Saúde

Governo Federal libera R$ 1,6 bilhão para ações de saúde nos municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana

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O Governo Federal começou a transferir recursos do Novo Acordo do Rio Doce para reforçar a assistência em saúde de 48 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. De um total de R$ 1,6 bilhão do Ministério da Saúde, mais de 51% serão repassados diretamente às prefeituras a partir desta sexta-feira (26/09), o equivalente a R$ 826 milhões até o fim de 2026 para a construção de 104 novos serviços do SUS. A iniciativa beneficiará a população atingida pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), que ainda sofre as consequências do desastre. 

Além do apoio aos municípios, o Ministério da Saúde investirá R$ 745 milhões na construção de quatro unidades de referência no atendimento de pessoas expostas a substâncias tóxicas e no monitoramento da qualidade da água. O recurso também vai viabilizar a expansão da rede de serviços de saúde local, como hospitais, unidades odontológicas móveis e ambulâncias. A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, voltadas a redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS.  

O Novo Acordo da Bacia do Rio Doce prevê o pagamento de R$ 12 bilhões por parte das empresas responsáveis pelo desastre como reparação à população atingida. O montante, viabilizado pelo Governo Federal, representa um avanço significativo em relação à proposta anterior de 2016 que previa R$ 750 milhões. O valor homologado pelo presidente Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado é 160 vezes maior.  

Os anúncios foram feitos pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a cerimônia de posse do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce, no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira (26/09), em Brasília (DF).  

Novo acordo garante 104 novas unidades do SUS nos municípios atingidos 

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São destinados R$ 825,7 milhões ao fortalecimento do SUS em 38 municípios de Minas Gerais e 10 do Espírito Santo, a partir de Planos de Ação em Saúde elaborados pelos próprios gestores locais. Do total, R$ 562,6 milhões serão repassados ainda neste ano e R$ 263 milhões em 2026. 

Os Planos de Ação em Saúde dos municípios preveem despesas de custeio e investimentos (construção ou reformas) a serem executados até o fim de 2026, contemplando: 

  • 51 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em 37 municípios; 

  • 34 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em 34 municípios; 

  • 8 Policlínicas em 7 municípios; 

  • 11 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em 11 municípios. 

Plano de Ação do Ministério da Saúde 

Os R$ 745 milhões do Plano de Ação do Ministério da Saúde serão aplicados na construção de hospitais, unidades de saúde e odontológicas móveis, além da compra de veículos e ambulâncias. A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) será responsável por adquirir os equipamentos e qualificar a estrutura das instalações que serão construídas.  

Entre as iniciativas, destaca-se a implantação do Centro de Referência das Águas, em Governador Valadares (MG). Com investimento de R$ 20 milhões, o espaço contará com infraestrutura para análise da qualidade da água, produção de conhecimento técnico-científico e suporte às ações de vigilância em saúde ambiental. O objetivo é criar um sistema permanente de monitoramento e resposta a riscos relacionados ao consumo de água. 

Os Centros de Referência em Exposição a Substâncias Químicas, que serão instalados em três locais ao longo da Bacia e terão investimento de R$ 30 milhões, serão voltados ao cuidado de pessoas expostas a contaminantes. As unidades fortalecerão a vigilância em saúde e apoiarão profissionais que atuam em territórios afetados pelo desastre. 

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Outra medida prevista é o investimento de R$ 20 milhões para a construção do HospitalDia de Santana do Paraíso, no Vale do Rio Doce (MG). O hospital oferecerá exames diagnósticos, tratamentos, pequenas cirurgias e procedimentos ambulatoriais, ampliando o acesso da população regional aos serviços de saúde. O Hospital é uma parceria com a Prefeitura Municipal de Santana do Paraíso e o Consórcio de Saúde da Região do Vale do Aço. 

Investimentos em pesquisa 

O programa contempla ainda investimentos em pesquisa. Em maio deste ano, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, firmou acordo de cooperação com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a instituição da Rede de Pesquisas em Saúde do Rio Doce, que contará com o repasse de R$ 80 milhões em recursos em 2025 e 2026. O estudo terá duração de 15 anos e focará em análises epidemiológicas, toxicológicas e de avaliação de risco à saúde humana em decorrência da exposição a substâncias químicas nos territórios atingidos. 

Conselho Federal de Participação Social 

O Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce empossado nesta sexta-feira (26), tem caráter deliberativo e será responsável por garantir transparência, fiscalização e monitoramento dos compromissos do Governo Federal no Acordo do Rio Doce. A representação também será responsável por gerir o Fundo Popular de R$ 5 bilhões destinado a projetos das comunidades atingidas em áreas como economia solidária, segurança alimentar, educação, tecnologias sociais e ambientais, esporte, cultura e defesa de territórios.  

O conselho será paritário, formado por 18 representantes do governo e 18 da sociedade civil, incluindo indígenas, quilombolas, povos tradicionais e movimentos sociais, com participação também dos suplentes da sociedade civil. As reuniões ocorrerão nos territórios afetados, e a primeira será realizada logo após a posse. 

Ministério da Saúde 
 

Fonte: Ministério da Saúde

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Mais brasileiros têm acesso a cirurgias oncológicas pelo SUS

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O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 367,1 mil cirurgias oncológicas em 2025, um aumento de 36,6% em relação a 2022, quando foram registrados 268,7 mil procedimentos. O resultado reflete o fortalecimento da rede pública e o esforço para garantir que mais pacientes iniciem o tratamento do câncer no momento adequado. Para muitos tipos de tumor, a cirurgia é uma etapa fundamental do cuidado e pode ser decisiva para o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.

A oncologia está entre as áreas prioritárias do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados em áreas de maior demanda no SUS. O programa reúne estratégias como a realização de mutirões, o uso de unidades móveis de saúde, o fortalecimento da Telessaúde, a contratação complementar de serviços e a organização das filas conforme as prioridades locais.

A oferta de cirurgias oncológicas cresceu de forma contínua em todo o país. São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Rio Grande do Sul registraram os maiores aumentos em números absolutos, respondendo juntos por mais de 64 mil cirurgias adicionais no período. O avanço também alcançou outras regiões. Estados como Paraíba, Espírito Santo, Goiás e Maranhão apresentaram crescimento expressivo, indicando a expansão da assistência especializada e da oferta de procedimentos oncológicos pelo SUS.

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Um dos destaques foi o Acre, que mais do que dobrou o número de cirurgias oncológicas realizadas, passando de 356 procedimentos em 2022 para 821 em 2025. O resultado evidencia o fortalecimento da assistência especializada em uma região que historicamente enfrenta desafios de acesso aos serviços de saúde.

“Cada cirurgia a mais representa uma pessoa que conseguiu avançar no tratamento contra o câncer. Esse crescimento mostra que o SUS está ampliando sua capacidade de resposta, reduzindo barreiras e levando cuidado especializado a todas as regiões do país. Nosso compromisso é fazer com que o diagnóstico venha acompanhado de tratamento no tempo adequado, com acolhimento e dignidade”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Investimentos ampliam acesso ao tratamento do câncer

Para fortalecer a assistência oncológica no SUS, o Governo Federal anunciou um pacote de R$ 2,2 bilhões destinado à ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer. As ações incluem o aumento da oferta de medicamentos, cirurgias, radioterapia e novas tecnologias voltadas ao cuidado especializado.

Entre as medidas está a aquisição de até 80 aceleradores lineares para radioterapia, que devem ampliar em pelo menos 25% a capacidade de atendimento do SUS, especialmente em regiões que ainda enfrentam déficit de assistência especializada. O pacote também prevê o financiamento permanente da cirurgia robótica oncológica, inicialmente para o tratamento do câncer de próstata, com investimento anual de R$ 50 milhões.

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As ações incluem ainda a ampliação do acesso à reconstrução mamária para mulheres que sofreram mutilação total ou parcial das mamas, contribuindo para sua reabilitação física e emocional. Com mais cirurgias, novos tratamentos e o fortalecimento da rede especializada, o SUS avança para garantir atendimento mais rápido, integral e humanizado às pessoas com câncer.

Agora Tem Especialistas

No componente cirúrgico, o Agora Tem Especialistas fortalece as ações de redução das filas por meio da organização da demanda, da definição de metas e do acompanhamento de resultados em parceria com estados e municípios. A estratégia busca ampliar a capacidade da rede pública e acelerar o acesso da população ao cuidado especializado.

Os resultados observados nos últimos anos refletem esse conjunto de iniciativas, que amplia a oferta de procedimentos e contribui para que mais pacientes tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer em tempo oportuno.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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