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Deputado quer ampliar Teste do Pezinho em Mato Grosso

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Dr. João (MDB), apresentou, na sessão plenária desta quarta-feira (11), uma indicação legislativa solicitando ao governador Mauro Mendes (União) e ao secretário de Estado de Saúde a ampliação do Teste do Pezinho no estado. A proposta reforça a urgência de expandir o exame, que detecta precocemente doenças graves em recém-nascidos, para alinhar Mato Grosso aos avanços nacionais.

“O Teste do Pezinho é um ato simples que pode mudar destinos. Ampliar sua cobertura é investir na vida das nossas crianças”, declarou Dr. João.

O Teste, incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 1992, identifica condições genéticas, metabólicas e infecciosas que, tratadas cedo, previnem sequelas graves ou até a morte. Em Mato Grosso, o exame cobre apenas sete doenças, enquanto a Lei Federal nº 14.154/2021 prevê a inclusão gradual de mais de 50 patologias no Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN).

A indicação de Dr. João destaca exemplos como o Distrito Federal, que tria 47 doenças, e Minas Gerais, que, desde janeiro de 2025, incluiu atrofia muscular espinhal (AME) e imunodeficiências graves. “Temos tecnologia e recursos. Não há motivo para Mato Grosso ficar atrás. Cada doença detectada cedo é uma família poupada do sofrimento”, afirmou o deputado.

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A proposta ecoa o compromisso de Dr. João com a saúde infantil, evidenciado em sua liderança no 2º Encontro Mato-Grossense de Triagem Neonatal, realizado em 6 de junho de 2025, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, em Cuiabá. Durante o evento, o parlamentar defendeu um modelo inspirado em Minas Gerais, onde a parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Secretaria de Saúde ampliou o teste de forma sustentável.

“Propusemos um convênio entre a UFMT e a SES-MT para multiplicar o alcance do teste. Passar de 7 para 30 doenças seria um marco histórico”, destacou ele na ocasião, reforçando a fala no evento: “Investir na triagem neonatal é salvar vidas antes que o problema apareça”.

Como médico e membro da Comissão de Saúde da ALMT, Dr. João colocou-se à disposição para articular a implementação da ampliação, alinhando Mato Grosso às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que, desde a década de 1960, enfatiza a triagem neonatal como essencial para prevenir deficiências.

O Ministério da Saúde destinou R$ 30 milhões anuais ao PNTN em 2025, o que reforça a viabilidade da proposta. “Não é só uma questão técnica, é um dever humanitário. Precisamos garantir que toda criança mato-grossense tenha acesso ao diagnóstico precoce”, disse.

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Dr. João pediu urgência na análise, lembrando que a ampliação do teste reduz custos a longo prazo ao evitar tratamentos complexos. “Cada dia de atraso é uma chance perdida de proteger nossas crianças. Espero que o governador acolha essa causa com a prioridade que ela merece”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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Leis estaduais reforçam ações de prevenção e segurança no trânsito em Mato Grosso

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Leis aprovadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nos últimos anos tratam de situações de risco no trânsito e preveem medidas voltadas a motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres e estudantes. As normas ganham destaque durante a Semana Nacional do Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro e dedicada à educação e à segurança nas vias.

Entre as normas está a Lei nº 11.591/2021, que estabelece regras para a sinalização em obras realizadas em rodovias estaduais. O texto determina que, quando houver obstáculos ou redutores de velocidade no local da obra, seja instalada sinalização adequada e suficiente para prevenir acidentes.

Além da sinalização e das condições das vias, a infraestrutura e a conscientização também são apontadas por representantes de motoristas por aplicativo como fatores importantes para a redução de acidentes nos perímetros urbanos. O vice-presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativo de Mato Grosso (AMA-MT), Anderson Ferreira Neto, cita as condições das vias de Cuiabá e Várzea Grande e defende ações educativas.

“Esse asfalto ruim aumenta os acidentes e acelera o processo de desgaste dos veículos”, afirmou. Ele também considera necessárias campanhas sobre os riscos do álcool e das drogas ao volante, além de ações de orientação sobre a travessia de pedestres e a construção de passarelas e faixas elevadas.

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Foto: JLSiqueira / Secretaria de Comunicação Social

A Lei nº 12.711/2024 estabelece campanha de orientação para o uso seguro da faixa de segurança de pedestres. Já a Lei nº 12.905/2025 institui o Programa Rota Escolar Segura, voltado à segurança e ao bem-estar das crianças nos trajetos entre casa e escola, com medidas para prevenir situações de risco.

A proteção de quem utiliza a bicicleta é outro aspecto abordado pelas normas aprovadas pela Assembleia. A Lei nº 13.018/2025 altera dispositivos da legislação de incentivo, proteção e respeito aos ciclistas e institui a Semana Estadual de Conscientização e Prevenção de Acidentes ao Ciclista.

Entre os trabalhadores que dependem diretamente das vias para exercer suas atividades, os motoristas de aplicativo são contemplados por medidas específicas. A Lei nº 12.634/2024 estabelece medidas de segurança para usuários e motoristas de aplicativos. Entre as previsões estão cadastro de usuários e condutores, exigência de documentos e antecedentes criminais, possibilidade de reconhecimento facial, botão de pânico, rastreamento e câmeras internas nos veículos.

A presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Solange Menacho, relata que o botão de pânico teve resultado positivo na experiência da categoria. Segundo ela, após a implantação da ferramenta, houve grande redução nos assaltos, embora os casos tenham voltado a ocorrer recentemente.

Já Anderson Ferreira Neto aponta que, apesar da existência dos mecanismos, parte dos trabalhadores ainda encontra dificuldade para ter acesso às ferramentas de segurança. Segundo ele, o botão de pânico e outros dispositivos oferecidos pelo Estado não chegam à maioria dos motoristas, enquanto o custo de instalação de câmeras pode ficar fora do orçamento dos profissionais.

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Além das medidas diretamente relacionadas à segurança, a legislação também prevê a possibilidade de adoção de incentivos fiscais, tributários e linhas de crédito para a renovação dos veículos utilizados pelos motoristas. Para Anderson, incentivos são importantes diante dos custos de combustível, manutenção e aquisição de veículos enfrentados pela categoria.

As medidas voltadas aos trabalhadores do trânsito também alcançam os profissionais que utilizam motocicletas como ferramenta de trabalho. A Lei nº 12.188/2023 institui política de incentivo à segurança dos mototaxistas e motoboys e à renovação das motocicletas utilizadas como ferramenta de trabalho. A norma prevê campanhas de prevenção de acidentes, acompanhamento e tratamento de profissionais vítimas de acidentes de trabalho, aperfeiçoamento profissional e possibilidade de incentivos para renovação da frota.

Para a presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Solange Menacho, a legislação é uma importante conquista para a categoria, mas ainda não houve, segundo ela, apoio do governo estadual para colocar as medidas em prática.

Fonte: ALMT – MT

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