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Audiência discute políticas públicas voltadas a pessoas com doença celíaca

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou audiência pública, nesta terça-feira (16), para discutir políticas públicas voltadas às pessoas que possuem doença celíaca. O debate foi proposto pelo deputado estadual Max Russi (PSB).

A doença celíaca é uma intolerância ao glúten, que acomete indivíduos de todas as idades com predisposição genética, que não conseguem metabolizar essa proteína, presente em vários cereais, como trigo, cevada, centeio e aveia.

A dificuldade de acesso a exames e ao diagnóstico da doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a falta de médicos especialistas e de estabelecimentos que ofertem alimentos livres de glúten, o alto preço dos produtos que não contém a proteína e, principalmente, a falta de conhecimento sobre a doença, foram alguns dos pontos levantados por celíacos, familiares e especialistas durante a discussão.

Vice-presidente da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra) e líder do Grupo de Celíacos de Mato Grosso, Leonardo Borne destacou a falta de acesso à alimentação correta e saudável em hospitais e o fato de muitos restaurantes que não produzem comidas sem glúten proibirem a entrada de pessoas com alimentos levados de casa, como algumas das barreiras enfrentadas diariamente por celíacos.

“Nós não temos segurança alimentar dentro de hospitais. As cozinhas de hospitais não são equipadas para tratar alergênicos. Também é muito difícil podermos consumir alimentos sem glúten em restaurantes, seja ele próprio oferecendo alimentos aptos, sem possibilidade de contaminação cruzada, seja a gente podendo levar a nossa comida de casa para poder socializar com as pessoas, com os nossos amigos”, relatou.

A doença celíaca é uma intolerância ao glúten, que acomete indivíduos de todas as idades com predisposição genética, que não conseguem metabolizar essa proteína, presente em vários cereais, como trigo, cevada, centeio e aveia

Foto: Helder Faria

Juliano Coelho Philippi, médico alergista e imunologista, apresentou informações acerca da doença celíaca e de demais Desordens Relacionadas ao Glúten (DRGS). Conforme explicou, as pessoas que possuem doença celíaca podem apresentar manifestações gastrointestinais, como distensão e dor abdominal, diarreia e refluxo, entre outras, além de perda de peso, deficiência de vitaminas B e D, ferro e cálcio e manifestações extra intestinais, como retardo no crescimento, desordens psiquiátricas, dermatite herpetiforme e doenças autoimunes.

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Entre as implicações causadas pela doença, estão a redução da qualidade e da expectativa de vida, o aumento de internações, complicações de outras doenças e maior custo de vida.

Além da retirada total de alimentos que contém glúten da dieta, Juliano Philippi destacou a importância do apoio social no tratamento da doença celíaca. Neste contexto, frisou a necessidade da criação de políticas públicas que garantam os direitos e qualidade de vida aos celíacos, de acesso a exames e tratamentos, da criação e implementação de normatizações, bem como que a vigilância sanitária fiscalize o processo de produção de alimentos em empresas e restaurantes, de modo a assegurar a não contaminação por glúten.

Mãe de uma celíaca, Bruna Mendes relatou, emocionada, as adversidades com as quais se confrontou antes da sua filha, Fernanda, ser diagnosticada. Após muitas idas e vindas a diversos médicos e sempre ouvindo deles que “eram normais” todos os sintomas que a criança apresentava, Fernanda teve um choque anafilático aos três anos de idade e só depois disso descobriu-se que ela tinha doença celíaca e múltiplas alergias alimentares.

Passada a primeira fase, Bruna e seu marido se depararam, então, com as dúvidas em relação aos alimentos que poderiam ser consumidos por ela, bem como à dificuldade em prepará-los ou ter acesso a eles. 

“Eu não sabia cozinhar nada e pensava a todo mundo o que eu iria fazer para ajudar a minha filha. Então eu fui estudar, me informar, e decidir abrir uma empresa dedicada à produção de alimentos para pessoas com alergias alimentares”, contou Bruna.

A filha de Patrícia de Carvalho foi diagnosticada com doença celíaca há cinco anos, quando tinha quatro anos de idade. Na época, segundo relatou, teve como principal obstáculo a escassez de profissionais médicos especializados para fazer o diagnóstico e o alto preço de consultas e exames. Além disso, a pouca oferta de alimentos adequados e o custo dos mesmos ainda são barreiras.

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“De início, a maior dificuldade foi encontrar uma gastropediatra. Eu não sei se hoje tem alguém que atende por plano de saúde, mas na época eu tive que fazer tudo particular e não foi barato. No nosso caso, nós conseguimos pagar, mas para quem não tem condições deve ser muito difícil para conseguir o diagnóstico. Outra dificuldade é para encontrar produtos para comprar. Aqui em Cuiabá tem apenas um supermercado que tem várias opções, mas os preços são altos e nem todo mundo pode pagar”, disse.

Projeto de lei – Já foi aprovado em primeira votação na ALMT o Projeto de Lei 182/2023, de autoria do deputado Max Russi (PSB), que cria a carteira de identificação para portadores de doença celíaca ou demais Desordens Relacionadas ao Glúten, no âmbito do estado de Mato Grosso e dá outras providências.

Conforme o projeto, restaurantes, bares, balneários, hotéis e similares não poderão impedir e nem cobrar qualquer taxa para que os portadores de doença celíaca ou de demais Desordens Relacionadas ao Glúten, devidamente identificados com a carteira, possam levar a sua refeição especial de acordo com as características de consumo do paciente celíaco. Além disso, pacientes e os acompanhantes diagnosticados com doença celíaca devidamente identificados terão o direito a receber refeição especial em caso de internação hospitalar.

“Esse projeto já foi aprovado em primeira votação, tenho certeza que vai ter o apoio novamente de todos os deputados para a segunda votação e vamos pedir a sanção do governador. Nós precisamos dar alguns passos na direção de facilitar um pouco a vida dessas pessoas, que hoje não podem ir a um bar, a um restaurante, a um show, porque não encontram opções de alimentos. Esse é um assunto que realmente precisa ser debatido e essa audiência pública que realizamos hoje foi muito importante para fazer com que mais pessoas tomem conhecimento sobre a doença”, declarou o parlamentar.

Moções de aplausos – Após a audiência pública, Max Russi entregou moções de aplausos a empresas que se dedicam à produção de alimentos e bebidas sem glúten, a médicos especialistas e pessoas que se destacam na representação e luta em favor dos celíacos.

Fonte: ALMT – MT

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Flávia Moretti se firma como nova liderança em VG ao contribuir na eleição de Pivetta, Mauro, Medeiros e Coronel Fernanda

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), saiu das eleições de 4 de outubro com um balanço expressivo: os principais nomes que ela apoiou publicamente foram eleitos para o Governo do Estado, o Senado Federal, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso — consolidando sua posição como uma das lideranças políticas mais influentes do município.

Governo do Estado — Pivetta vence com 54% em Várzea Grande

Na disputa pelo Governo de Mato Grosso, Flávia declarou apoio a Otaviano Pivetta (Republicanos) e participou ativamente de atos políticos pedindo votos para o candidato no município. O resultado em Várzea Grande foi expressivo: Pivetta recebeu 75.394 votos, equivalente a 54,17% dos votos válidos no município. O apoio foi justificado pela prefeita pela relação administrativa construída com o governador e pelos investimentos destinados à cidade.

Senado Federal — Mauro e Medeiros eleitos com votação histórica no município

Para o Senado Federal, Flávia Moretti declarou apoio ao ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e ao deputado federal Zé Medeiros (PL). Os dois candidatos foram eleitos para as duas vagas disponíveis em Mato Grosso. Em Várzea Grande, a votação foi histórica: Mauro recebeu 79 mil votos e Medeiros 59 mil votos no município.

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Câmara Federal — Coronel Fernanda, a mais votada do estado

Na disputa pela Câmara dos Deputados, um dos principais nomes apoiados por Flávia foi Coronel Fernanda (PL). A candidata não apenas foi eleita — terminou a apuração como a deputada federal mais votada de Mato Grosso, com 205.013 votos em todo o estado. Em Várzea Grande, recebeu 12.601 votos, ficando como a segunda mais votada no município para o cargo.

Outro nome apoiado pela prefeita e eleito foi Virgínia Mendes (União Brasil), ex-primeira-dama de Mato Grosso. Flávia também declarou apoio a Caio Cordeiro e Neri Geller na disputa pela Câmara Federal. Os dois não foram eleitos, mas registraram votação expressiva em Várzea Grande.

Assembleia Legislativa — quatro aliados eleitos

Para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Flávia declarou apoio a Léo Bortolin (MDB), Ulysses Moraes (Podemos), Max Russi (Podemos) e Wilson Santos (PSD). Os quatro candidatos foram eleitos.

A prefeita também apoiou Moacir Couto, Paulo Araújo, Gilberto Figueiredo e Juca do Guaraná, que não conquistaram cadeira na Assembleia, mas obtiveram votação relevante no município.

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✅ Balanço — Aliados de Flávia Moretti eleitos em 2026

🏛️ Governo MT — Otaviano Pivetta (Republicanos) — 54,17% em VG
🏛️ Senado — Mauro Mendes (União) — 79 mil votos em VG
🏛️ Senado — Zé Medeiros (PL) — 59 mil votos em VG
🏛️ Câmara Federal — Coronel Fernanda (PL) — mais votada do estado (205.013)
🏛️ Câmara Federal — Virgínia Mendes (União)
🏛️ ALMT — Léo Bortolin (MDB)
🏛️ ALMT — Ulysses Moraes (Podemos)
🏛️ ALMT — Max Russi (Podemos)
🏛️ ALMT — Wilson Santos (PSD)

O resultado das urnas consolida Flávia Moretti como uma liderança política de peso em Várzea Grande e amplia sua base de aliados nos principais poderes do estado — um capital político que deverá ser determinante para os próximos anos de sua gestão à frente do município.

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