Saúde

Ministério credencia novos serviços para Academia da Saúde, Brasil Sorridente e residência na atenção primária

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O Ministério da Saúde credenciou 2.801 equipes, programas e serviços da atenção primária em 823 municípios brasileiros, contemplando todos os estados e o Distrito Federal. O primeiro credenciamento do ano nesse nível de atenção beneficiará o Sistema Único de Saúde (SUS) com novos serviços do Programa Academia da Saúde (PAS), ações estratégicas do Brasil Sorridente e incentivos para residentes, entre outras iniciativas.

“O Governo do Brasil está construindo uma atenção primária que prioriza a promoção da saúde, chega aonde a população mais precisa e, sempre que necessário, encaminha cada pessoa para a atenção especializada com mais agilidade. Por isso, é essencial ampliar os serviços”, destaca o secretário-adjunto de Atenção Primária à Saúde, Ilano Barreto.

Ao todo, foram credenciados 271 novos estabelecimentos do PAS. O programa, que é um dos maiores com foco em promoção da saúde no País, oferece práticas corporais e atividades físicas para a população em espaços públicos com infraestrutura própria, além de promover ações de educação em saúde e de alimentação adequada e saudável, práticas antirracistas, mobilizações comunitárias e outras estratégias de cuidado. Em 2026, a Academia da Saúde foi reconhecida como um serviço integrado à atenção primária à saúde (APS), e não apenas como estrutura física.

Quanto à Política Nacional de Saúde Bucal – Brasil Sorridente, houve o credenciamento de 251 Unidades Odontológicas Móveis (UOM), 85 Serviços de Especialidades de Saúde Bucal (Sesb), 31 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e 38 Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD). O objetivo é chegar a mais locais de difícil acesso e aumentar a oferta dos serviços especializados, inclusive nos municípios menores, de até 30 mil habitantes (locais atendidos pelos Sesb).

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Para  ampliar e qualificar a formação profissional, foram incluídos nesse credenciamento 1.791 novos incentivos financeiros federais para residentes inseridos em equipes da APS. Em janeiro, o Ministério da Saúde reajustou os valores transferidos por categoria de residência e ampliou o número de categorias profissionais elegíveis ao incentivo.

Mais equidade no SUS

Também foram incluídos no credenciamento:

  • A conversão de equipes de Atenção Primária para equipes de Saúde da Família, para deixá-las mais completas;
  • 22 novas equipes de Atenção Primária Prisional, que atendem pessoas privadas de liberdade;
  • 12 novas equipes de Consultórios na Rua, para atender as pessoas em situação de rua;
  • 6 incentivos financeiros para a inserção de adolescentes em atendimento socioeducativo nos programas e políticas de saúde promovidas pelos estados e municípios;
  • 1 equipe de Saúde da Família Ribeirinha e 1 Unidade Básica de Saúde Fluvial, focadas no atendimento às populações das águas.

A portaria que traz essas novidades também tem como destaque o credenciamento de 1.250 novos profissionais de saúde para o atendimento em comunidades quilombolas, sendo 902 de nível superior, como médicos(as) e enfermeiros(as), e 343 técnicos(as) ou auxiliares de enfermagem. Esse incentivo adicional foi criado em dezembro do ano passado.

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O investimento do Ministério da Saúde é estimado em R$ 488 milhões, sendo R$ 200 milhões previstos para 2026 e R$ 287 milhões para 2027. Os municípios têm até três competências consecutivas do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) – ou seja, até junho – para cadastrar as novas equipes, serviços e programas, a partir da publicação da portaria. A gestão municipal, estadual ou distrital deve observar os critérios exigidos para homologação dos códigos Identificador Nacional de Equipes (INE).

 Painel público para acompanhar os novos credenciamentos

A Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde disponibiliza o Painel dos Credenciamentos APS para que os gestores municipais e estaduais possam acompanhar o processo de credenciamento, cadastro e homologação das novas equipes, programas e serviços da APS. 

Acesse a portaria com os novos credenciamentos

Laísa Queiroz
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde participa de evento nacional de secretários municipais do setor

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O Ministério da Saúde (MS) participa, de 12 a 15 de julho, do 39º Congresso Nacional de Secretarias Municipais (Conasems), em Porto Alegre. Realizado anualmente, o Conasems de 2026 marca os dois anos das enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul. Neste domingo (12), temas como atenção especializada, saúde digital e financiamento do SUS centralizaram a agenda do ministério.

No painel Programa Agora Tem Especialistas (ATE) e Mais Médicos Especialistas (MME), o secretário-adjunto da Secretaria de Atenção Especializada do MS, Carlos Amilcar Salgado, informou que o programa contempla 1.279 tipos de cirurgias e 46 Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs). Segundo ele, a organização do acesso aos serviços do SUS considera as necessidades dos usuários, as listas de espera e a capacidade de atendimento disponível em cada território. As OCIs reúnem, em um único fluxo assistencial, os procedimentos e atendimentos necessários para o diagnóstico ou acompanhamento de condições específicas, permitindo um cuidado mais organizado e ágil. “Nesse contexto, a regulação tem papel fundamental na organização das filas de espera, no encaminhamento adequado dos usuários entre os diferentes serviços de saúde e no retorno desses usuários à unidade responsável pelo acompanhamento, garantindo a continuidade do cuidado”, destacou.

Na sequência, o diretor do Departamento de Estratégias para a Expansão e a Qualificação da Atenção Especializada do MS, Rodrigo Oliveira, abordou as diversas modalidades e financiamentos na área. Ele explicou que a população brasileira acima de 60 anos dobrou nos últimos 25 anos e que isso mudou o perfil da mortalidade no país. “Justamente por isso, a capacidade instalada do Sistema Único de Saúde (SUS) atualmente é subdimensionada em áreas como oncologia, cardiologia e ortopedia”, ressaltou, ao explicar que a distribuição de médicos especialistas passou a considerar esta nova realidade.

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Além deste elemento, o diretor ressaltou o impacto da pandemia de covid-19 no SUS. Antes da pandemia, o SUS realizava, em média, 10 milhões de cirurgias eletivas por ano. Com a covid-19, foram feitas 5 milhões de cirurgias eletivas em 2020 e 5 milhões em 2021, o que significou o acréscimo de mais 10 milhões de brasileiros na fila do SUS para uma cirurgia eletiva. “É disso que se trata”, ponderou Oliveira, ao enfatizar o objetivo central do Programa Agora Tem Especialistas em diminuir o tempo de espera na fila do SUS e acelerar os procedimentos. Segundo ele, um dos grandes problemas que o programa tenta resolver para atender essa demanda reprimida é garantir o diagnóstico e o tratamento no tempo certo. “Hoje, 379 mil pessoas morrem por ano por doenças relacionadas ao atraso no diagnóstico no Brasil.”

A integração digital no SUS também foi destaque neste dia. Entre os sistemas e bancos de dados abordados, estão o Cadastro Nacional de Usuários do Sistema Único de Saúde (CadSUS), o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e o ecossistema e-SUS APS, responsável pelo prontuário eletrônico, hoje integrado à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

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Para a diretora de Estratégias, Acreditação e Componentes na Atenção Primária à Saúde, Audrey Fischer, a popularização do prontuário eletrônico e-SUS APS nos municípios brasileiros, bem como o compartilhamento desses dados com os outros níveis de atenção, possibilitam compreender as necessidades reais das pessoas. “Assim, a informação potencializa aquilo que a atenção primária já nasceu para fazer, que é garantir cuidado na promoção da saúde, prevenção de doenças e assistência integral aos usuários do território” explicou.

Já o seminário Gestão Orçamentária-Financeira do SUS incluiu uma palestra sobre a importância do planejamento orçamentário para a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS). A apresentação abordou os desafios impostos pelo cenário fiscal, pelo impacto da inflação nos custos da saúde e pelo crescimento da demanda por serviços, além de destacar estratégias para qualificar a gestão dos recursos públicos, como a definição de prioridades, a avaliação da relação custo-efetividade, a redução de desperdícios e o aperfeiçoamento do planejamento orçamentário. Na ocasião, o subsecretário de Planejamento e Orçamento do Ministério da Saúde, Arionaldo Bonfim, destacou a importância do planejamento. “A organização assegura que os recursos sejam transformados em serviços e estejam disponíveis oportunamente para a população”, afirmou.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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