Saúde

Programa do governo federal que garantiu cirurgia a paciente do SUS na rede privada em PE chega ao PA, CE e DF

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“Eu deixava de sair por conta da dor. Às vezes, queria levar o meu filho mais novo na praça, a uma praia, mas não conseguia. Não conseguia dormir a noite, chorava bastante e andava a casa toda porque não encontrava uma posição que aliviasse as dores”. Essa era a realidade de Andenise Fernando de Oliveira Melo (60), que nos últimos quatro anos sofria de desgaste da articulação do fêmur da perna esquerda.  

Esse capítulo difícil se encerrou em agosto deste ano, quando ela foi submetida a uma cirurgia no quadril para colocação de prótese artificial. O procedimento foi garantido pelo programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do governo federal que abriu a possibilidade de planos de saúde converterem as dívidas em prestação de serviços especializados para a rede pública no estado do Pernambuco, onde Andenise mora.  

A partir de novembro, mais estados contarão com esse tipo de atendimento. Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que aguardam por consultas, exames e cirurgias no Pará, Ceará e Distrito Federal também poderão ser atendidos por hospitais privados da Hapvida. A expansão foi anunciada nesta quinta-feira (30), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em São Paulo (SP). O ministro anunciou, ainda, a adesão do hospital Santa Marcelina, que, junto a outros 11 estabelecimentos de saúde privados e filantrópicos, já pode atuar na rede pública pelo programa. 

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Com a ampliação, mais pessoas poderão retomar a vida, assim como a Adenise. Antes da cirurgia, a pernambucana não conseguia nem mesmo subir as escadas de casa. “Eu não andava direito, puxava pela outra perna que também já estava ficando comprometida. O médico disse que eu não podia ficar subindo e descendo as escadas”, conta. Depois de passar pelo atendimento, ela voltou a fazer tarefas do cotidiano sem sofrimento 

“Fiquei surpresa quando me ligaram e disseram que minha cirurgia estava marcada. Pensei que era mentira”, relatou. “Tive um dia de rainha. O atendimento no hospital foi excelente. Não tenho o que falar nem do que me queixar, porque foi muito lindo. Fui muito bem tratada e recebida. 

Um dos seus cinco filhos, Daniel Oliveira da Silva (26) acompanhou a mãe durante a internação. “A equipe do hospital foi super atenciosa às necessidades da gente. A cirurgia foi muito importante na nossa vida, não apenas na vida de minha mãe. É muito triste ver uma pessoa que você ama, reclamando de dores e vivendo angustiada. Quero mais pessoas tenham a mesma oportunidade que minha mãe, e sei que com o programa isso vai ser possível, declarou.  

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Alessandra Barbarini  
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

SUS registra aumento de 138% na distribuição de medicamentos para parar de fumar

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O Sistema Único de Saúde (SUS) tem avançado nas ações de combate ao tabagismo. Nos anos de 2022 e 2025, a distribuição de medicamentos para o tratamento da dependência de nicotina registrou um aumento de 138,51%. Em números absolutos, o volume de itens enviados a estados e municípios saltou de 19,5 milhões para 46,6 milhões de unidades. Os dados reforçam a importância do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado no último domingo (31/05).

A oferta dos itens integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), que tem a disponibilização dos medicamentos coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde.

Para a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, o crescimento dos números reflete diretamente a busca dos cidadãos por uma vida mais saudável. “Esse aumento evidencia o desejo da população por apoio especializado para abandonar o cigarro, cenário que reforça a importância das políticas públicas de prevenção e tratamento”.

A assistência farmacêutica oferecida pelo SUS conta atualmente com cinco itens essenciais para o suporte aos pacientes na dependência do tabagismo: o cloridrato de bupropiona (150 mg), a goma de mascar de nicotina (2 mg) e os adesivos transdérmicos de nicotina em três dosagens (7 mg, 14 mg e 21 mg). A estratégia também abrange ações de educação em saúde.

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De acordo com a secretária, a prioridade da pasta é assegurar estoques desses medicamentos em todo o país. “Assumimos o compromisso com o fortalecimento das estratégias de abastecimento, distribuição e promoção do uso racional dos medicamentos utilizados no combate ao tabagismo. Garantir que o tratamento farmacológico chegue a quem precisa, de forma contínua, segura e orientada, é um pilar inegociável para o sucesso dessa política de saúde”, ressaltou De Negri.

Confira a relação dos itens distribuídos:

Medicamento 2022 2025
Bupropiona 150 mg 8.682.800 18.628.500
Adesivo de nicotina 7mg 3.136.805  6.326.558
Adesivo de nicotina 14mg 3.141.159  8.135.477
Adesivo de nicotina 21mg 3.581.018  8.897.007
Goma de nicotina 2mg 1.008.240 4.641.540

Roberta Paola e Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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