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CTC e PlantArcBio Firmam Parceria Global para Desenvolver Cana-de-Açúcar Resistente a Pragas

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O Centro de Tecnologia Canavieria (CTC), referência mundial em ciência da cana-de-açúcar, e a PlantArcBio (TASE: PLNT), empresa israelense líder em biotecnologia agrícola, anunciam uma colaboração global em pesquisa e desenvolvimento. A parceria tem como objetivo explorar novas tecnologias para a descoberta de genes e componentes biológicos que visam proteger a lavoura de cana-de-açúcar contra pragas.

O foco da colaboração é a descoberta de novas moléculas e a aplicação de tecnologias inovadoras para o controle biológico das pragas que afetam a cana-de-açúcar. A parceria pretende combinar a expertise do CTC e da PlantArcBio para criar métodos eficazes no combate a pragas prejudiciais à cultura.

De acordo com o Ministério da Agricultura brasileiro, a produção global de cana-de-açúcar alcança 1,8 bilhão de toneladas anualmente, cultivada em 27 milhões de hectares. O Brasil lidera a produção mundial de açúcar e ocupa a segunda posição na produção de etanol de cana. A cana-de-açúcar é fundamental para a estratégia de transição energética do país, representando mais de 15% da matriz energética nacional e destacando-se como uma das principais fontes de energias renováveis.

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Apesar de sua importância, as pragas da cana-de-açúcar causam perdas significativas na produtividade a cada ano. Com esta nova parceria, o CTC e a PlantArcBio visam acelerar o avanço tecnológico na proteção das culturas, proporcionando aos agricultores canas mais saudáveis e resilientes, e, assim, impulsionando a transição energética.

Sabrina Chabregas, Diretora de P&D do CTC, enfatizou: “Desenvolver tecnologias inovadoras para o controle eficiente das pragas é uma prioridade para o CTC. Nosso objetivo é maximizar o rendimento para nossos clientes e promover a agricultura sustentável. Estamos comprometidos em dobrar a produtividade da cana-de-açúcar no Brasil nos próximos 20 anos e acreditamos que esta colaboração acelerará significativamente nossa capacidade de inovação.”

Dr. Dror Shalitin, fundador e CEO da PlantArcBio, expressou entusiasmo pela parceria: “Estamos ansiosos para unir forças com o CTC e formar uma aliança estratégica no setor canavieiro. Nossa experiência na descoberta de genes e componentes biológicos, adquirida através de colaborações bem-sucedidas, será expandida para a cana-de-açúcar. Esta oportunidade permitirá à nossa empresa aplicar soluções inovadoras em novas áreas, aprimorando a produtividade e a sustentabilidade agrícola, além de contribuir para a segurança alimentar global e a transição energética.”

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão valida Moratória, mantém leis estaduais e encerra ações

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O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (12.08) o julgamento sobre a Moratória da Soja com uma decisão que preserva o acordo privado, mas também permite que Mato Grosso e Rondônia retirem incentivos fiscais das empresas participantes. A Corte determinou ainda o encerramento de processos judiciais e administrativos que discutiam a legalidade e os efeitos concorrenciais do pacto.

O resultado não representa vitória integral de nenhum dos lados. As tradings continuam autorizadas a estabelecer critérios ambientais próprios para a compra da soja. Os Estados, por sua vez, não são obrigados a conceder benefícios públicos a empresas que adotem restrições comerciais superiores às previstas na legislação brasileira.

Criada em 2006, a Moratória da Soja é um compromisso privado firmado por tradings, indústrias e organizações da sociedade civil. As empresas participantes se comprometeram a não comprar soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008.

A restrição abrange também áreas abertas com autorização dos órgãos ambientais. Isso ocorre porque o Código Florestal permite que produtores utilizem parte de suas propriedades no bioma Amazônia, desde que preservem os percentuais de reserva legal e cumpram as demais exigências ambientais.

Por maioria, o STF entendeu que a Moratória é legítima por decorrer da liberdade empresarial. Na avaliação da Corte, uma companhia privada pode definir critérios próprios para escolher seus fornecedores, inclusive com exigências ambientais mais rigorosas do que aquelas estabelecidas em lei.

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O reconhecimento da validade do pacto, entretanto, não obriga o poder público a acompanhar essas regras. O Supremo manteve as leis de Mato Grosso e Rondônia que permitem negar incentivos fiscais e terrenos públicos às empresas vinculadas a acordos privados que limitem a expansão da atividade agropecuária legal.

Na prática, as tradings poderão aderir à Moratória e deixar de adquirir determinados lotes de soja. Mato Grosso e Rondônia, por outro lado, poderão retirar os benefícios públicos concedidos a essas empresas.

A aplicação das leis estaduais deverá respeitar as regras tributárias de anterioridade. Também não poderá desconsiderar a proteção concedida a incentivos fiscais com prazo determinado e vinculados a condições já cumpridas pelas empresas beneficiárias.

O resultado não provoca a retomada automática da Moratória. As principais tradings haviam anunciado a saída do acordo diante da entrada em vigor das restrições estaduais. Cada empresa terá agora de decidir se volta a participar do pacto, considerando a possibilidade de perder benefícios fiscais.

A parte mais controversa da decisão foi o encerramento dos processos relacionados à Moratória. Por seis votos a três, o STF determinou a extinção de ações indenizatórias e de procedimentos administrativos baseados na suposta ilegalidade ou inconstitucionalidade do acordo.

A determinação alcança investigações em andamento no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão apurava se a adoção conjunta das mesmas restrições pelas grandes compradoras de soja poderia configurar uma prática coordenada capaz de limitar a concorrência.

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Com o julgamento, essas apurações não deverão avançar com fundamento na suposta ilegalidade da configuração atual da Moratória. O STF considerou o pacto objetivo, público e voluntário e afastou, nos processos analisados, a tese de que o acordo seria necessariamente uma conduta anticoncorrencial.

A decisão também reduz o espaço para ações de produtores que buscavam indenizações por supostos prejuízos provocados pela recusa de compra de soja produzida em áreas abertas legalmente. Para a maioria dos ministros, a continuidade dessas disputas aumentaria a insegurança jurídica sobre a comercialização do grão.

O entendimento do Supremo se restringe ao modelo atual da Moratória. Eventuais mudanças no acordo ou novas condutas empresariais poderão ser analisadas posteriormente pelos órgãos competentes e pelo Judiciário.

Para o produtor, o resultado mantém dois cenários simultâneos. A soja produzida em conformidade com o Código Florestal poderá continuar sendo recusada por empresas que adotem critérios ambientais próprios. Essas companhias, contudo, poderão perder incentivos concedidos pelos Estados que considerem essas exigências prejudiciais à produção agropecuária legal.

O julgamento foi concluído pelo plenário, mas o acórdão ainda será publicado e poderá receber embargos de declaração. Esses recursos servem para esclarecer omissões ou contradições e, em regra, não reabrem o mérito central da decisão.

Fonte: Pensar Agro

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