Política Nacional

Comissão aprova criação do Programa de Vacinação em Escolas Públicas

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A Comissão de Educação e Cultura do Senado aprovou, nesta terça-feira (20), por 15 votos a 5, o Projeto de Lei (PL) 826/2019, que institui o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas. A iniciativa visa intensificar campanhas e ações de vacinação no país e é voltada prioritariamente a alunos da educação infantil e do ensino fundamental. A matéria segue para apreciação do plenário.

O texto diz que os estabelecimentos de educação infantil e ensino fundamental, públicos ou que recebam recursos públicos, deverão participar do programa. A proposta estabelece ainda que as escolas particulares poderão aderir à iniciativa. Para tanto, as escolas devem dialogar com as unidades de saúde locais.

O projeto determina que as escolas informem os pais ou responsáveis as datas de visita das equipes de saúde com antecedência mínima de cinco dias e instruir os alunos a levar seus cartões de vacinação. A unidade de saúde encarregada também deverá divulgar essas datas.

A vacinação ocorrerá após o começo da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza e incluirá vacinas de rotina e de campanhas. Pela proposição, alunos sem cartão de vacinação receberão um novo no momento da imunização.

Além dos alunos matriculados, crianças e jovens não matriculados nas escolas participantes e adultos da comunidade também poderão ser vacinados, dependendo da quantidade de vacinas disponíveis.

Ao justificar a aprovação do projeto, o relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), disse que a cobertura vacinal no país foi prejudicada pela pandemia de covid-19 e também pela disseminação de fake news (notícias falsas) a respeito de vacinas contra a doença.

“Entre as vantagens do projeto, destaca-se que a escola é um local central na vida de crianças e adolescentes, o que torna a vacinação mais eficiente em termos de cobertura. Portanto, vacinar os estudantes no ambiente escolar certamente colabora com o aumento da cobertura vacinal que precisamos buscar no Brasil. Ao lado disso, a presença de profissionais de saúde nas escolas também pode ser uma oportunidade profícua para educar os estudantes sobre a importância da higiene e de hábitos saudáveis desde a infância”, destacou Castro.

Segundo dados divulgados em 2022 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação infantil no Brasil sofreu queda brusca de quase 20%, o que colocou o Brasil entre os dez países com a menor cobertura vacinal do mundo.

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“Além disso, vale ressaltar que, ao se realizar a vacinação nas escolas públicas, proporciona-se um acesso mais facilitado e universal às vacinas para as crianças de modo amplo, o que é especialmente relevante para famílias de baixa renda que podem enfrentar dificuldades logísticas para levar seus filhos aos postos de saúde”, reiterou o senador.

Jogos eletrônicos

Brasília (DF) 20/02/2024 Comissão de Educação do Senado que votou a proposta (PL 826/2029) que institui o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas. Relator senador Marcelo Castro. Foto Lula Marques/ Agência Brasil Brasília (DF) 20/02/2024 Comissão de Educação do Senado que votou a proposta (PL 826/2029) que institui o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas. Relator senador Marcelo Castro. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Senadora Leila Barros retirou PL dos Jogos Eletrônicos de pauta a pedido do governo federal – Lula Marques/Agência Brasil

Na reunião de hoje, também estava prevista a votação do PL 2.796/2021, que trata do marco legal dos jogos eletrônicos. O texto, entretanto, foi retirado de pauta a pedido da relatora da proposta, senadora Leila Barros (PDT-DF). A previsão é que a matéria seja votada na próxima semana.

“Vou retirar de pauta a pedido. O governo federal pede que retire da pauta, principalmente o Ministério da Fazenda, para tratarmos de alguns itens dentro do projeto que precisam de mais debate. Peço que o projeto retorne à pauta na próxima semana”, disse a senadora.

O objetivo do projeto é fomentar o crescimento da indústria de jogos eletrônicos no país, “combater ilícitos e diminuir a carga tributária na produção”.

No relatório, Leila destacou que a indústria de jogos eletrônicos já arrecada mais que o dobro das indústrias de cinema e música combinadas, ficando atrás apenas do setor televisivo.

A indústria é uma das que mais se expandem no setor do entretenimento mundial, chegando a taxas de crescimento de 10% ao ano, gerando receitas anuais de cerca de US$ 148 bilhões e atraindo mais de 2,4 bilhões de jogadores em todo o mundo.

Pela proposta, ficam livres a fabricação, a importação, a comercialização, o desenvolvimento e o uso comercial de jogos eletrônicos.

O texto diz que desenvolvimento de jogos eletrônicos passa a ser considerado pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. O projeto diz ainda que a atividade fica elegível para fomento em inovação, em desenvolvimento de recursos humanos e em cultura, especialmente para sociedades empresariais, sociedades cooperativas, sociedades simples e microempreendedores individuais (MEI).

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“A dimensão cultural é um elemento extremamente relevante no mercado de jogos eletrônicos. Os jogos representam uma forma consistente de manifestação cultural, que precisa ser protegida. Essa manifestação considera as particularidades brasileiras que inserem nos jogos eletrônicos desenvolvimentos em dimensões variadas da nossa cultura, contribuindo para a construção de um cenário cultural brasileiro próprio em comparação aos jogos eletrônicos estrangeiros”, disse a relatora.

O projeto determina que os jogos eletrônicos passarão por classificação indicativa, sendo dispensada qualquer autorização estatal para o desenvolvimento e a exploração deles. Pela proposta, jogos eletrônicos voltados para crianças e adolescentes têm que ter salvaguardas para proteger os usuários, incluindo sistemas para processar reclamações e denúncias, fornecer informações sobre o resultado das denúncias, revisar decisões e penalidades e garantir transparência sobre a gestão de denúncias e comunidades.

Ainda de acordo com o projeto, na realização da classificação etária indicativa de jogos eletrônicos, devem ser levados em conta os riscos relacionados à saúde dos usuários e o uso de mecanismos de microtransações, restringindo as transações feitas por crianças e garantindo o consentimento dos responsáveis.

Também é exigido que os termos de uso dos jogos vedem práticas que violem os direitos de crianças e adolescentes, e que se mantenham ferramentas de supervisão e moderação parental atualizadas, bem como mecanismos de proteção contra riscos de interação com outros usuários.

Além disso, o projeto diz que crianças e adolescentes serão incentivados a atuar na programação e no desenvolvimento de jogos eletrônicos, observados a legislação trabalhista e os direitos deste público.

Os jogos eletrônicos direcionados a crianças e adolescentes, que possibilitem a interação entre usuários por meio de mensagens de texto, áudio, vídeo ou troca de conteúdos devem garantir a aplicação de salvaguardas aos direitos deles, disponibilizando sistema para recebimento e processamento de reclamações e denúncias de abusos e irregularidades cometidas por usuários, com informações ao denunciante, em prazo razoável, sobre o resultado da denúncia feita.

Fonte: EBC Política Nacional

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Política Nacional

Agência Senado teve recorde de 3,6 milhões de acessos no domingo

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Durante a cobertura das eleições no domingo (4), o Portal Senado Notícias, que é produzido pela Agência Senado, alcançou 3,6 milhões de acessos. 

Além da apuração das votações em tempo real, a página especial Eleições 2026 publicou várias reportagens com dicas (sobre como votar e onde encontrar o local de votação, por exemplo).

À noite, foram publicados no portal os números finais das votações dos candidatos para o Senado, os governos estaduais — e o Distrito Federal — e a Presidência da República. Ainda haverá segundo turno para seis estados e o Distrito Federal.

As notícias tiveram como base os dados oficiais que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi divulgando ao longo do dia.

Além de serem republicadas em diversos sites e nas redes sociais, as reportagens da Agência Senado subsidiaram a apuração e a conferência de informações (checagem) feitas por outros profissionais da imprensa.

A diretora da Agência Senado, Paola Lima, comemorou os resultados e destacou que tal desempenho é fruto do compromisso do jornalismo do Senado com a publicação de informações seguras e confiáveis.

— Os números são inquestionáveis: no dia do primeiro turno, o Portal Senado Notícias obteve 3,5 milhões de acessos. Só as páginas de apuração das urnas registraram 1,2 milhão de visualizações. Desde 1º de agosto, quando começamos oficialmente a cobertura das eleições deste ano, houve mais de 13,2 milhões de acessos ao portal e 12,4 milhões visualizações no perfil da Agência Senado no Instagram — ressaltou Paola.

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Cobertura integrada

O recorde foi alcançado durante a maior cobertura integrada das eleições já promovida pelos veículos de comunicação do Poder Legislativo federal (da Câmara e do Senado).

Foram 14 horas de transmissão ao vivo, sem intervalos, que também contaram com a participação de 54 emissoras parceiras (de assembleias legislativas e câmaras municipais) de todos os estados e do Distrito Federal. 

TV Senado, Rádio Senado, TV Câmara e Rádio Câmara entraram no ar a partir das 8h, no domingo, com uma programação conjunta. 

Redes sociais

O perfil da Agência Senado no Instagram (@agenciasenado) acumula, desde o dia 1º de agosto, 12,4 milhões de visualizações. Somente nos dias 4 e 5 houve mais de 7,7 milhões de visualizações.

As redes sociais de Senado e Câmara registraram, juntas 1,8 milhão de visualizações no domingo. Desse total, mais de 1,4 milhão foram contabilizadas pelas redes do Senado.

Um dos principais destaques foi o TikTok da TV Senado, que alcançou sozinho mais de 897 mil visualizações e 650 mil espectadores únicos, com pico de 10 mil pessoas acompanhando a transmissão simultaneamente.

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Outro destaque foi a página da Câmara no YouTube, que obteve 379 mil visualizações no dia.

Agência Senado

Período

Acessos

Total de visualizações

Domingo, 4 de outubro

3,6 milhões

Transmissão ao vivo no Portal

Domingo, 4 de outubro

454 mil

Total acumulado de visualizações

Desde 1º de agosto

13,2 milhões

Total de usuários

Domingo, 4 de outubro

2,2 milhões

Total acumulado de usuários

Desde 1º de agosto

8,3 milhões

Página de apuração dos resultados

Domingo, 4 de outubro

1,2 milhão

Página dos candidatos de São Paulo

—

1,8 milhão

Página Conheça todos os candidatos

—

600 mil

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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