Saúde

Ministério da Saúde promove Seminário Saúde nas Periferias para fortalecer políticas baseadas em evidências

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O Ministério da Saúde realiza, nos dias 10, 11 e 12 de dezembro, o Seminário Nacional Saúde nas Periferias: dados de Favelas e Comunidades Urbanas, em Brasília. O encontro ocorrerá no Edifício Sede dos Correios, na Asa Norte, das 8h30 às 17h30. As inscrições são online e as vagas são limitadas.

A iniciativa reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a produção de conhecimento qualificado e o desenvolvimento de políticas públicas orientadas pela equidade e redução das desigualdades. O seminário terá como foco o fortalecimento da integração entre instituições públicas, organizações sociais e comunidades para aprimorar o uso de dados territorializados sobre Favelas e Comunidades Urbanas, elementos essenciais para diagnósticos mais precisos em saúde e para a formulação de ações governamentais eficazes.

O evento é organizado pela Coordenação-Geral de Participação e Articulação com os Movimentos Sociais, vinculada ao Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa da Secretaria Executiva, em parceria com a Assessoria de Participação Social e Diversidade, a Fundação Oswaldo Cruz de Brasília (Fiocruz Brasília), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério das Comunicações (MCom).

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O reconhecimento das favelas e comunidades urbanas como parte estruturante do território brasileiro é fundamental para o avanço das políticas de equidade. Nesse contexto, o IBGE vem aprimorando instrumentos de coleta, sistematização e disseminação de dados, com destaque para a atualização da representação dessas áreas no Censo Demográfico, marco importante para ampliar a compreensão da diversidade urbana no país.

Já o Ministério das Comunicações tem atuado para ampliar a inclusão digital, conectividade e infraestrutura de comunicação em periferias e comunidades urbanas. Essas ações fortalecem a cidadania digital, facilitam o acesso à informação e ampliam a circulação de dados produzidos de forma colaborativa, fatores essenciais para aproximar governo e sociedade.

O seminário também será um espaço de cooperação e aprendizado coletivo, reunindo órgãos públicos, organizações da sociedade civil e coletivos que produzem e analisam dados sobre esses territórios. A programação inclui discussão sobre produção oficial e não oficial de dados, integração de cadastros e registros administrativos, debates sobre o conceito de Favelas e Comunidades Urbanas utilizado pelo IBGE e uma oficina prática sobre uso e acesso aos dados do Instituto.

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Para o diretor do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa do Ministério da Saúde, André Luis Bonifácio, fortalecer a produção e o uso de dados sobre as periferias é fundamental para construirmos políticas públicas mais justas, que enxerguem a realidade dos territórios e respondam às necessidades concretas da população. “Este seminário reafirma o compromisso do Ministério com a equidade e a defesa do direito à saúde para todos”, afirmou.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Encontro Nacional de Parteiras fortalece saberes ancestrais e avança na construção da primeira linha de cuidado à saúde da mulher indígena

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Após três dias de diálogos, trocas de experiências e valorização dos saberes ancestrais, o 1º Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas foi encerrado com a construção coletiva de propostas que irão subsidiar a elaboração de dois guias orientadores voltados ao fortalecimento das práticas tradicionais de cuidado e à qualificação da atenção à saúde indígena. Promovido pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento reuniu em Porto Velho (RO), de 9 a 11 de junho, representantes indígenas de diversas regiões do país, profissionais de saúde e instituições parceiras.

Para a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, o encontro alcançou seu principal objetivo ao promover a escuta qualificada das parteiras e dos parteiros indígenas e fortalecer a participação desses detentores de saberes na construção das políticas públicas. “Foi um momento de compartilhamento de saberes ancestrais trazidos do chão da aldeia. Esse é mais um compromisso do governo brasileiro, reafirmando a escuta das detentoras e dos detentores de conhecimentos e saberes ancestrais”, destacou.

Entre os principais encaminhamentos do encontro estão a construção das bases para o Guia de Parteira para Parteira, voltado ao compartilhamento de boas práticas, rituais e orientações sobre o uso de kits de cuidado, e para o Guia destinado aos profissionais de saúde, que buscará apoiar as equipes na articulação entre os saberes tradicionais indígenas e a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.

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Os documentos servirão como instrumentos de valorização dos conhecimentos ancestrais e de orientação para o trabalho desenvolvido pelas equipes de saúde nos territórios. A iniciativa também representa um passo importante para a construção da primeira linha de cuidado à saúde da mulher indígena elaborada coletivamente com os povos indígenas.

A iniciativa responde às demandas apresentadas pelos povos indígenas e reafirma o compromisso do Ministério da Saúde com o reconhecimento e a valorização dos conhecimentos tradicionais de cuidado, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).

O encontro contou com a participação de representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Ao longo da programação, os participantes debateram temas relacionados à gestação, ao parto, ao puerpério, ao uso de ervas medicinais e aos cuidados com adolescentes desde a primeira menstruação, além de estratégias para fortalecer o diálogo intercultural na atenção à saúde indígena.

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Para o pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e doutor em História das Ciências, Júlio César Schweickardt, a metodologia participativa adotada durante o encontro foi fundamental para garantir resultados concretos. “Finalizamos esse evento belíssimo e, além da escuta, conseguimos construir estratégias e propostas que subsidiarão a elaboração desses dois guias, que serão fundamentais para a valorização das parteiras e parteiros indígenas”, afirmou.

A parteira Walda Wajuru, do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Porto Velho, destacou o sentimento de esperança deixado pelo encontro. “É um momento emocionante e de muita esperança, em que conseguimos visualizar um futuro de valorização de todas as parteiras e parteiros indígenas”, comemorou.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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