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Profissionais da saúde recebem Moção de Aplausos

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta terça-feira (18), sessão especial requerida pelo deputado Paulo Araújo (PP), para homenagear os profissionais da área da saúde pelos serviços prestados a pacientes no estado, com moções de aplausos.

O deputado Paulo Araújo, que é servidor de carreira da saúde, disse que essa homenagem reconhece o trabalho desses profissionais, além de motivar a categoria que cuida de vidas.

“Esses profissionais estão recebendo um certificado que vai ficar registrado nos anais aqui da Assembleia Legislativa como reconhecimento ao trabalho no dia a dia dessas pessoas que estão na linha de frente. A gente sabe das dificuldades, muitas vezes do sucateamento, por conta da falta de estrutura, da falta de equipamentos, então esse é um momento de poder valorizar esses profissionais”, explicou o parlamentar.

“Quando a pessoa está num leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), estão eles lá salvando vidas, ou quando você está simplesmente em um ambulatório fazendo uma consulta, ou simplesmente fazendo uma vacina, eles estão ali. São nossos profissionais guerreiros da saúde, e sempre iremos valorizá-los”, enfatizou o parlamentar.

Enfermeira há 11 anos, no município de Sinop, Girlene Trentin, falou da importância e os desafios da profissão. “Depois que eu comecei a trabalhar na enfermagem eu descobri o tanto que a profissão é desgastante. Porque a gente fica 12 horas em um plantão hospitalar e, muitas vezes, a gente tem que cobrir colega. Eu já cheguei a trabalhar 48 horas direto. Me sinto honrada em receber essa homenagem que traz mais motivação para a nossa categoria”, contou Girlene.

Na linha de frente do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), está a auxiliar de regulação médica, Fabrícia de Marchi. A homenageada agradeceu a honraria e destacou o trabalho desse setor como árduo.

“É emocionante e também gratificante. É um trabalho muito árduo, mas quando você consegue atingir o objetivo que é de salvar a vida, de resgatar aquela pessoa que está em situação de risco, para nós, é muito gratificante. Então não tem como mensurar a emoção que a gente sente e nos sentimos muito honrados em receber essa homenagem que é referente ao trabalho que a gente presta à população”, disse Fabrícia.

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O Samu, em 2023, realizou 125 mil atendimentos, em 12 municípios. O trabalho desses profissionais exige, principalmente dos socorristas, coragem. Coragem essa que não falta ao médico regulador Júlio César Lima de Castro.

“Receber essa homenagem mostra que somos reconhecidos perante o Parlamento Estadual de Mato Grosso, e também mostra a população a importância do nosso trabalho”, contou Júlio.

Homenageados

Enfermeiras e enfermeiros

Ademilson Pereira da Silva

Adilson Gomes

Alexsandro Schwanke da Silva

Aline Cardoso Miranda

Ana Claudia Pereira Trettel

Ana Danielle Miranda Silva

Ana Paula Silva de Farias

André Luiz da Silva Campos

Andrea Luiza de Carvalho Bouret

Bertoni Gabriel Morais da Silva

Bruna Lima de Freitas Lessi

Carlos Loyse Alves Luz

Carmem Lúcia Camargo Tanaka

Celso de Souza Silva

Cristhiane de Morais

Daniel Alves Oliveira

Daniela Cristina de Oliveira Garlhado Barbosa

Debóra da Silva Campos

Diane Gusmão da Silva Batista

Dileusa Alves Macedo

Emerson César de Campos Magalhães

Edson Henrique Borba Bono

Enzio Luiz Borba Poleto

Esther Barbosa de Souza

Fabiana Patrícia de Campos Magalhães

Francine Fonseca Simões

Francisco Máximo Pinho

Francisley Antônia da Costa Oliveira

Georgiane Carvalho Andrade El Hage

Gilbene Aparecida Mendes

Girlene Camem Trentin

Hilton Giovani Neves

Irian Victor Rios de Azevedo

Ivonete Rodrigues De Macedo

Isa Karolina Macedo Pina

Jaqueline Rocha Seba

Jardes Arquimedes de Figueiredo Júnior

Jefferson Carmilitano Cordeiro de Cavalho

Joel Rodrigues da Silva

Jovelina Rita Cardoso Neta Tizot

Juscineide Proença sa Cruz

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Jucilena Gonçalves de Azevedo Silva

Kédima Marques dos Santos Alves

Kelli Gonçalves Ferreira

Kelli Carneiro de Freitas Nakata

Larissa F de Farias Lima

Laura Cristina Pereira Leite

Leiliane de Paula Santos

Ligiankeila Silveira de Araújo

Lucia Nilza dos Santos

Ligia Cristiane Arfeli

Ludiene Karla Ribeiro

Luiz Alves dos Anjos

Kamila Bezerra Cabral

Maria Claudia Bispo do Espírito Santo

Maria Hilda Ferreira

Marilza Helena Rodrigues Vieira

Naila de Camargo Damaz

Neide Alves de Almeira Pinho

Nigima Luciana do Nascimento De Castro

Nilva Solange Gracioli Félix

Paula Cristina Moreira da Silva

Paula Cristina de Souza Maia

Priscilla Claro Oliveira Vasconcelos

Renaiza dos Santos Brito

Saskia Eduarda Lorenzeti Alves

Thainá Maria Gonçalves

Thelma Cristina Cardoso

Tony Jose de Souza

Wagner Ferreira do Nascimento

Valéria de Carvalho Araújo Siqueira

Vanicléia de Souza Oliveira

Vanderlei Guia

Vivian Fernanda de Macedo

Técnicos de Enfermagem

Ana Maria Ribeiro de Aguiar

Beyby Kerlim Karine de Souza

Benedita Nunes de Morais

Benvides Manoel Pinto da Silva

Daniela Aparecida Damascena Paiva

Edna dos Santos Mota

Ednise Rodrigues

Ely Clara Ferreira da Silva

Elizeu Almeida dos Santos Pall

Ereni Souza

Eva Raimunda de Oliveira

Juliana Nascimento Castro

Kerlin Lourenço Borges e Silva

Ralter Benedito Prado

Rodrigo Paulo Machado

Rosa Maria Martins

Samu

Alessandro Albuquerque Kawataki

Carlos Mesquita de Magalhães

Celi Alves Neves

Cleoni Silvana Krugger

Fabricia Oliveira de Marcio

Jocilda Ferreira dos Santos

Josiane Camargo Faria

Julio César Lima de Castro

Patricia da Silva Ferreira

Valeria Cristina da Silva

Vera Maria Tavares

Outros

Maristela Shimazaki

Janaina Santana De Oliveira

Tássio Ruiz Lima Camargo

Fernando Magalhães Da Silva Leão

Marcos Bielisque


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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Grupo de Trabalho da ALMT debate impactos sociais e ambientais da inteligência artificial

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (15), mais uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) responsável por acompanhar, promover estudos e propor medidas relacionadas à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A principal pauta do encontro foi a palestra “O custo social e ambiental da Inteligência Artificial diante dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU”, ministrada pelo advogado, biólogo e mestrando em Política Social pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Felipe Goffi Portela.

Participaram da reunião o presidente do GT, André Luis Rufino, a relatora Clara Vaz e o secretário José Carlos Bazan. O debate abordou os impactos da crescente utilização da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho, o consumo de energia e água, além dos desafios relacionados à desigualdade social e aos vieses presentes nos sistemas tecnológicos.

Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela destacou a necessidade de ampliar o debate sobre a inteligência artificial para além dos benefícios normalmente divulgados pelas grandes empresas de tecnologia.

“É importante que nós tenhamos uma discussão além da publicidade e dessa magia que é vendida por essas empresas. Precisamos entender o que existe por trás dessa tecnologia e quais são os impactos que ela gera para a sociedade”, afirmou.

Segundo o palestrante, a inteligência artificial depende de uma enorme estrutura física e humana para funcionar. Ele explicou que os sistemas utilizam grandes volumes de dados, demandam equipamentos de alta capacidade e consomem grandes quantidades de energia e água por meio dos data centers.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

“Quando falamos em nuvem, muitas pessoas imaginam algo abstrato, mas essa nuvem é formada por data centers espalhados pelo mundo. Existe uma estrutura física gigantesca sustentando esses sistemas, e isso tem custos ambientais e sociais que muitas vezes não aparecem para o usuário final”, observou.

Outro ponto destacado foi o impacto da inteligência artificial sobre o trabalho. De acordo com o especialista, parte da tecnologia é alimentada por trabalhadores que realizam tarefas repetitivas e pouco valorizadas, muitas vezes em países em desenvolvimento.

“A inteligência artificial não aprende de forma mágica. Ela depende de milhões de dados que são organizados e tratados por pessoas. Muitas dessas atividades são mal remuneradas e não geram qualificação profissional para quem as executa”, explicou.

Na área ambiental, Portela alertou para o elevado consumo de recursos naturais necessários para manter os data centers em funcionamento.

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“Essas estruturas possuem uma pegada hídrica muito forte. São bilhões de litros de água utilizados para resfriar os equipamentos, além de uma demanda crescente por energia elétrica. Precisamos avaliar quais são os benefícios que essas instalações deixam para as comunidades onde são implantadas”, afirmou.

A relatora do GT, Clara Vaz, chamou atenção para a necessidade de refletir sobre formas de reduzir os impactos gerados pelo uso crescente da inteligência artificial.

“Quando discutimos desenvolvimento sustentável, o objetivo é justamente reduzir os impactos sociais, econômicos e ambientais. Diante desse cenário, precisamos refletir sobre o uso consciente da inteligência artificial e sobre mecanismos que possam minimizar esses efeitos”, destacou.

Ao responder aos questionamentos da relatora, Luiz Felipe afirmou que a inteligência artificial já está integrada a diversas atividades do cotidiano e dificilmente deixará de ser utilizada. Para ele, o caminho passa pela conscientização e pela criação de regras que garantam um desenvolvimento mais equilibrado da tecnologia.

“Não acredito que seja possível simplesmente parar de usar a inteligência artificial. O principal é compreender os impactos gerados por essa tecnologia e avançar no debate sobre formas de regulação que permitam um uso mais sustentável e responsável”, defendeu.

Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela também chamou atenção para os riscos relacionados às bases de dados utilizadas para treinar os sistemas de inteligência artificial. Segundo ele, como essas tecnologias aprendem a partir de informações produzidas pela própria sociedade, acabam reproduzindo preconceitos e desigualdades já existentes.

“O problema é que a inteligência artificial não cria conhecimento sozinha. Ela aprende com os dados que recebe. Se a sociedade produz desigualdades e preconceitos, esses padrões também podem aparecer nos sistemas”, explicou.

O palestrante apresentou exemplos de pesquisas internacionais que apontam falhas em sistemas de reconhecimento facial, especialmente na identificação de pessoas negras. Segundo ele, estudos demonstram taxas de erro significativamente maiores quando a tecnologia é aplicada a mulheres negras em comparação com homens brancos.

Portela também destacou casos já registrados no Brasil em que cidadãos foram abordados ou detidos injustamente após erros em sistemas automatizados de reconhecimento facial.

“Quando um sistema erra, precisamos discutir quem será responsabilizado por esse erro e quais mecanismos de fiscalização existem para evitar que a tecnologia prejudique a vida das pessoas”, alertou.

Outro exemplo apresentado envolveu a geração de imagens por inteligência artificial. O pesquisador demonstrou que, ao solicitar imagens de pessoas em determinadas profissões ou condições sociais, os sistemas tendem a reproduzir estereótipos raciais e econômicos presentes nos bancos de dados utilizados para o treinamento das plataformas.

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Para ele, o avanço da inteligência artificial exige transparência, auditorias independentes e mecanismos de controle social capazes de identificar possíveis vieses discriminatórios.

“A tecnologia não é neutra. Ela reflete os dados que recebe e as escolhas feitas durante seu desenvolvimento. Por isso, é fundamental que haja fiscalização e acompanhamento desses sistemas”, afirmou.

Além de apresentar os impactos sociais, ambientais e econômicos da inteligência artificial, o palestrante também sugeriu possíveis frentes de atuação para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre elas, a criação de mecanismos de acompanhamento e fiscalização da implantação de sistemas de inteligência artificial utilizados pelo poder público, especialmente nas áreas de segurança, reconhecimento facial e prestação de serviços à população.

O palestrante defendeu ainda a realização de auditorias independentes em sistemas automatizados, o fortalecimento da transparência no uso de algoritmos e a ampliação do debate sobre a regulação da inteligência artificial, de forma a garantir que a inovação tecnológica esteja alinhada à proteção dos direitos fundamentais e aos princípios da Agenda 2030.

Segundo ele, a participação do Poder Legislativo é fundamental para avaliar os impactos dessas tecnologias antes de sua adoção em larga escala.

“Faz parte do papel da Assembleia pensar como esse uso será construído e fiscalizar de fato esses sistemas. Muitas vezes se observa apenas o resultado apresentado pela tecnologia, mas é preciso também avaliar os erros e os impactos que podem atingir a população”, destacou.

O presidente do Grupo de Trabalho, André Luis Rufino, destacou que o debate contribui diretamente para os trabalhos desenvolvidos pela ALMT em torno da Agenda 2030 e poderá subsidiar futuras iniciativas legislativas.

“Essa discussão é extremamente importante porque a inteligência artificial já está presente no cotidiano das pessoas e na administração pública. O Grupo de Trabalho, criado por iniciativa do deputado estadual Wilson Santos (PSD), tem justamente a missão de estudar esses temas, identificar desafios e buscar caminhos para que Mato Grosso avance de forma sustentável. As sugestões apresentadas durante a palestra serão analisadas e poderão subsidiar indicações, propostas legislativas e outras medidas que venham a ser discutidas e tramitadas na Assembleia Legislativa”, pontuou André Luis.

Fonte: ALMT – MT

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