Saúde

Ministério da Saúde apresenta novo sistema de assistência farmacêutica no SUS

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O Ministério da Saúde realizou na última quinta-feira (9/04) um webinário para apresentar o novo sistema de Assistência Farmacêutica do Sistema Único de Saúde (SUS), o e-SUS AF. A agenda marcou o início da adesão dos municípios à nova plataforma, que vai substituir o sistema Hórus.

O e-SUS AF foi criado para modernizar e melhorar a gestão da assistência farmacêutica no SUS. Na prática, a ferramenta qualifica os processos da assistência farmacêutica e facilita o registro e o acompanhamento das informações sobre a dispensação/fornecimento de medicamentos, o controle de estoque e o cuidado com os pacientes. Além disso, permite que esses dados sejam compartilhados de forma mais integrada entre os sistemas de saúde e atende às regras estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para registro de estoque e dispensação.

Para o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Nélio Cezar de Aquino, a implementação do e-SUS AF representa uma transformação construída de forma coletiva e atende a uma demanda histórica dos gestores do SUS.

“É um trabalho feito a muitas mãos. Essa é uma demanda de grande relevância, já reconhecida como prioritária. É uma transformação necessária. Temos hoje um sistema que foi importante, mas que possui limitações tecnológicas”, afirmou o diretor se referindo ao sistema que está em fase de descontinuidade, o Hórus.

Nélio destacou que o e-SUS AF utilizará tecnologia mais moderna e flexível, baseada em software livre, com maior capacidade de integração e escalabilidade. “Vamos migrar para um sistema aderente a padrões com gestão de dados adequada e integração via API [Application Programming Interface ou Interface de Programação de Aplicações, um conjunto de normas e protocolos internacionais que permite a comunicação entre diferentes softwares]. Isso permitirá maior agilidade no campo, descentralização e autonomia para os gestores locais”, explicou.

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Os principais objetivos do e-SUS AF são melhorar a gestão da assistência farmacêutica em todos os níveis de atenção, ampliar o acesso da população aos medicamentos e a informações que permitam seu uso racional, além de garantir mais eficiência dos recursos públicos. O sistema também contribuirá para a geração de informações e indicadores, apoiando o planejamento e a tomada de decisões na criação de políticas públicas de saúde.

A nova ferramenta atende aos requisitos de integração com a bases nacionais priorizadas pelos gestores do SUS, como a Base Nacional de Dados de Ações e Serviços da Assistência Farmacêutica (BNAFAR), a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o Cadastro Nacional de Usuários do Sistema Único de Saúde (CADSUS), assim como utiliza os padrões de acesso pelo Gov.br. Isso ajuda os gestores a planejarem melhor as ações e a tomarem decisões com base em dados mais confiáveis.

O sistema foi desenvolvido em uma parceria com o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e sua manutenção será feita de forma colaborativa, com participação dos governos federal, estaduais e municipais, por meio do Hub InovaAF.

Participaram do webinário gestores, coordenadores da Assistência Farmacêutica, profissionais de tecnologia da informação, equipes de saúde de estados e municípios, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e representantes dos Conselhos de Saúde e Superintendências e Secretarias do Ministério da Saúde.

Momento histórico

Representando o Conasems, o assessor técnico Elton Chaves classificou a atualização da plataforma como um momento histórico. “Este é um momento extremamente importante e estratégico para o Sistema Único de Saúde. É uma entrega histórica do Ministério da Saúde, resultado de um processo colaborativo, que atende a um pleito dos 5.571 municípios brasileiros”, afirmou.

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Também presente no evento, o assessor técnico do Conass, Henrique Vogado, reforçou que a implantação do e-SUS AF é fundamental para aumentar a integração de dados e garantir a segurança operacional para os profissionais e gestores que atuam na ponta. “Essa mudança vai fortalecer tanto o planejamento dos profissionais quanto a capacidade dos gestores de dar as respostas necessárias para uma sociedade que tanto precisa”, destacou.

Adesão

Durante o evento, foi anunciada a abertura da adesão ao e-SUS AF para os municípios e adoção da ferramenta na gestão dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), ainda neste mês.

Após a implantação integral do novo sistema, os municípios poderão acessar o Hórus para realizar consultas pelo período de até cinco anos, uma vez que as informações nele armazenadas não serão transferidas automaticamente para o e-SUS AF no processo de migração.

O uso do e-SUS AF não é obrigatório, mas é um compromisso dessa gestão em ofertar uma alternativa pública em substituição ao Sistema Hórus. Ressaltando que, o novo sistema realizará o envio automático das informações para a BNAFAR e a RNDS, facilitando a atuação dos gestores, já que o envio diário de dados para as bases nacionais continuará sendo exigido, conforme as normas pactuadas.

Ainda no encontro foi ressaltado que estados e municípios terão apoio do Ministério da Saúde durante a implementação, com atendimento por diferentes canais, que abrangem o e-mail [email protected], os telefone (61) 3315-3876/2244, o Disque Saúde 136 e o Web Atendimento SUS.

Acesse a página do Hub InovaAF mediante adesão do secretário de Saúde

 Assista à íntegra da apresentação

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Dia D mobiliza crianças e adolescentes para atualizar a caderneta de vacinação

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O Dia D de Multivacinação acontece neste sábado (22) e mobiliza pais, mães, responsáveis e equipes de saúde de estados e municípios para intensificar a vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Ao longo do dia, Unidades Básicas de Saúde, pontos móveis e ações em locais públicos, como parques e espaços de lazer, estão abertos para receber as famílias. São mais de 20 doenças que podem ser prevenidas com as vacinas do calendário do SUS. A iniciativa faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro.

Durante a ação, pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação, em papel ou disponível no Meu SUS Digital para que os profissionais verifiquem a situação vacinal e indiquem as doses necessárias.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou a ação em Brasília (DF) e reforçou a mobilização em todo o país. “Todos os estados e municípios brasileiros responderam ao chamado do Ministério da Saúde para a atualização da imunização de crianças e dos adolescentes. Essa é uma campanha diferente porque ela não é de uma vacina, mas de todas que estão no calendário infantil. Leve o seu filho, leve a sua filha para se proteger”, ressaltou.

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Na noite de ontem (21), Padilha também fez um pronunciamento em rede nacional para convocar a população para a vacinação e reforçar a importância de manter a caderneta atualizada, contribuindo para a prevenção e o controle de doenças imunopreveníveis.

Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.

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Esta é a primeira edição da campanha com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

A verificação da caderneta é especialmente importante para crianças que iniciaram um esquema vacinal, mas não receberam todas as doses previstas ou os reforços. A vacinação é seletiva: os profissionais de saúde conferem a situação de cada pessoa e aplicam somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto.

Abaixo, as vacinas disponíveis:

  • BCG;
  • Hepatite B recombinante;
  • Penta (DTP/Hib/HB)
  • Pólio inativada VIP;
  • Rotavírus humano;
  • Pneumo 10-v e 20-v;
  • Meningo C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningo ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • Pneumo 23-v;
  • dT;
  • HPV 4;
  • Dengue tetravalente. 

Vacinação contra o sarampo

Como parte da estratégia, a vacinação contra o sarampo foi intensificada nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nesses locais, a vacina está sendo ofertada para pessoas de 6 meses a 59 anos, conforme a situação vacinal e as orientações para cada faixa etária.

A medida foi adotada após o registro de casos de sarampo relacionados à importação do vírus. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é adicional e não substitui as doses de rotina, previstas aos 12 e aos 15 meses. Para as demais faixas etárias, os profissionais de saúde verificam a idade e o histórico vacinal para indicar as doses necessárias.

Em 2024, o Brasil recebeu a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e mantém esse status. Durante o Dia D e até o fim da campanha, a vacinação contra o sarampo estará disponível em todos os estados, conforme a indicação para cada faixa etária e situação vacinal.

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Abastecimento

Para a Campanha de Multivacinação deste ano, foram distribuídas 1,5 milhão de doses aos estados. No total, mais de 177 milhões de doses foram distribuídas no país para abastecimento da rede de vacinação.

Até o momento, foram registradas mais de 94,8 milhões de doses aplicadas das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. 

Novo reforço contra a poliomielite

Desde 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade.

A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado no Brasil desde 2024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente.

O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus. Por isso, é importante que as crianças recebam todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Vacinação infantil

Dados divulgados em 14 de julho pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam avanço no cenário da vacinação infantil no Brasil.

Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina Penta (DTP/Hib/HepB) — as chamadas crianças “zero-dose” — passou de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025, uma redução de aproximadamente 86% em relação a 2024 e de quase 90% em relação a 2023. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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