Política MT

CST das Mudanças Climáticas é instala com o propósito de unir produção e conservação

Publicado em

Mato Grosso é o segundo maior emissor de gases de efeito estufa per capita/ano. Paralelamente, o estado é o maior produtor de grãos e carne bovina no país. Transformar o problema em solução é um dos objetivos da Câmara Setorial Temática das Mudanças Climáticas, instalada na tarde desta segunda-feira (29), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Durante seis meses, pesquisadores, ambientalistas e o setor produtivo vão trabalhar em busca de soluções legislativas para que o protagonismo produtivo e a conservação ambiental caminhem lado a lado.

Durante a reunião de instalação da CST das Mudanças Climáticas, cientistas apresentaram pesquisas e dados que mostram a evolução do desmatamento, das emissões de gases e as consequências para a vida no planeta.

O professor Carlos Nobre, climatologista brasileiro Carlos Nobre, membro da Academia Brasileira de Ciência e um dos primeiros estudiosos da crise climática no país abriu a reunião com a apresentação de números sobre o aquecimento do global.

De acordo com Nobre, Mato Grosso emite uma média de 68 toneladas por habitante/ano, quase sete vezes mais do que a média brasileira de 10,5 toneladas por habitante/ano, sendo o segundo estado que mais emite. Grande parte dessas emissões, segundo o pesquisador, está ligada às atividades agropecuárias, uma vez que 86% das emissões registradas no estado estão vinculadas à mudança do uso da terra e desmatamento.

“A emissão de gases de efeito estufa é um fenômeno natural e importante para manutenção da temperatura da terra. Por outro lado, quando há um desequilíbrio, as temperaturas ficam acima da média e os extremos climáticos começam a ser registrados com maior frequência, como é o caso das chuvas e secas intensas, incêndios florestais, quebras de safras”, afirmou o pesquisador. 

Leia Também:  Problemas técnicos foram identificados na instalação da iluminação pública do Contorno Leste

Produção agropecuária pode ser parte da solução das mudanças climáticas

Foto: MARCOS LOPES / ALMT

O professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Bem Hur Marimon Júnior, apresentou estudos que apontam a perda de vegetação nativa no Cerrado e na Amazônia como consequência da seca e do calor extremo. Os dois pesquisadores, porém, foram enfáticos ao afirmar que a agropecuária é o problema, mas também parte da solução das mudanças climáticas.

Carlos Nobre citou que, nos últimos anos, a produção agropecuária dobrou na região amazônica, ao mesmo tempo que o desmatamento caiu consideravelmente. Isso, segundo o pesquisador, é consequência do investimento em técnicas que permitem intensificar a produção de alimentos com a integração dos sistemas produtivos lavoura-pecuária-floresta. Outra solução apresentada por Nobre foi com relação à restauração florestal, sistema que contribui para a captação de gás carbônico e ainda tem grande potencial de gerar renda para as pessoas.

O presidente da CST da Mudança Climática, deputado estadual Júlio Campos (União), destacou a importância de Mato Grosso assumir seu papel na discussão mundial sobre política ambiental e sobre as mudanças climáticas que vêm ocorrendo. “As mudanças climáticas trazes inúmeras consequências, não apenas para o ser humano, para a economia e para o Estado de Mato Grosso, que é um grande produtor de alimentos. Esta Câmara será constituída por vários técnicos, pesquisadores e ao final pretendemos apresentar um relatório final sobre o que pode ser feito, quais leis já existem e o que pode mudar com relação à legislação para reforçar a ação da Sema e dos órgãos e ONGs que atuam no estado”.

Leia Também:  ALMT homenageia dirigentes e associados ao Lions Clube do Distrito LB-4

A professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cátia Nunes da Cunha, participou da reunião e destacou o papel de Mato Grosso na discussão sobre as mudanças climáticas. “Todos aqui chegam a um ponto comum, que é da possibilidade do estado ocupar outro espaço. É o momento de unir as forçar, ter um diálogo justo, ético, equilibrado para mudar o lugar que Mato Grosso ocupa”.

Segunda Cátia Nunes, a Assembleia tem acesso a diferentes pontos tanto em nível estadual, federal e até internacional para propor um sistema que seja benéfico para Mato Grosso e isso inclui não apenas recursos, mas a proposição de diálogo e discurso adequado.

A relatora da CST das Mudanças Climáticas, Josevane Reis da Fonseca, falou sobre a importância do Poder Legislativo em realizar o diagnóstico para embasar o debate que poderá resultar em propostas. 

“A comissão permanente trabalha uma proposta de lei já pronta, enquanto a câmara setorial temática tem a capacidade de fazer um estudo sobre os impactos legislativos que as propostas terão e isso é feito com base em dados científicos e técnicos e nos depoimentos das pessoas envolvidas”. 

Fonte: ALMT – MT

Advertisement

Política MT

Assembleia terá 18 deputados reconduzidos e cinco estreantes na próxima legislatura

Published

on

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) terá 18 parlamentares da atual composição na legislatura que começa em 2027. O resultado das eleições deste domingo (4) também definiu a chegada de cinco nomes que ocuparão o cargo de deputado estadual pela primeira vez e o retorno de um ex-parlamentar.

Com seis mudanças entre as 24 cadeiras, a renovação da composição será de 25%. Samantha do Abilio (PL), Leo Bortolin (MDB), Alessandra Ferreira (Podemos), Alcino Barcelos (PL) e Adelcino Lopo (Podemos) chegam pela primeira vez ao Parlamento estadual. Ulysses Moraes (Podemos), por sua vez, retorna à Assembleia após já ter exercido mandato entre 2019 e 2023.

Entre os atuais deputados que permanecerão na Casa estão Max Russi (Podemos), Lúdio Cabral (PT), Gilberto Cattani (PL), Dilmar Dal Bosco (União), Beto Dois a Um (Podemos), Dr. João (MDB), Faissal (PL), Thiago Silva (MDB), Diego Guimarães (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos), Dr. Eugênio (Republicanos), Fabinho Tardin (Podemos), Nininho (Republicanos), Valdir Barranco (PT), Eng. Sebastião Machado Rezende (União), Carlos Avallone (PSDB), Wilson Santos (PSD) e Chico Guarnieri (PSDB).

Leia Também:  Índia prevê safra recorde de soja para 2024-25 impulsionada por condições climáticas favoráveis

Chico Guarnieri passou a integrar a atual composição da ALMT como titular em 1º de janeiro de 2025. Primeiro suplente nas eleições de 2022, ele assumiu a cadeira deixada por Cláudio Ferreira, que renunciou ao mandato após ser eleito prefeito de Rondonópolis nas eleições municipais de 2024. Agora, Guarnieri conquistou nas urnas uma das 24 cadeiras para a próxima legislatura.

Entre os cinco que chegam pela primeira vez à Assembleia, três têm experiência no Executivo municipal. Leo Bortolin foi prefeito de Primavera do Leste e presidiu a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). Alcino Barcelos comandou a Prefeitura de Pontes e Lacerda e Adelcino Lopo foi prefeito de Pontal do Araguaia.

Samantha do Abilio é vereadora de Cuiabá e foi eleita para a Câmara Municipal em 2024. Alessandra Ferreira, por sua vez, foi secretária municipal de Promoção e Assistência Social de Rondonópolis entre 2025 e 2026 e disputou neste ano sua primeira eleição para um cargo eletivo.

O sexto nome que passa a integrar a composição a partir de 2027 é Ulysses Moraes. Ele foi eleito deputado estadual em 2018, exerceu mandato na 19ª Legislatura e retorna à ALMT depois de quatro anos fora da Casa.

Leia Também:  Presidente da Comissão de Infraestrutura apresenta projetos de reparação na MT-140

Fonte: ALMT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA