Em celebração ao aniversário de Cuiabá, que completa 307 anos neste dia 8 de abril, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) publica uma galeria especial com fotografias da cidade, produzidas pelos fotógrafos da Casa. A iniciativa reforça o papel da imagem como instrumento de preservação da história e valorização da identidade cuiabana, por meio de registros que revelam o crescimento e as transformações da capital mato-grossense ao longo dos anos.
O gerente de fotografia da Secretaria de Comunicação da ALMT, Marcos Lopes, destaca que esse trabalho busca ir além da paisagem urbana, reunindo elementos históricos, culturais e humanos que representam a identidade da cidade. As imagens mesclam passado e presente, revelando a diversidade e a multiculturalidade cuiabana.
Entre os registros, ele cita como destaque uma fotografia feita a partir do Morro da Luz, que mostra a região da Avenida da Prainha ao entardecer com a Mesquita de Cuiabá ao fundo, simbolizando essa mistura de culturas. Com 27 anos de profissão, Marcos Lopes também observa as transformações ao longo do tempo, especialmente a verticalização e o crescimento urbano, reforçando o contraste entre a Cuiabá de antes e a atual.
“Buscamos ir além da paisagem urbana, mostrando um pouco da história, da cultura e das pessoas. Cuiabá é essa mistura, essa diversidade que a nossa equipe procurou retratar nas imagens, unindo passado e presente”, explica o fotógrafo.
O professor e historiador da Secretaria de Cultura e Memória do Legislativo (SCML), Edevamilton de Lima Oliveira, afirma que a fotografia se torna fonte histórica quando passa por processos de identificação, análise e contextualização. “A imagem revela não só o que está visível, mas também intenções, escolhas e até o olhar de quem fotografou”, diz.
Foto: GILBERTO LEITE/ALMT
Acervo – O Instituto Memória da Assembleia Legislativa de Mato Grosso é responsável por guardar e organizar documentos e acervos fotográficos da Casa desde 1835. O Instituto reúne registros de parlamentares, eventos históricos e contribuições para a formação do estado, sendo considerado uma fonte única de pesquisa.
Edevamilton ressalta que a galeria em homenagem aos 307 anos de Cuiabá também contribui para fortalecer a identidade cultural do estado. “Comemorar é uma forma de reafirmar a importância histórica da cidade, que é a mais antiga e base para a formação de Mato Grosso”, frisa.
Ele ainda alerta para a necessidade de preservação do patrimônio histórico, como os casarões do centro, que representam não apenas construções antigas, mas a memória viva da sociedade. “É preciso educar o olhar para compreender o valor histórico e cultural desses espaços. Cuiabá tem muito a celebrar, mas também o desafio de preservar sua história diante das transformações urbanas”, acrescenta.
O professor defende ainda a recuperação do Edifício Casarão (antigo Armazém Geral de Cuiabá), localizado no cruzamento das ruas Pedro Celestino e Campo Grande, no centro histórico de Cuiabá, que abrigou a primeira sede da Assembleia Legislativa, destacando a importância simbólica e histórica do espaço.
Segundo ele, há um movimento para repatriar o imóvel e transformá-lo em um ambiente de memória e visitação. “É muito justo que esse casarão retorne à Assembleia. Mais do que um espaço físico, ele representa a história do Parlamento e pode se tornar um memorial permanente, aberto à população, para contar a trajetória dos parlamentares e da própria instituição”, concluiu.
Confira abaixo a galeria de fotos produzidas por fotógrafos que, ao longo do tempo, registraram, por meio da Assembleia Legislativa, parte da história da capital mato-grossense.
A deputada em exercício, Eliane Xunakalo (PT), apresentou na manhã desta quarta-feira (29), um substitutivo integral ao Projeto de Lei 1.470/2024, em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A nova redação prevê a destinação de emendas parlamentares para criação de casas de acolhimento e de um programa de capacitação profissionais para as mulheres vítimas de violência. Ao contrário da redação anterior, que previa destino de emendas a clubes de tiros, localizados em Mato Grosso, para aquisição de munições e alvos e alvos destinados a mulheres detentoras de porte ou posse de arma de fogo.
Segundo a deputada, Mato Grosso tem registrado a maior taxa proporcional de feminicídios no país. Ou seja, Mato Grosso é líder nesta modalidade. “Arma de fogo em casa é um perigo. Por isso, o seu uso jamais pode ser visto como opção para reverter essa situação. Ao contrário, o que precisamos é de políticas públicas, que previnam, acolham e mantenham vivas as mulheres. Mulheres vivas significam famílias vivas”, justificou.
Em 2024, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou 42 casos de feminicídios em Mato Grosso, o que representa uma taxa de 2,5 casos a cada 100 mil habitantes – a maior do Brasil. Já no ano passado (2025), de acordo com os dados do Observatório Caliandra, divulgado pelo MPMT (Ministério Público de Mato Grosso), foram 52 casos. Entre as vítimas, sete possuíam medidas protetivas de urgência, ao contrário das outras 45, que, quando foram assassinadas, não possuíam nenhum tipo de proteção judicial.
Neste ano, com base nos dados registrados até 12 de abril, Mato Grosso registrou 13 casos. As principais causas destes crimes são término de relacionamento, ciúmes associados ao sentimento de posse e a total falta de respeito à condição feminina.
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