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Aumento na Previsão de Colheita de Milho da UE e Produção de Trigo em Nível Mínimo em 12 Anos, segundo a Strategie Grains

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Nesta quinta-feira, a Strategie Grains revisou para cima sua previsão de safra de milho da União Europeia para este ano, beneficiada pelas boas perspectivas na França. No entanto, colheitas decepcionantes nos países do sudeste europeu deverão manter a produção abaixo da média, resultando em um aumento nas importações do grão.

Em seu relatório mensal, a consultoria francesa manteve inalterada a estimativa de produção de trigo da UE em 2024/25, prevendo que será a menor colheita em 12 anos, influenciada por fracas colheitas na França e na Alemanha, que foram afetadas por chuvas excessivas. Essa situação, segundo a Strategie Grains, deverá resultar em exportações de trigo da UE no menor nível em seis anos.

Para o milho, a produção da UE está projetada em 58,1 milhões de toneladas, um aumento de 0,2 milhões em relação à previsão anterior, com uma revisão positiva para a França compensando a nova redução na Romênia, que enfrentou problemas de seca. As chuvas torrenciais que provocaram a pior colheita de trigo na França em quatro décadas acabaram favorecendo o crescimento do milho, embora o início chuvoso do outono tenha atrasado a colheita.

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De acordo com a Strategie Grains, a nova previsão para a produção de milho da UE ainda está abaixo da colheita do ano passado, que foi de 62,9 milhões de toneladas, e da média dos últimos cinco anos, de 63,5 milhões de toneladas. A expectativa de uma colheita modesta sugere um aumento nas importações de milho pela UE, que devem ultrapassar 20 milhões de toneladas na temporada 2024/25, conforme indicado pela consultoria.

Contudo, a disponibilidade de milho da Ucrânia, também impactada pela seca, pode afetar os fluxos de importação, conforme a análise da Strategie Grains. No que diz respeito ao trigo mole, o principal cereal da União Europeia, a estimativa de produção para 2024/25 foi mantida em 114,4 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 10% em relação ao volume do ano passado e a menor colheita desde a temporada 2012/13.

Quanto à cevada, a Strategie Grains aumentou sua previsão de produção para 2024/25 para 50,6 milhões de toneladas, em comparação com os 50,5 milhões previstos no mês anterior, indicando uma recuperação modesta em relação ao mínimo de 12 anos de 47,8 milhões de toneladas registrado em 2023, quando a colheita na Espanha foi severamente afetada pela seca.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

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As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

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A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

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Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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