamos em tuberculose, não só no Brasil, mas no mundo, sabemos que a saúde, sozinha, não consegue eliminar a doença. É necessário refletir: quem fica mais doente são as pessoas com maiores vulnerabilidades sociais. A meta de eliminação só poderá ser alcançada se trabalharmos, juntos, de forma articulada com os diferentes setores”, enfatizou.
Patrícia Werlang, por sua vez, agradeceu às equipes envolvidas e destacou a atuação dedicada que envolve pesquisa, elaboração de materiais orientadores e ações contínuas. “Estamos avançando na trajetória da construção de evidências e dados para a estruturação do que pode ser uma proposta de trabalho que amplie a oferta de ações de proteção social para pessoas com tuberculose, para continuar avançando nos estados e municípios”, afirmou.
A consultora técnica Melisane Ferreira explanou sobre a construção do Boletim Epidemiológico e o papel das evidências na formulação de políticas e na visibilização de boas práticas de proteção social no país. As representantes da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Maira Guazzi; e da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do mesmo estado, e Stephanie de Azevedo Barreto, compartilharam a experiência fluminense, salientando a integração entre saúde e assistência social, bem como iniciativas voltadas ao cuidado ampliado das pessoas com tuberculose. A programação contou, ainda, com a participação do representante do Comitê Estadual de Controle da Tuberculose do Pará, Cledson Fonseca Sampaio, que abordou a importância da proteção e da inclusão social para as pessoas afetadas pela doença.
O lançamento do boletim e a apresentação do edital nacional de experiências exitosas, reforçam o compromisso do Ministério da Saúde em fortalecer políticas de proteção social baseadas em evidências, ampliar o engajamento intersetorial e incentivar que estados e municípios compartilhem práticas que contribuam para a redução das desigualdades e da carga da tuberculose no Brasil.
Suellen Siqueira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Saúde
Em novo aplicativo do Meu SUS Digital, população poderá medir o seu consumo de álcool e verificar riscos para a saúde
Published
21 horas agoon
10 de agosto de 2026By
Da Redação
O Ministério da Saúde disponibiliza, por meio do Meu SUS Digital, o Modera Brasil, uma ferramenta voltada à prevenção do consumo exagerado e problemas relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas. O miniapp permite que qualquer cidadão faça uma avaliação do próprio padrão de consumo de álcool e receba orientações personalizadas para reduzir riscos, promover o autocuidado e atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Com o objetivo de incentivar a identificação precoce de comportamentos que podem trazer prejuízos à saúde e ampliar o acesso da população a informações confiáveis, a ferramenta utiliza instrumentos internacionalmente validados para realizar uma triagem digital e, com base nas respostas do usuário, apresenta recomendações educativas e indica, quando necessário, a procura por serviços da rede pública de saúde. “Nossos estudos do uso deste aplicativo, das chamadas intervenções breves, de oferecer ferramentas para as pessoas se autoconhecerem na sua relação com o álcool, têm mostrado que isso tem um impacto muito positivo em melhorar a qualidade de vida das pessoas. O desenvolvimento deste aplicativo, do Modera Brasil, foi testado na realidade do SUS local da cidade de São Paulo, resolvido pela Universidade de São Paulo, e agora vamos poder ter dimensão nacional”, detalhou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O aplicativo Modera Brasil foi desenvolvido pela Universidade São Paulo (USP) em parceria com o Ministério da Saúde. A ferramenta já é utilizada pelo município de São Paulo e, para a sua integração ao Meu SUS Digital, foram feitas adaptações aos padrões de segurança, acessibilidade e alinhamento às diretrizes do Governo Federal para serviços digitais. A solução originalmente foi criada pela USP com o apoio da Auíri e CRBS/SA.
Consumo de álcool
Dados do Ministério da Saúde apontam que, atualmente, 20,4% da população adulta – com mais de 18 anos – consome pelo menos seis doses de álcool na mesma ocasião, o que é considerado consumo excessivo. O estudo da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2025) aponta que, em quase duas décadas, houve um crescimento do consumo por parte da população – em 2006, esse índice era de 15,6%. Apesar de nos últimos anos, não apresentar variação
significativa no padrão do consumo excessivo no público geral, chama a atenção o aumento do consumo entre adultos de 35 a 44 anos, variando de 17,4% a 26,3% no período e entre mulheres, que partiu de 7,8% no início da série para os atuais 15,7%.
Na Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), os atendimentos por problemas e condições relacionadas ao uso do álcool aumentaram mais de 157% na última década, passando de 326,2 mil em 2016 para 840 mil em 2025.
“A proposta do Ministério da Saúde é ampliar as ações de promoção do cuidado para as pessoas que consomem álcool e aumentar a prevenção, evitando que essas pessoas corram riscos maiores. Com o Modera Brasil, qualquer pessoa pode fazer uma autoavaliação do seu consumo com privacidade”, explicou a coordenadora de Atenção às Condições Crônicas Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Amanda Frazão.
Ela explica que algumas pessoas passam a semana inteira sem beber e podem consumir quantidades mais elevadas no fim de semana, o que pode ser um fator de risco. “Situações como essas podem ser avaliadas na ferramenta”, completou.
Como funciona o Modera Brasil?
No Meu SUS Digital, basta procurar o Modera Brasil na área de aplicações. Ao acessar a ferramenta, o usuário irá responder ao questionário Alcohol Use Disorders Identification Test (Audit), aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para rastrear usuários quanto ao consumo de álcool de risco problemático. Ele identifica padrões de consumo nocivo por meio de 3 a 10 perguntas simples que geram uma pontuação na qual o usuário é classificado em zonas de risco – Baixo, Moderado e Uso Problemático – e para cada uma delas é estabelecido uma jornada na plataforma.
Além da avaliação inicial, o miniapp reúne ferramentas interativas, exercícios que podem ser praticados e conteúdos informativos sobre os impactos do consumo de álcool na saúde e oferece estratégias digitais de prevenção e direcionamentos para atendimento na Rede de Atenção à Saúde, fortalecendo a integração entre as estratégias digitais de promoção da saúde e os serviços presenciais oferecidos pelo SUS.
“Com uso fácil, rápido, no onde Meu SUS Digital, direto do seu celular, a pessoa pode fazer o teste, conhecer as informações sobre o uso do álcool, o impacto, por exemplo, no orçamento pessoal, o que pode ser feito para reduzir os danos, para o uso moderado, tudo que possa ser feito para melhorar a qualidade de vida”, comentou o ministro.
Como buscar ajuda?
Para quem enfrenta problemas relacionados ao consumo de álcool, a Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada para o cuidado no SUS, onde, além do acolhimento e escuta qualificada, sem julgamentos, podem ser identificados o nível de risco e a necessidade de tratamento.
As equipes de saúde também oferecem orientações para reduzir ou interromper o consumo de bebidas alcoólicas, realizam o acompanhamento de problemas de saúde associados ao uso do álcool e, quando necessário, encaminham para atendimento especializado nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), responsáveis pelo tratamento mais intensivo e continuado.
Riscos
O consumo de álcool é o principal fator de risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DNCT). Além dos impactos já conhecidos, como dependência e doenças do fígado, o consumo problemático de álcool aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de mama, doenças cardiovasculares, transtornos mentais e diversos outros.
Na autoavaliação, o cidadão identifica sua zona de risco e recebe as orientações necessárias.
Guilherme Gomes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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