Durante sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Wilson Santos (PSD) usou a tribuna para apresentar Requerimento n.° 10/2026 com pedido de informações ao governador Mauro Mendes (União) e ao secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Rogério Luiz Gallo, cobrando esclarecimentos detalhados sobre os pagamentos de precatórios realizados pelo Estado nos exercícios de 2023, 2024 e 2025, neste último caso até o mês de junho.
O parlamentar afirmou possuir informações fidedignas sobre possíveis irregularidades e alertou que o tema pode se tornar um novo escândalo em Mato Grosso, a exemplo do caso dos empréstimos consignados. “Vem à tona um novo escândalo em Mato Grosso. E eu vou nessa briga até o fundo”, declarou.
No requerimento, Wilson Santos questiona o valor total pago pelo Estado a título de precatórios em cada um dos períodos mencionados e qual era a obrigação legal mínima prevista na legislação vigente.
Ele também quer saber se houve pagamentos acima do mínimo legal, quais foram os fundamentos jurídicos e os motivos que justificaram esses valores adicionais, além de qual benefício essa medida trouxe ao Estado.
Outro ponto central do pedido é a solicitação da relação nominal de todos os credores contemplados com o pagamento de precatórios em 2023, 2024 e 2025 até junho, com a identificação individualizada dos valores pagos a cada beneficiário.
Ao justificar o requerimento, o parlamentar destacou que a transparência na gestão pública é um princípio basilar da Administração Pública e essencial para fortalecer a confiança da população nas instituições. Ele ressaltou que cabe ao Poder Legislativo fiscalizar os atos do Executivo, especialmente quando envolvem grandes volumes de recursos públicos e impacto direto no equilíbrio fiscal do Estado.
Para Wilson Santos, o acesso a informações detalhadas sobre os pagamentos de precatórios permite avaliar a saúde financeira de Mato Grosso, identificar possíveis distorções e qualificar o debate público sobre a aplicação dos recursos.
O deputado também afirmou que pretende investigar eventuais escritórios de advocacia que possam estar por trás de possíveis irregularidades relacionadas aos pagamentos, reforçando que o tema exige atenção e rigor na apuração.
Leis aprovadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nos últimos anos tratam de situações de risco no trânsito e preveem medidas voltadas a motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres e estudantes. As normas ganham destaque durante a Semana Nacional do Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro e dedicada à educação e à segurança nas vias.
Entre as normas está a Lei nº 11.591/2021, que estabelece regras para a sinalização em obras realizadas em rodovias estaduais. O texto determina que, quando houver obstáculos ou redutores de velocidade no local da obra, seja instalada sinalização adequada e suficiente para prevenir acidentes.
Além da sinalização e das condições das vias, a infraestrutura e a conscientização também são apontadas por representantes de motoristas por aplicativo como fatores importantes para a redução de acidentes nos perímetros urbanos. O vice-presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativo de Mato Grosso (AMA-MT), Anderson Ferreira Neto, cita as condições das vias de Cuiabá e Várzea Grande e defende ações educativas.
“Esse asfalto ruim aumenta os acidentes e acelera o processo de desgaste dos veículos”, afirmou. Ele também considera necessárias campanhas sobre os riscos do álcool e das drogas ao volante, além de ações de orientação sobre a travessia de pedestres e a construção de passarelas e faixas elevadas.
Foto: JLSiqueira / Secretaria de Comunicação Social
A Lei nº 12.711/2024 estabelece campanha de orientação para o uso seguro da faixa de segurança de pedestres. Já a Lei nº 12.905/2025 institui o Programa Rota Escolar Segura, voltado à segurança e ao bem-estar das crianças nos trajetos entre casa e escola, com medidas para prevenir situações de risco.
A proteção de quem utiliza a bicicleta é outro aspecto abordado pelas normas aprovadas pela Assembleia. A Lei nº 13.018/2025 altera dispositivos da legislação de incentivo, proteção e respeito aos ciclistas e institui a Semana Estadual de Conscientização e Prevenção de Acidentes ao Ciclista.
Entre os trabalhadores que dependem diretamente das vias para exercer suas atividades, os motoristas de aplicativo são contemplados por medidas específicas. A Lei nº 12.634/2024 estabelece medidas de segurança para usuários e motoristas de aplicativos. Entre as previsões estão cadastro de usuários e condutores, exigência de documentos e antecedentes criminais, possibilidade de reconhecimento facial, botão de pânico, rastreamento e câmeras internas nos veículos.
A presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Solange Menacho, relata que o botão de pânico teve resultado positivo na experiência da categoria. Segundo ela, após a implantação da ferramenta, houve grande redução nos assaltos, embora os casos tenham voltado a ocorrer recentemente.
Já Anderson Ferreira Neto aponta que, apesar da existência dos mecanismos, parte dos trabalhadores ainda encontra dificuldade para ter acesso às ferramentas de segurança. Segundo ele, o botão de pânico e outros dispositivos oferecidos pelo Estado não chegam à maioria dos motoristas, enquanto o custo de instalação de câmeras pode ficar fora do orçamento dos profissionais.
Além das medidas diretamente relacionadas à segurança, a legislação também prevê a possibilidade de adoção de incentivos fiscais, tributários e linhas de crédito para a renovação dos veículos utilizados pelos motoristas. Para Anderson, incentivos são importantes diante dos custos de combustível, manutenção e aquisição de veículos enfrentados pela categoria.
As medidas voltadas aos trabalhadores do trânsito também alcançam os profissionais que utilizam motocicletas como ferramenta de trabalho. A Lei nº 12.188/2023 institui política de incentivo à segurança dos mototaxistas e motoboys e à renovação das motocicletas utilizadas como ferramenta de trabalho. A norma prevê campanhas de prevenção de acidentes, acompanhamento e tratamento de profissionais vítimas de acidentes de trabalho, aperfeiçoamento profissional e possibilidade de incentivos para renovação da frota.
Para a presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Solange Menacho, a legislação é uma importante conquista para a categoria, mas ainda não houve, segundo ela, apoio do governo estadual para colocar as medidas em prática.
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