O deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) protocolou, nesta quarta-feira (21), uma indicação ao Governo do Estado solicitando a construção de uma passarela metálica elevada para pedestres na Avenida da FEB, em Várzea Grande. A proposta visa garantir uma solução definitiva para a travessia segura da via, onde moradores se expõem diariamente a riscos elevados devido ao intenso fluxo de veículos e à falta de estrutura adequada.
A indicação foi formulada após sucessivos apelos da população local e diante do alto número de acidentes de trânsito registrados no trecho, muitos deles com vítimas fatais. A urgência da medida foi reforçada pelo atropelamento que resultou na morte de Ilmes Dalmes Mendes da Conceição, de 71 anos, ocorrido na última terça-feira (20), enquanto ela tentava atravessar a avenida.
“Não podemos continuar contando vítimas para só então agir. A Avenida da FEB precisa de uma intervenção estrutural urgente para salvar vidas”, afirmou Juca do Guaraná.
Segundo o deputado, a implantação de uma passarela equipada com elevador ou outro mecanismo de acessibilidade é essencial para assegurar o direito de ir e vir com segurança, especialmente para idosos, pessoas com deficiência e trabalhadores que utilizam a via diariamente.
“Estamos falando de uma obra que não é luxo, é necessidade. Segurança no trânsito também é política pública de proteção à vida, e o Governo do Estado precisa priorizar essa demanda”, destacou.
Juca do Guaraná reforçou que seguirá cobrando providências e mantendo diálogo com o Executivo estadual para que a indicação seja atendida o quanto antes, evitando que novas tragédias se repitam em um dos trechos mais perigosos de Várzea Grande.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) apresentou, na tarde desta quarta-feira (30), um relatório preliminar com resultados da análise documental sobre despesas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), entre 2019 e 2025. O levantamento aponta pagamentos indenizatórios superiores a R$ 1 bilhão, além de possíveis irregularidades em contratações, execução de serviços e comprovação de despesas.
A apresentação ocorreu durante coletiva de imprensa realizada na Sala de Comissões do Parlamento estadual. O documento foi elaborado a partir de depoimentos e de materiais encaminhados pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Polícia Federal. Segundo o assessor jurídico da CPI, André Luis Rufino, a análise envolve aproximadamente 10 mil documentos.
Um dos principais pontos identificados pela CPI foi o crescimento dos pagamentos por reconhecimento de dívida, modalidade utilizada quando serviços são prestados sem cobertura contratual prévia e a administração reconhece posteriormente a obrigação de pagamento. Conforme a análise apresentada, o procedimento, inicialmente associado a situações excepcionais, passou a ser utilizado de forma recorrente, com aumento superior a 400% no período examinado.
O relatório detalha que R$ 750,5 milhões foram pagos a empresas relacionadas à Operação Espelho, sendo R$ 109,1 milhões provenientes de recursos federais e o restante de recursos estaduais. Considerando outras prestadoras de serviços da SES, o volume de despesas indenizatórias ultrapassa R$ 1 bilhão.
André Luis Rufino, assessor jurídico da CPI.
Foto: Helder Faria
A comissão também apresentou apontamentos sobre alertas feitos na época pela CGE e PGE relacionados à regularidade das contratações e dos pagamentos. Segundo Rufino, a análise identificou baixo atendimento às recomendações do controle interno, além da continuidade de procedimentos que demandavam adequação.
Outro eixo da investigação envolve possíveis inconsistências na comprovação de plantões médicos, registros de frequência, atestados de execução e pagamentos por serviços. O material apresentado reúne apontamentos sobre divergências entre escalas e registros, ausência de comprovação de atendimentos e possíveis falhas na fiscalização contratual, inclusive em serviços de terapia intensiva.
O relatório também detalhou possíveis responsabilidades em diferentes níveis da administração pública e entre empresas prestadoras de serviços, além de encaminhamentos que poderão ser avaliados ao longo da investigação, como apuração administrativa, ressarcimento de recursos e comunicação aos órgãos competentes. Os apontamentos integram um relatório preliminar e ainda dependem da continuidade dos trabalhos e das providências cabíveis.
Mesmo com a suspensão temporária das oitivas durante o período eleitoral, a CPI manteve a análise dos documentos. Instalada em 4 de março de 2026, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. O plenário da ALMT aprovou a prorrogação dos trabalhos para até janeiro de 2027.
A próxima reunião está marcada para quarta-feira, 7 de outubro, quando a comissão dará continuidade às atividades de investigação, com retomada das oitivas e aprofundamento dos pontos levantados no relatório.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.