Saúde

Ministério da Saúde lança carreta da saúde da mulher no DF. Ao todo, 28 unidades atenderão em todas as regiões do país

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O governo federal inicia nova etapa do atendimento móvel a pacientes do SUS com o lançamento de mais cinco carretas do programa Agora Tem Especialistas, que chegam a municípios de Alagoas, Rio Grande do Sul, Piauí, além do Distrito Federal. Hoje, a população de Ceilândia (DF) conheceu a carreta da saúde da mulher, apresentada pelo Ministério da Saúde, neste Outubro Rosa, para oferecer cuidados preventivos e diagnósticos às pacientes do SUS previamente agendadas. Essa unidade se soma a outras quatro, que, nesta sexta-feira (24), também serão lançadas em Arapiraca (AL), Abaetuba (PA), Floriano (PI) e Pelota (RS). No total, 28 estarão operando em 22 unidades federativas de todas as regiões do país por, no mínimo, 30 dias até que sejam deslocadas para outras cidades brasileiras 

Em Ceilândia (DF), de onde anunciou a nova etapa das carretas da saúde da mulher, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância da iniciativa, que amplia o acesso por consultas ginecológicas, exames preventivos e diagnóstico de câncer de mama e de colo do útero, a fim de reduzir o tempo de espera no SUS, objetivo do Agora Tem Especialistas. 

“O Programa Agora Tem Especialistas está colocando carretas de mamografia e exames especializados na saúde da mulher. Tudo o que as mulheres estão esperando na fila para esse atendimento, nós estamos instalando hoje na Ceilândia, em Brasília, uma ação que está acontecendo em outros 22 estados do nosso país para reduzir o tempo de espera para um ultrassom, uma mamografia ou um exame ginecológico”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Para levar atendimento a regiões com vazios assistenciais como em locais de difícil acesso, com pouca estrutura de saúde e a cidades-polo, as carretas do programa Agora Tem Especialistas são ofertadas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS). Já a marcação das consultas e o encaminhamento dos pacientes para o atendimento móvel fica a cargo das secretarias de saúde dos estados e municípios onde estão localizadas.  

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Atendimentos no Outubro Rosa

Desde as duas primeiras semanas de outubro, 21 carretas do programa Agora Tem Especialistas já atendem a população em: Humaitá (AM), Rio Branco (AC), Macapá (AP), Paulo Afonso (BA), Imperatriz (MA), Juiz de Fora (MG), Diamantina (MG), Campo Grande (MS), Lagarto (SE), Registro (SP), Palmas (TO), Senhor do Bonfim (BA), Japeri (RJ), Garanhuns (PE), Goiânia (GO), Russas (CE), Juazeiro do Norte (CE), Campina Grande (PB), Patos (PB), Arapongas (PR) e Porto Velho (RO). 

Com as seis carretas que começam a operar nesta semana em Ceilândia (DF), Arapiraca (AL), Abaetuba (PA), Floriano (PI) e Pelota (RS), 27 estarão em pleno funcionamento. As outras duas unidades de saúde móvel do programa devem ser lançadas ainda neste mês no Morro do Alemão (RJ) e em Santana do Ipanema (AL). 

Ao longo de 30 dias, mais de 42,5 mil pacientes devem ser atendidas nas 28 carretas totalmente estruturadas com insumos, medicamentos e equipe multiprofissional. Os médicos, enfermeiros, técnicos, recepcionistas e agentes do cuidado estarão no local para realizar cerca de 130 mil procedimentos no período. Para essa ação no Outubro Rosa, R$ 18,9 milhões em recursos federais foram investidos. 

Procedimentos ofertados

Para prevenção e diagnóstico de câncer de mama, as carretas oferecem  mamografia e ultrassonografia mamária bilateral; punção de mama por agulha grossa; biópsia/exérese de nódulo de mama; e exame anatomopatológico de mama. Já os procedimentos para rastreamento de câncer de colo do útero, as unidades contam com colposcopia; biópsias e exames anatomopatológicos; procedimentos terapêuticos; entre outros. E para a saúde ginecológica de modo geral, as mulheres têm à disposição ultrassonografia transvaginal e pélvica.   

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O consultório ginecológico das carretas do Agora Tem Especialistas também conta com ambiente climatizado destinado à realização de atendimentos clínicos e procedimentos de diagnóstico; sala de espera externa em tenda climatizada, com capacidade para, no mínimo, 60 pessoas sentadas simultaneamente, TV de 42 polegadas, além de bebedouro com fornecimento de água potável. As carretas têm, ainda, sala de pequenos procedimentos ambulatoriais, central de material esterilizado e sala de acolhimento e pré-exame. 

Somente no primeiro semestre de 2025, o SUS realizou 1,8 milhão de mamografias bilaterais para rastreamento e 191 mil diagnósticos. Em 2024, foram registradas 60 mil cirurgias oncológicas de mama, 39 mil sessões de radioterapia e 2,2 milhões de quimioterapias, totalizando R$ 1,2 bilhão investido no tratamento da doença. 

Expansão nacional e assistência especializada

O Agora Tem Especialistas é uma das principais estratégias do governo federal para reduzir as desigualdades regionais no acesso à assistência especializada. O programa prevê 150 carretas em circulação até 2026 e integra os dez eixos de atuação voltados à ampliação da capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Além das unidades móveis, o programa avança em outras frentes, como o reforço de 320 novos médicos especialistas em 156 municípios; mutirões que já realizaram mais de 65,5 mil consultas, exames e cirurgias neste ano; o lançamento do Super Centro para Diagnóstico de Câncer; a aquisição de 121 aceleradores lineares para o tratamento da doença até 2026; e a adesão de hospitais privados e filantrópicos à rede pública.  

Carolina Militão  
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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