Saúde

Ministério da Saúde amplia Proadi-SUS com inclusão do A.C. Camargo Cancer Center

Publicado em

O Ministério da Saúde ampliou a atuação do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O A.C. Camargo Cancer Center, referência nacional em oncologia, passa a integrar o rol de hospitais filantrópicos de excelência no País, fortalecendo o diagnóstico e tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS)

A inclusão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (23/5). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também renovou o reconhecimento de excelência de outros seis hospitais que integram o Proadi-SUS (confira abaixo).  

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a entrada do A.C. Camargo representa um marco histórico no combate ao câncer no Brasil. “A entrada do A.C. Camargo vai permitir que o SUS tenha mais capacidade de realizar diagnósticos no momento certo. É parte do nosso esforço para integrar os recursos disponíveis e assegurar um tempo adequado de tratamento ao povo brasileiro”, afirmou.  

Criado em 2009, o Proadi-SUS já beneficiou, até o 5º triênio (2021-2023), 5,6 milhões de pessoas, com investimento aproximado de R$ 11,5 bilhões ao SUS, destinado a 750 projetos nas áreas de gestão, assistência, capacitação, pesquisa e inovação. 

Leia Também:  Programa do governo federal que garantiu cirurgia a paciente do SUS na rede privada em PE chega ao PA, CE e DF

O Proadi-SUS é financiado com recursos de imunidade tributária que os hospitais que fazem jus por participarem do programa, que são aplicados em projetos alinhados às prioridades do SUS. Até 30% dos recursos podem ser direcionados a ações assistenciais de alta complexidade, como transplantes e cirurgias especializadas, ampliando o acesso do SUS em áreas estratégicas. 

A diretora de Impacto Social do A.C. Camargo, Ana Paula Pinho, reforçou o compromisso da instituição com o fortalecimento do SUS. “O Proadi-SUS representa, antes de tudo, a possibilidade de implementar grandes políticas públicas no Brasil. Estamos abertos às demandas e necessidades que o Ministério da Saúde nos indicar, para que possamos contribuir da melhor forma possível”, concluiu. 

Sete Hospitais de Excelência 

Com a seleção do A.C. Camargo Cancer Center, o Proadi-SUS passa a contar com sete hospitais filantrópicos de excelência. As instituições que tiveram seus reconhecimentos de excelência renovados são: Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês. 

“O Proadi-SUS representa uma das maiores parcerias público-privadas do país na área da saúde. Ao unir o conhecimento técnico e científico de instituições reconhecidas às demandas reais do sistema público, o programa contribui diretamente para salvar vidas, formar profissionais, gerar conhecimento e fortalecer a capacidade de resposta do SUS diante dos desafios de um país continental”, destacou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda. 

Leia Também:  Ministério da Saúde cria sala de situação para monitorar infecções por vírus respiratórios, incluindo influenza aviária

Como funciona a seleção para entrar no Proadi-SUS 

A seleção de novos participantes no Proadi-SUS segue um rigoroso processo de avaliação, conduzido por uma comissão multissetorial composta por avaliadores especializados das secretarias do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Esse processo criterioso assegura que apenas instituições com excelência comprovada em assistência, ensino, pesquisa e gestão hospitalar integrem o programa, reforçando sua credibilidade e impacto positivo para a saúde pública brasileira. 

Proadi-SUS: sete Hospitais de Excelência 

  • A.C. Camargo Cancer Center 
  • Hospital Alemão Oswaldo Cruz 
  • Beneficência Portuguesa de São Paulo 
  • HCor 
  • Hospital Israelita Albert Einstein 
  • Hospital Moinhos de Vento 
  • Hospital Sírio-Libanês 

Bianca Estrela
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

Advertisement

Saúde

Seminário Brasil Saudável reúne organizações e sociedade civil para discutir caminhos para a eliminação de doenças determinadas socialmente

Published

on

O 3º Seminário do Programa Brasil Saudável reúne, neste domingo (16), na capital federal, representantes do poder público, instituições de ensino e pesquisa, organismos internacionais, entidades da área da saúde e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento dos determinantes sociais e das desigualdades que impactam as condições de saúde da população. As atividades contam com a moderação técnica do Ministério da Saúde (MS) e apresentam como eixo central o caminho para eliminação das doenças determinadas socialmente.

Os debates têm como foco aproximar diferentes perspectivas e experiências, fortalecendo a construção coletiva de estratégias para enfrentar condições sociais, econômicas, ambientais e territoriais que contribuem para a persistência de doenças e desigualdades em saúde. O evento acontece como atividade prévia do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MedTrop 2026, considerado maior encontro multidisciplinar sobre doenças infecciosas, parasitárias e saúde pública da América Latina, e promove discussões em torno da integração entre ciência, políticas públicas, participação social e ações intersetoriais. São aguardadas, durante a semana, cerca de 4 mil pessoas no evento.

Em sua fala inicial, a secretária adjunta de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Marília Santini, explicou que o diferencial da abordagem debatida no seminário é integrar o tema das doenças socialmente determinadas sob uma nova perspectiva. “Não o tratamos apenas como uma questão clínica, mas como um desafio social complexo, marcado pela desigualdade. Compreendemos que a solução depende de fatores estruturais, como o acesso à água potável, saneamento básico, melhoria das condições de moradia e aumento da renda. O grande desafio, é promover uma mudança de hábitos e de cultura”, declarou.

Leia Também:  Ministério da Saúde abre consulta pública sobre novo teste para diagnosticar infecção fúngica grave

Santini contextualizou, ainda, que as parcerias de trabalho eram focadas estritamente em doenças específicas, como a malária ou o tracoma – o que muda com um novo olhar trazido pelo Brasil Saudável. “Com o Programa Brasil Saudável ampliamos essa rede e passamos a focar na melhoria das condições do território, visando prevenir diversas enfermidades de forma integrada”, disse.

A programação, que acontece até o fim do dia, recebeu, ainda, na mesa de abertura, representantes da Rede Brasileira em Pesquisa em Tuberculose (Rede TB), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Coletivo da Sociedade Civil no Programa Brasil Saudável, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Painéis temáticos

No período da manhã, o primeiro painel abordou o tema “Saúde nos Trópicos e os desafios contemporâneos para a eliminação das doenças determinadas socialmente no Sul Global”. Os expositores falaram sobre o panorama e os desafios atuais para a eliminação dessas doenças, além dos obstáculos para a implementação de programas públicos nos territórios. Também foram discutidas as relações entre mudanças climáticas, desigualdades territoriais e proteção dos territórios tradicionais, assim como a importância da participação social e da articulação intersetorial.

Leia Também:  Programa do governo federal que garantiu cirurgia a paciente do SUS na rede privada em PE chega ao PA, CE e DF

O segundo painel trouxe enfoque para diferentes formas de racismo, iniquidades e direito à saúde. A mesa ampliou o debate sobre os determinantes sociais da saúde a partir das experiências de diferentes populações. Entre os temas discutidos destacam-se racismo, território e direito à saúde, violências e exclusão social da população negra, iniquidades e direitos dos povos indígenas, além de racismo estrutural.

No período da tarde, o terceiro painel debate a proteção social e convergência de políticas públicas. Em pauta serão discutidos determinantes sociais e as interseccionalidades, as vulnerabilidades que atravessam territórios e gerações, a intersetorialidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfrentamento das iniquidades vivenciadas pela população LGBTQIAPN+. O quarto e último painel tem como objetivo amplificar o olhar a respeito de ciência, inovação e implementação territorial, e destaca, também, a contribuição da pesquisa e da produção de conhecimento para o enfrentamento dos determinantes sociais.

No encerramento será apresentada a sistematização das atividades e realizada discussão sobre perspectivas para fortalecer ações intersetoriais entre ciência, gestão e sociedade civil na eliminação das doenças determinadas socialmente. As participações destacam que o enfrentamento das doenças determinadas socialmente exige uma atuação articulada entre diferentes setores do Estado e da sociedade, com políticas públicas capazes de considerar as especificidades dos territórios e as diferentes situações de vulnerabilidade que influenciam o processo saúde-doença.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA