Saúde

Ministério da Saúde entrega primeiros 47 veículos para transporte de pacientes do SUS em MG e anuncia R$ 63 milhões para o estado

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Nesta quinta-feira (30), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou entregas que somam R$ 63 milhões para fortalecer a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais. O estado é o terceiro a ser contemplado pelo programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, com a entrega de 47 veículos destinados ao transporte de pacientes do SUS que precisam se deslocar para tratamentos em outros municípios. Ao todo, o Governo do Brasil adquiriu 3,3 mil veículos para atender todo o país.

O transporte sanitário do Agora Tem Especialistas vai atender todos os municípios brasileiros dentro de suas macrorregiões de saúde. Isso significa que os veículos não pertencem a um município específico. Eles serão distribuídos conforme a necessidade, o que possibilita organização mais eficiente e integrada do atendimento conforme as características regionais, as demandas locais e distâncias percorridas.  

Além dos veículos, as entregas incluem 68 novas ambulâncias do SAMU 192 e 29 Unidades e Odontológicas Móveis (UOM). Ainda sobre a saúde bucal 163 municípios serão contemplados bomba à vácuo. A iniciativa vai beneficiar mais de 1 milhão de pessoas em 67 municípios mineiros, incluindo cidades impactadas pelo desastre de Mariana, por meio do Novo PAC Saúde e do Novo Acordo do Rio Doce. São mais de 300 novos veículos e equipamentos para o estado.

“Estamos apresentando uma inovação importante no SUS, o programa Caminhos da Saúde, que terá um papel fundamental ao garantir o transporte de pacientes que precisam se deslocar para acessar diferentes tipos de tratamento. Nosso foco é claro: reduzir o tempo de espera de quem depende do SUS. Estamos trabalhando para diminuir as filas por cirurgias, exames e atendimentos especializados. Essa é uma prioridade do presidente Lula e do Ministério da Saúde”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

As entregas ocorrem nos municípios de Governador Valadares, Teófilo Otoni e Montes Claros e marcam, em Teófilo Otoni, o encerramento das ações das Carretas da Saúde do programa Agora Tem Especialistas na região do Vale do Mucuri. A iniciativa também simboliza o marco de atendimento de pacientes de 1.000 municípios em todo o país, ampliando o acesso da população a exames e consultas especializadas no SUS.

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Os investimentos em Minas Gerais fazem parte de uma estratégia nacional de fortalecimento do SUS. Desde 2023, o Ministério da Saúde tem ampliado o acesso a atendimentos especializados, com resultados expressivos. Em 2025, o país registrou o maior número de cirurgias eletivas da história do SUS, com 14,9 milhões de procedimentos realizados — aumento de 42% em relação a 2022. Também houve crescimento na realização de exames e no número de internações, ampliando a capacidade de atendimento da rede pública.

Novo Acordo do Rio Doce: balanço dos investimentos nas regiões atingidas

Hoje, também foi apresentado um balanço das ações do Novo Acordo do Rio Doce. Firmado pelo Governo do Brasil, o acordo reúne ações para fortalecer a infraestrutura, a vigilância e a assistência em saúde, com foco na reparação dos danos causados pela tragédia de Mariana (MG), em 2015, que atingiu municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Como parte da iniciativa, 20 municípios recebem, nesta quinta-feira, Unidades Odontológicas Móveis, enquanto outros sete passam a contar com novas ambulâncias do SAMU 192. Sobre as ações, o ministro Padilha, destacou que “as entregas realizadas hoje somam esforços para fortalecer o SUS nos territórios atingidos. Esse novo acordo do Governo do Brasil, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assegura que os investimentos na saúde sejam conduzidos com gestão tripartite, envolvendo União, estados e municípios”.

Em menos de um ano, o Ministério da Saúde já investiu cerca de R$ 563 milhões. Ao todo, estão previstos R$ 12 bilhões para o Programa Especial de Saúde do Rio Doce, incluindo planos de ação nos dois estados e repasses diretos a 49 municípios.

Entre as principais iniciativas previstas estão a construção de 16 novas Unidades Básicas de Saúde nos municípios atingidos, o Hospital Universitário de Mariana, a implantação do Centro de Referência em Exposição a Substâncias Químicas (com atuação em MG e ES), entre outras ações.

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Atendimento especializado no Norte de Minas

Durante a agenda, o Ministério da Saúde anunciou também a habilitação o Hospital Regional de Janaúba (MG) como unidade de alta complexidade em oncologia (UNACON), por meio do programa Agora Tem Especialistas. A medida amplia o acesso ao tratamento de câncer no Norte de Minas e reduz o tempo de espera.

Com o credenciamento, o município passa a receber R$ 5 milhões anuais para custeio. A iniciativa também diminui a necessidade de deslocamento de pacientes, hoje concentrados em Montes Claros, principal ponto de atendimento oncológico da região, que atende 86 municípios e cerca de 1,66 milhão de pessoas.

Na região, em Montes Claros, dois hospitais são habilitados como UNACON, ambos com radioterapia: a Santa Casa, com atendimento em oncologia pediátrica, e o Hospital Dílson de Quadros Godinho, com atuação em hematologia. A região registra mais de 4 mil novos casos de câncer por ano e, entre 2020 e 2025, houve crescimento na oferta de tratamento, com 221 mil sessões de quimioterapia e 14 mil cirurgias oncológicas.

Os avanços no atendimento especializado também foram impulsionados pelos hospitais que aderiram ao Programa Agora Tem Especialistas. Um exemplo é o Hospital Philadelfia, em Teófilo Otoni, onde o ministro Padilha cumpriu agenda e inaugurou o ambulatório de nefrologia, viabilizado com recursos do Ministério da Saúde.

Novo PAC Saúde: Governo do Brasil já investiu mais de R$ 1,7 bilhão em Minas Gerais

Em Minas Gerais, foram selecionados 1.567 novos empreendimentos no âmbito do Novo PAC Saúde, com mais de R$ 1,7 bilhão em investimentos. As ações incluem a construção de maternidades, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Centros Especializados em Reabilitação, entre outras iniciativas voltadas à ampliação da rede de atendimento.

Rafaelle Pereira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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OMS e Unicef destacam avanço do Brasil em vacinação

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Dados divulgados nesta terça-feira (15) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que o Brasil reduziu de forma expressiva o número crianças zero-dose, aquelas que não receberam a primeira dose da vacina com componente DTP — representada no Brasil pela pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), bactéria responsável por doenças graves, como meningite e pneumonia. Com isso, o país deixou de integrar a lista dos 20 países com o maior número dessas crianças e registrou um dos maiores avanços mundiais na recuperação da cobertura vacinal infantil. 

De acordo com as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose no Brasil caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024, alcançando 50 mil em 2025. O resultado representa uma redução de aproximadamente 86% em relação ao ano anterior e de quase 90% na comparação com 2023.   

Segundo as estimativas, o Brasil vem melhorando a cobertura vacinal ano após ano, ao mesmo tempo em que reduz o número de crianças zero-dose. As organizações atribuem esse resultado ao aumento da cobertura vacinal e aos aprimoramentos no sistema público de registro e divulgação das informações sobre imunização, tornando os dados mais precisos e completos.   

O avanço reflete o fortalecimento das ações de imunização desenvolvidas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios. Entre as estratégias adotadas estão a retoma intensificação das campanhas de vacinação, com a retomada dos dias de mobilização, a busca ativa de crianças com esquemas vacinais incompletos, a ampliação da vacinação em escolas, o fortalecimento da rede de salas de vacina, a melhoria dos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o monitoramento contínuo das coberturas vacinais em todo o território nacional.   

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Cenário internacional   

Os resultados brasileiros ocorrem em um contexto em que a recuperação da vacinação infantil ainda avança lentamente em nível mundial. Os dados da WUENIC apontam que, aproximadamente 116 milhões de crianças, o equivalente a 90% dos bebês nascidos em 2025, receberam ao menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP). Já 110 milhões (85%) completaram o esquema de três doses. Apesar da melhora em relação ao ano anterior, a cobertura global permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19.   

O relatório estima que 13,5 milhões de crianças permaneceram sem receber a primeira dose da vacina contendo DTP em 2025, indicador utilizado internacionalmente para monitorar crianças zero-dose. Outros 7,3 milhões iniciaram o calendário vacinal, mas não concluíram o esquema recomendado. Como consequência, 57 países registraram surtos importantes de sarampo ao longo do último ano.   

Entre os 195 países avaliados, apenas 30 conseguiram ampliar suas coberturas vacinais desde 2019, enquanto 65 permaneceram estagnados ou apresentaram retrocessos. O Brasil está entre os 17 países que registraram aumento superior a cinco pontos percentuais na cobertura da primeira dose da vacina contendo DTP entre 2019 e 2025 e apresentou o segundo maior crescimento no período, de 19 pontos percentuais, atrás apenas da Líbia.   

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Destaque nas Américas   

Na Região das Américas, o Brasil apresentou desempenho superior ao observado em diversos países. Enquanto algumas nações registraram queda na cobertura da primeira dose da vacina DTP entre 2024 e 2025, o Brasil manteve a tendência de recuperação da vacinação infantil e reduziu significativamente o número de crianças zero-dose.   

Em números absolutos, México (218 mil), Venezuela (185 mil), Argentina (101 mil) e Bolívia (89 mil) concentram atualmente os maiores contingentes de crianças zero-dose na região. O Brasil reduziu esse número para cerca de 50 mil crianças, resultado que reforça o processo de recuperação das coberturas vacinais no país.   

As estimativas da OMS e do Unicef são elaboradas anualmente com base nos dados reportados pelos países e constituem a principal referência internacional para o acompanhamento da cobertura vacinal. As organizações ressaltam que o fortalecimento dos programas nacionais de imunização, dos sistemas de informação e das estratégias voltadas à ampliação do acesso às vacinas é fundamental para prevenir surtos de doenças imunopreveníveis e garantir a proteção da população infantil. 

Vanessa Aquino e João Vitor Moura
Ministério da saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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