Saúde

Fiocruz e Angola fecham parceria para ensino e pesquisa

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O Instituto Oswaldo Cruz (IOC), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), assinou memorando de entendimento com a Universidade Agostinho Neto (UAN), de Luanda, Angola, visando futuras parcerias em ensino e pesquisa entre as instituições.

Na avaliação da Fiocruz, a parceria representa mais um passo na busca pelo estreitamento de laços com instituições africanas. O objetivo é a colaboração mútua nas áreas de doenças tropicais negligenciadas, com destaque para malária e tuberculose; doenças transmissíveis; arboviroses; resistência antimicrobiana (AMR); HIV; clima e saúde; saúde materna, infantil e reprodutiva; entre outras. O memorando de entendimento tem duração de cinco anos.

Recursos humanos

A coordenadora da Cooperação Institucional do IOC, Anna Cristina Calçada Carvalho, destacou que a política de cooperação institucional visa reforçar as parcerias técnico-científicas com países do hemisfério sul, sobretudo os de língua portuguesa. “O foco do IOC está em contribuir para a formação de recursos humanos nesses lugares. Nós podemos ajudá-los a enfrentar problemas de saúde pública ligados, especialmente, a doenças transmissíveis”, disse Anna Cristina, em nota.

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Lembrou, ainda, que todos os Programas de Pós-graduação Stricto sensu do Instituto estão envolvidos na parceria. “A Fiocruz e o IOC têm longa história de colaboração com Angola e Moçambique. Em acordos anteriores firmados para a formação de recursos humanos, mais de cinquenta pessoas foram tituladas mestres ou doutores”, comentou.

O próximo passo será elaborar, junto à UAN, um plano de trabalho para dar seguimento à parceria. Uma reunião já está agendada para agosto com representantes da universidade angolana para tratar do assunto.

Fonte: EBC SAÚDE

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Saúde

Alerta sobre sarampo nas Américas reforça importância de intensificar vacinação no Brasil

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O avanço do sarampo nas Américas reforça a importância de manter a vacinação em dia, especialmente entre crianças e adolescentes. Em alerta epidemiológico divulgado em 7 de agosto, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) aponta que a Região das Américas registra, em 2026, o maior número de casos confirmados de sarampo dos últimos 22 anos e mantém risco muito alto para a saúde pública devido à ocorrência de surtos ativos. Diante desse cenário, a organização recomenda o fortalecimento da vacinação, da vigilância epidemiológica e da resposta rápida aos casos. 

A situação reforça a importância da Campanha de Multivacinação do Ministério da Saúde, que segue até 1º de setembro em todo o país. A estratégia é voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos e oferece a oportunidade de verificar a caderneta e atualizar as doses que estiverem em atraso, incluindo a proteção contra o sarampo. 

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e a circulação do vírus em outros países aumenta a possibilidade de importação de casos. No Brasil, o Ministério da Saúde mantém ações de vigilância e vacinação para evitar a reintrodução e a transmissão sustentada da doença. O país recebeu, em novembro de 2024, a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela OPAS e mantém esse status.  

Em 2025, as Américas já haviam registrado 14.891 casos confirmados de sarampo e 29 mortes, número 32 vezes maior que o registrado em 2024. O total de 2025 foi o maior na região desde 2019, quando foram registrados 23.269 casos. Em 2026, o cenário se agravou: até 13 de junho, eram 22.324 casos confirmados em 17 países e territórios, com 38 óbitos. México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá concentram 97% dos casos. 

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No Brasil, em 2026, até o momento, há registro de 24 casos de sarampo, relacionados à importação do vírus. Três foram encerrados sem risco de disseminação e 21 permanecem em acompanhamento em São Paulo: um em Guarulhos, dois em São Bernardo do Campo e 18 na capital. 

Vacinação é a principal forma de prevenção 

Diante da identificação de casos no Brasil, o Ministério da Saúde ampliou a estratégia de vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nessas localidades, a orientação é vacinar, de forma indiscriminada, pessoas de 6 meses a 59 anos durante a campanha, conforme as recomendações específicas para cada faixa etária. Em São Paulo, 3,2 milhões de doses da vacina tríplice viral foram destinadas ao reforço do abastecimento, garantindo a continuidade da ação de bloqueio vacinal. 

Para crianças de 6 a 11 meses, a vacina contra o sarampo é administrada como dose zero, adicional e que não substitui as doses previstas na rotina aos 12 e 15 meses. Para as demais idades, a necessidade de vacinação é verificada pelos profissionais de saúde de acordo com a idade e o histórico vacinal. 

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para reduzir a circulação do vírus e proteger também pessoas que não podem ser vacinadas por determinadas condições de saúde. 

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A estratégia contra o sarampo integra uma mobilização mais ampla. Além da tríplice viral, a Multivacinação contempla vacinas que protegem contra doenças como poliomielite, meningites, pneumonias, coqueluche, febre amarela, influenza, covid-19, HPV e dengue, entre outras. A campanha também marca a primeira edição da Multivacinação com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. 

A recomendação do Ministério da Saúde é que pais e responsáveis aproveitem a Campanha de Multivacinação para levar crianças e adolescentes a uma unidade de saúde e conferir a situação vacinal.  A estratégia também é uma oportunidade para ampliar a proteção contra doenças que podem voltar a circular quando há queda nas coberturas vacinais. O Dia D de Mobilização Nacional será realizado em 22 de agosto, com ações de vacinação em todo o país. 

Brasil mantém vigilância e reforça vacinação 

O Ministério da Saúde acompanha continuamente a situação epidemiológica do sarampo no Brasil e nas Américas e orienta estados e municípios sobre medidas de vigilância, investigação de casos e vacinação. A pasta também tem intensificado estratégias para alcançar pessoas não vacinadas ou com doses em atraso. 

A recomendação é simples: quem tem criança ou adolescente em casa deve conferir a caderneta e procurar uma unidade de saúde para colocar a vacinação em dia. Manter as vacinas atualizadas é uma das principais medidas para proteger a população e impedir que doenças controladas ou eliminadas voltem a se espalhar. 

 Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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