Saúde

Dez iniciativas são reconhecidas por boas práticas na prevenção da tuberculose

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O Ministério da Saúde divulgou, nesta segunda-feira (10), o resultado da Chamada Pública para Mapeamento de Experiências Exitosas na Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB) e na oferta do Tratamento Preventivo da Tuberculose (TPT). A chamada teve como objetivo identificar, valorizar e dar visibilidade a experiências exitosas relacionadas à prevenção da tuberculose e à ampliação da oferta do tratamento preventivo, servindo como modelo e inspiração para outros contextos.

Foram reconhecidas dez experiências: uma de cada região do país e outras cinco de maior pontuação geral, refletindo a diversidade e a capacidade de inovação dos serviços e instituições envolvidas no enfrentamento da doença.

As iniciativas foram avaliadas considerando critérios como inovação, replicabilidade e relevância para o fim da tuberculose como problema de saúde pública, abrangendo temas como prevenção e cuidado centrado na pessoa, qualificação do diagnóstico, ações colaborativas TB-HIV, comunicação e gestão.

Um dos destaques é a iniciativa da Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto, do Amazonas, que promove a equidade nas ações de vigilância e atenção à tuberculose latente em municípios do interior do estado. No Nordeste, a Vigilância Epidemiológica de Vitória de Santo Antão, em Pernambuco, apresentou o projeto Fluxos que Salvam, que integra diagnóstico, prevenção e adesão terapêutica.

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Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde desenvolveu um sistema automatizado para geração de indicadores e avaliação de desempenho no monitoramento do tratamento preventivo da tuberculose. Já no Sul do país, a Universidade Estadual de Maringá, no Paraná, destacou-se com o projeto de qualificação do cuidado e prevenção da doença por meio da integração entre ensino e serviço. Outra experiência reconhecida é a da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que avaliou o tratamento preventivo da tuberculose em pessoas privadas de liberdade e seus familiares.

Já a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro foi reconhecida pela ampliação e qualificação da vigilância do tratamento preventivo no estado, enquanto a Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose (REDE-TB) se destacou com a proposta de capacitação de enfermeiros no diagnóstico e tratamento preventivo de pessoas com infecção latente.

As experiências selecionadas receberão certificado de reconhecimento e serão convidadas para apresentação em evento virtual organizado pelo Ministério da Saúde, além de integrarem publicação nacional de boas práticas em ILTB e TPT.

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Segundo Fernanda Dockhorn, coordenadora-geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas do Ministério da Saúde, essas e outras experiências mostram como diferentes regiões do país têm encontrado caminhos criativos e eficientes para fortalecer o enfrentamento da tuberculose.

“De iniciativas voltadas à equidade no atendimento até o uso de ferramentas tecnológicas para monitorar o tratamento, os projetos comprovam que soluções locais podem ter grande impacto na prevenção da doença”, afirmou a coordenadora.

Mais informações estão disponíveis no portal do Ministério da Saúde (www.gov.br/aids) ou pelo e-mail [email protected].

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde investe mais de R$ 22,4 milhões no fortalecimento a saúde indígena em Mato Grosso do Sul

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Para ampliar a assistência à saúde indígena em Mato Grosso do Sul, o Ministério da Saúde destinou mais de R$ 22,4 milhões para a construção de uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) na Aldeia Água Branca, no município de Aquidauana, e para a ampliação da frota utilizada pelas equipes de saúde. O investimento contempla a entrega de 98 caminhonetes, sendo 64 disponibilizadas imediatamente e outras 34 nos próximos dias. O anúncio foi feito neste sábado (20), pela secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

Do total de recursos, R$ 21,38 milhões serão destinados à locação de 98 veículos e à disponibilização de 185 motoristas. Outros R$ 1,05 milhão serão investidos na ampliação da UBSI da Aldeia Água Branca, beneficiando diretamente 706 indígenas. Além da ampliação da unidade de saúde, Aquidauana e os demais municípios atendidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS) serão contemplados com o reforço da frota utilizada pelas equipes de saúde indígena, ampliando a capacidade de atendimento nos territórios.

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O contrato prevê a locação de veículos com motorista, manutenção, limpeza, seguro e franquia livre, garantindo melhores condições para o acesso das comunidades aos serviços de saúde. A iniciativa também contribuirá para agilizar o deslocamento das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI), bem como a realização de vistorias em estruturas de saneamento e o transporte de insumos, medicamentos e equipamentos.

Para a secretária Lucinha, os investimentos são estratégicos e estão alinhados ao compromisso do Governo do Brasil com o fortalecimento da saúde indígena. “Esses investimentos reforçam o compromisso do governo com a ampliação do acesso à saúde, a qualificação da infraestrutura e o fortalecimento da atenção primária nos territórios indígenas. No DSEI Mato Grosso do Sul, as equipes dependem quase integralmente do transporte terrestre para percorrer os cerca de 250 mil quilômetros quadrados de área de atuação. Por isso, a disponibilidade de veículos adequados e em boas condições é fundamental para garantir a continuidade da assistência e evitar a descontinuidade do atendimento nas comunidades mais distantes”, completou.

O DSEI de Mato Grosso do Sul atende mais de 93 mil indígenas pertencentes a oito povos — Guarani, Kaiowá, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Ofaié, Guató e Atikum — distribuídos em 30 municípios do estado. Atualmente, a rede é composta por 81 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), 53 pontos de apoio e três Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai).

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Luiz Cláudio Moreira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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