Saúde

Guarulhos: homem com suspeita de mpox testa positivo para catapora

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O passageiro que desembarcou no último domingo (25) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com sintomas de mpox testou positivo para varicela, doença popularmente conhecida como catapora. A informação foi divulgada nesta terça-feira (27) pela Secretaria de Saúde de São Paulo. O caso foi descartado para mpox.

“O paciente está bem, segue em observação. O caso foi descartado para mpox e confirmado para varicela, após exame realizado pelo Instituto Adolfo Lutz. É importante ressaltar que o paciente não é oriundo de áreas endêmicas de mpox e que o atendimento a pacientes com suspeita ou diagnóstico da doença faz parte da rotina do instituto desde 2022.”

A pasta emitiu um alerta epidemiológico na última sexta-feira (23) recomendando intensificar ações de vigilância e assistência para casos de mpox no estado.

“A secretaria destaca que está atenta ao cenário epidemiológico e que todas as unidades de saúde estaduais já possuem recomendações técnicas de monitoramento e acompanhamento da doença”.

O comunicado reforça que a transmissão da mpox entre seres humanos ocorre, sobretudo, por meio do contato íntimo com lesões na pele ou mucosas de pessoas infectadas. Os principais sintomas da doença são febre, fraqueza, linfonodos inchados, dores musculares, dores nas costas, dor de cabeça, dor de garganta, congestão nasal e tosse.

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As medidas de prevenção citadas pela secretaria incluem:

  • evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele;
  • evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém que tenha a doença;
  • higienizar as mãos com água e sabão e usar álcool em gel;
  • não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais;
  • usar máscaras, protegendo-se contra gotículas de saliva, entre casos confirmados e seus contatos.

*Colaborou Gabriel Brum, da Rádio Nacional.

Fonte: EBC SAÚDE

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Saúde

Ministério da Saúde publica Plano de Dados Abertos para o período 2026-2028

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O Ministério da Saúde publicou o novo Plano de Dados Abertos (PDA-MS) 2026–2028, documento que orienta a abertura, a sustentação, o monitoramento, o uso e o reuso das bases de dados da pasta pelos próximos dois anos. O plano estabelece medidas para ampliar o acesso da sociedade a informações públicas em saúde e prevê a abertura de 109 bases de dados até agosto de 2028.

Do total previsto no cronograma, 46 bases, o equivalente a 42%, têm abertura programada ainda para o segundo semestre de 2026. Outras 19 estão previstas para o primeiro semestre de 2027; 26, para o segundo semestre do mesmo ano; uma, para o primeiro semestre de 2028; e 17, para o segundo semestre de 2028.

O PDA tem como objetivo promover a abertura de dados com base nos princípios da publicidade, transparência e eficiência, além de melhorar a qualidade das informações disponibilizadas e ampliar o suporte à tomada de decisão e ao controle social. Entre os objetivos específicos estão o fortalecimento da transparência ativa, a melhoria da gestão da informação e o estímulo ao desenvolvimento de aplicações pela sociedade a partir dos dados públicos.

Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Maria Aparecida Cina da Silva, o plano também contribui para tornar as informações produzidas pelo Ministério mais acessíveis e úteis. “O Plano de Dados Abertos organiza, de forma transparente, quais bases serão disponibilizadas ao longo dos próximos dois anos e como esse processo será acompanhado. A proposta é ampliar o acesso a informações públicas em saúde, qualificar os dados disponibilizados e facilitar seu uso por gestores, pesquisadores e pela sociedade”, afirma.

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Participação social

A construção do novo plano incluiu uma consulta pública realizada entre 17 e 31 de julho de 2026, por meio da plataforma Brasil Participativo. Ao todo, 123 bases de dados, distribuídas em sete temas e 13 blocos de votação, foram apresentadas para que a população indicasse aquelas consideradas prioritárias para abertura.

A consulta recebeu 974 votos em 123 bases, sendo que algumas foram abertas antes da publicação do PDA. Assim, 109 bases, que somaram 792 votos, foram incorporadas à matriz utilizada para definir a prioridade de abertura, juntamente com outros critérios técnicos.

Outra etapa foi a atualização do inventário de dados do Ministério da Saúde. O levantamento contou com a participação de 89 profissionais e identificou 360 bases de dados no ciclo 2026–2028. No plano anterior, referente a 2024–2026, eram 229, o que representa um acréscimo de 131 bases catalogadas.

Nova plataforma

Uma das mudanças do ciclo 2026–2028 foi a adoção, pela primeira vez, de uma plataforma própria para a elaboração do PDA. A ferramenta reúne, em um único ambiente, as etapas de inventário, priorização e definição do cronograma de abertura. Antes, o processo era realizado por meio de planilhas, documentos e correio eletrônico, com consolidação manual.

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A plataforma também permite registrar alterações com identificação de autor, data e justificativa, além de acompanhar o preenchimento pelas áreas e calcular a priorização das bases a partir dos critérios estabelecidos para o plano. O modelo amplia a rastreabilidade do processo de elaboração. 

Dados Abertos do SUS

A execução e o monitoramento do PDA são coordenados pelo Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS), da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI).

Até julho de 2026, o Portal de Dados Abertos do SUS disponibilizava 124 conjuntos de dados e 2.651 arquivos estruturados, com registro de 120.872 downloads no Portal Brasileiro de Dados Abertos.

A partir da publicação do novo plano, o Ministério da Saúde fará o acompanhamento contínuo do cronograma. Também estão previstas ações de qualificação, divulgação das bases publicadas, incentivo ao uso e reuso dos dados e a publicação de relatório de monitoramento após um ano de execução.

Patrícia Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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