Saúde

Do choro alto ao desmame: os desafios de mães neurodivergentes

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Na reta final da Semana Mundial da Amamentação, o Podcast Histórias Raras publica o episódio Mães Neurodivergentes. Nesta edição, diferentes mães destacam como a descoberta de um cérebro atípico na vida adulta transformaram a maternidade de cada uma.

A partir de Alana Yaponirah, Taís Gollo e Ana Rosa Aguiar, a gente ouve relatos de como determinadas experiências maternas como o desmame, o choro alto de um bebê ou o toque excessivo dos filhos podem ser extremamente desafiantes para uma mãe atípica.

Alana é mãe de João Vitor, de 19 anos, e de Maya, de seis. Ela já tinha aparecido no episódio anterior, Raros e Nada Típicos, para falar sobre a descoberta tardia do transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) aos 43 anos. Agora, Alana compara o que mudou na sua maternagem depois do diagnóstico. 

Taís Gollo é profissional de educação física e foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Síndrome de Erlhers-Danlos. Ela e o marido (também autista) têm duas meninas: a Lis, de oito anos, e a Beatriz, de dois. Em Mães Neurodivergentes, Taís conta um pouco sobre gestar, parir e amamentar.

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E o episódio traz ainda a Ana Rosa Aguiar, psiquiatra e mãe de uma outra Lis. Asua Liz se escreve com Z e tem seis anos. Ela trabalha em um instituto dedicado ao estudo e apoio ao autista no espectro adulto. Ana Rosa, que se descobriu com TEA e Síndrome de Savant (um distúrbio raro e neurocognitivo), nos traz um olhar sobre as dificuldades no diagnóstico de mulheres, e do impacto e a importância desse diagnóstico tardio.

Em 2023, a Semana Mundial da Amamentação começou na terça-feira (1º) e termina na segunda-feira (7). O slogan deste ano é Possibilitando a Amamentação: Fazendo a Diferença para Mães e Pais que Trabalham. Entre os objetivos, está o de informar sobre as perspectivas dos pais trabalhadores com relação à amamentação e paternidade.

▶️ Podcast Histórias Raras: como ouvir os episódios

Neurodivergentes é o tema da segunda temporada de Histórias Raras, um podcast original da Radioagência Nacional.

▶️ Histórias Raras #6 Mães Neurodivergentes.

▶️ #5 Raros e Nada Típicos.

Os episódios podem ser ouvidos em primeira mão na Radioagência Nacional.  Neste link, você encontra os últimos episódios lançados, a transcrição detalhada de cada um deles, além de conteúdos e links complementares. 

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No Spotify e no Youtube, o Histórias Raras vira videocast (Áudio + Libras). Cada episódio recebe a interpretação simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Histórias Raras está na segunda temporada e é apresentado por Patrícia Serrão, responsável pela concepção de pauta e entrevistas, e Leyberson Pedrosa, idealizador do formato do projeto e responsável pelo roteiro final, direção e montagem.  

A Patrícia Serrão assina o roteiro deste episódio ao lado de Bia Arcoverde.

A Bia  é responsável pela coordenação de equipe e também participa deste episódio como apresentadora convidada.

O apoio de produção é de Simone Magalhães, tem sonoplastia de José Maria Pardal e identidade visual de Caroline Ramos. Os créditos completos ficam disponíveis aqui.

Fonte: EBC SAÚDE

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Saúde

Brasil alcança 1 milhão de gestantes vacinadas contra vírus que causa bronquiolite em bebês

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Às vésperas do Dia das Mães, o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês. A imunização, oferecida de forma inédita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), protege os recém-nascidos desde os primeiros dias de vida, fase em que o risco de complicações respiratórias é maior. Para celebrar a conquista, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vacinou uma gestante em Lauro de Freitas (BA), onde também anunciou a construção da primeira maternidade municipal da região.

“O Brasil voltou a ser referência em vacinação. Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo daqueles que atacaram as vacinas e enfraqueceram o Programa Nacional de Imunizações. Em três anos e meio, reconstruímos o PNI, incorporamos novas vacinas e ampliamos, ano após ano, a proteção da população. Seguiremos fortalecendo o SUS para garantir mais acesso à imunização e mais saúde para todos os brasileiros”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O avanço da vacinação já reflete nos indicadores de saúde infantil. Até 18 de abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos também registraram queda de 63%, de 72 para 27 mortes.

A vacina foi incluída no SUS em 2025, após análise técnica e recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A medida representa um avanço significativo para a saúde pública, especialmente considerando que, na rede privada, a mesma vacina pode custar até R$ 1,5 mil.

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Ao todo, 1,8 milhão de doses foram distribuídas para a proteção de gestantes a partir da 28ª semana de gestação. A estratégia está ativa em todo o país, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), e busca garantir proteção antes do período de maior circulação do vírus, que costuma atingir o pico entre os meses de abril e maio.

A vacina estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê ainda durante a gestação. Essa proteção é fundamental nos primeiros meses de vida, fase de maior vulnerabilidade às complicações respiratórias. Estudos clínicos demonstram eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento.

Estratégia ampliada: vacina e anticorpo monoclonal

Além da vacinação de gestantes, o Ministério da Saúde também oferta o nirsevimabe, um imunobiológico que garante proteção imediata contra o VSR. O medicamento é indicado para recém-nascidos prematuros (até 36 semanas e 6 dias de gestação) e crianças de até 23 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas e doenças pulmonares crônicas.

Diferentemente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal pronto, que passa a atuar logo após a aplicação, sem a necessidade de o organismo produzir anticorpos ao longo do tempo. A estratégia complementa as medidas adotadas pelo SUS para prevenir casos graves de bronquiolite em bebês.

Administrado em dose única, o medicamento oferece proteção por até seis meses e foi disponibilizado prioritariamente em maternidades e na Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (CRIE).

Primeira maternidade municipal em Lauro de Freitas (BA)

Em visita ao município Lauro de Freitas, na Bahia, o ministro Padilha assinou a Ordem de Serviço (OS) para a construção da primeira maternidade municipal. O ato marca o início das obras e a liberação imediata de R$ 103 milhões em recursos do Novo PAC Saúde para a construção da unidade e aquisição de equipamentos. Com capacidade para 100 leitos, a maternidade atenderá mais de 3 mil pacientes do município e de cidades da Região Metropolitana de Salvador.

Foto: Carolina Antunes/MS
Foto: Carolina Antunes/MS
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A nova estrutura representa um avanço estratégico para o fortalecimento da saúde materno-infantil, ampliando o acesso a serviços obstétricos e neonatais e contribuindo para a redução da mortalidade materna e infantil. A iniciativa também ajuda a diminuir vazios assistenciais, garantindo atendimento especializado e contínuo a gestantes, mães e recém-nascidos.

Com funcionamento 24 horas, a maternidade oferecerá assistência de média e alta complexidade, incluindo internações, atendimento ambulatorial e serviços de urgência e emergência ginecológica e obstétrica. O atendimento será realizado por equipes qualificadas, com foco na detecção precoce de riscos durante o pré-natal e no manejo seguro de emergências obstétricas e neonatais, com práticas baseadas em evidências e acolhimento humanizado.

Com a nova obra, os investimentos do Novo PAC Saúde em Lauro de Freitas somam R$ 109,1 milhões. Os recursos também contemplam novas Unidades Básicas de Saúde e equipamentos para fortalecer a atenção primária e especializada. Em toda a Bahia, os investimentos já ultrapassam R$ 2,5 bilhões, com mais de 2.800 propostas aprovadas para ampliar o acesso e qualificar o atendimento no SUS em diferentes regiões do estado.

A ampliação da rede de maternidades reforça o compromisso do Governo do Brasil com a garantia de um parto seguro e de assistência qualificada no momento em que mães e bebês mais precisam de cuidado, contribuindo para reduzir desigualdades regionais e ampliar o acesso à saúde.

O SUS está presente desde a gestação. Veja a campanha e conheça cada fase desse cuidado

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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