Com o voto favorável do deputado Thiago Silva (MDB), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, nesta quarta-feira (21), o projeto enviado pelo Governo do Estado referente à Revisão Geral Anual (RGA) com índice de 5,4%. A votação contou com maciça presença de servidores públicos de diversas instituições estaduais.
O valor aprovado é resultado de articulação da Assembleia Legislativa junto ao Executivo nos últimos dias e representa um índice superior à inflação, assegurando ganho real aos servidores públicos estaduais.
“Vamos seguir trabalhando em defesa dos servidores públicos de Mato Grosso, como sempre fizemos desde o início de nossa vida pública. A aprovação deste projeto garante ganho real acima da inflação, e continuaremos cobrando o Estado a reposição inflacionária na sua integralidade, referente ao débito do governo anterior (2017/2018) e no período de pandemia”, afirmou o deputado.
A atuação de Thiago Silva na Assembleia tem sido marcada pela defesados servidores, reconhecendo seu papel estratégico na geração de riqueza para o Estado e na qualidade dos serviços prestados. Em seu pronunciamento, o parlamentar ressaltou que um funcionalismo valorizado é pilar fundamental para a eficiência administrativa e para manter Mato Grosso entre os estados que mais se destacam no desenvolvimento social e econômico do país.
A deputada estadual em exercício, Eliane Xunakalo (PT), acompanhada por um grupo de mulheres, entregou oficialmente à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o relatório final da Câmara Setorial Temática sobre Feminicídio em Mato Grosso.
O documento, elaborado pelo grupo de trabalho liderado por Edna Sampaio, deputada em exercício na ocasião, identifica os gargalos na proteção da vida das mulheres e oferece, aos governos federal, estadual e municipais, um mapa de problemas e possíveis soluções institucionais para mudar a realidade imposta às mulheres. Mato Grosso tem liderado, proporcionalmente, o ranking nacional de feminicídios nos últimos anos.
“Espero que as recomendações apresentadas neste relatório sejam acolhidas pelos nobres deputados, porque os senhores também vieram de uma mulher. Têm filhas, sobrinhas e, com certeza, mães, tias e avós. Por isso, esperamos que nos ouçam, porque esta não é uma questão partidária, mas uma causa pela preservação da vida”, afirmou, acrescentando “também as mulheres indígenas, infelizmente, têm sofrido feminicídio e violências, que violam nosso corpo e nossa alma”, afirmou.
Eliane Xunakalo afirmou que todos os dias há relatos, nos noticiários, de mulheres sendo mortas, estupradas e sofrendo violências. “Mas, infelizmente, não temos visto nenhum tipo de ação concreta. Precisamos de mais delegacias, que a Politec funcione onde é necessária, além, claro, de recursos, investimentos e políticas públicas, para fortalecer os aparelhos estatais de combate à violência”, defendeu.
Foto: MARCOS LOPES/ALMT
A deputada alertou para existência de onda de lista de mulheres estupráveis nas universidades. “Acredito que, para mitigar essa situação, é preciso uma educação, voltada para esse tema, nas escolas e nos lares. Além disso, o que acontece com as mulheres, com os indígenas e com os negros não deve ser tratado como mimimi. Estamos morrendo todos os dias e não vemos nenhuma ação efetiva para pôr fim a esta situação, que inclui, inclusive, lista de pessoas que podem ser molestadas, como fosse normal”, lamentou. “Por isso, precisamos tomar atitudes contra esta lista de mulheres estupráveis” concluiu a parlamentar.
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