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ALMT sedia Caravana da Sudeco

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A segunda Caravana da Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste) chega a Mato Grosso com R$ 3,3 bilhões de recursos disponíveis para utilização em linhas de créditos a pequenos empreendedores, micro e pequenas empresas. O evento, realizado com apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, acontece hoje (14), em Cuiabá, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros até às 17h, e em Sinop no dia 16 de maio.

Durante a Caravana da Sudeco, os participantes têm acesso a orientações sobre o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), Fundo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), oficina sobre convênios, palestras diversas e atendimento ao público.

Para a diretora administrativa da Sudeco, Luciana Barros, o evento tem a finalidade de disponibilizar ao setor produtivo, todas as possibilidades de acesso aos recursos. “A expectativa é conseguir oportunizar mais acessibilidade aos créditos, desmistificando o processo. Para isso, nós trouxemos o maior número de pessoas que entendem das informações para tirar dúvidas e fornecer informações”, afirmou.

A diretora explicou que do montante final, R$ 920 milhões já estão aplicados em 1174 contratos já firmados. Desse total, 68% dos contratos efetivados são da cota rural. O recurso global foi dividido meio a meio entre investimento para urbano e rural.

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O deputado Lúdio Cabral (PT) participou da abertura da caravana e defendeu a criação de uma unidade local da Sudeco. “Vamos defender essa proposta, da abertura de um escritório em Cuiabá para aproximar cada vez mais essa instituição pública da nossa população”, afirmou o parlamentar.

Lúdio falou da importância de facilitar o acesso às linhas de créditos subsidiadas para estimular a geração de emprego e renda local. “Um dos caminhos que o poder público tem para reduzir desigualdades é reorientar o acesso a créditos para os pequenos”, defendeu.

Para o deputado Wilson Santos (PSD) a iniciativa tem como objetivo primordial abordar temas relacionados aos fundos de financiamento, fornecendo orientações para facilitar o acesso ao crédito de maneira mais eficiente para empreendedores locais. “Muitas vezes o recurso não é acessado por falta de informação. Abrir esse espaço de divulgação e informação é primordial para quem quer empreender e precisa de apoio financeiro”, defendeu.

César Miranda, secretário de Estado de Desenvolvimento, afirmou que a iniciativa potencializa o crescimento econômico de Mato Grosso. “O Mato Grosso alcançou a condição econômica, sem dúvida nenhuma, com a participação extremamente importante do fomento das linhas de crédito oferecidas e que permitiram que micros, pequenas, médias e grandes empresas se instalassem no estado. Além de oportunizar o crescimento ou modernização de empresas já consolidadas.

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Estão participando do evento, agentes de fomento ao crédito como Sebrae, Banco do Brasil, Sicredi, Sicoob, e diversas outras organizações.

Em 2023, a Caravana da Sudeco passou por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, lançando novas linhas de financiamento do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste: FCO Mulher Empreendedora, FCO Irrigação e o FCO Leite, demonstrando o compromisso contínuo da autarquia com o desenvolvimento econômico e social da região.


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Fonte: ALMT – MT

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Frente da Agropecuária debate impactos de decretos no Pantanal

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A Frente Parlamentar da Agropecuária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) se reuniu na manhã desta terça-feira (28) para discutir os impactos da ampliação de unidades de conservação no pantanal e o fortalecimento da cadeia produtiva da ovinocultura no estado. O encontro na sede da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) reuniu deputados, produtores rurais e representantes de entidades do setor.

A principal pauta foi a reação aos Decretos Federais nº 12.886 e nº 12.887, de 23 de março de 2026, que ampliam áreas de conservação no pantanal mato-grossense, atingindo regiões de Poconé e Cáceres. As medidas já são alvo de questionamento no legislativo federal. O Projeto de Decreto Legislativo nº 186/2026, apresentado pelo senador Jayme Campos (União) busca sustar os efeitos das normas.

Durante a reunião, parlamentares criticaram a condução do processo pelo governo federal e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), apontando que as manifestações apresentadas pela comunidade nas audiências públicas não foram consideradas e que há insegurança jurídica enfrentada pelos produtores das áreas afetadas.

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que a ampliação por decreto ameaça a atividade econômica no estado. “Sem o zoneamento, corremos o risco de inviabilizar a atividade econômica em metade do estado. Precisamos de segurança jurídica para garantir produção e preservação”, disse.

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Foto: Hideraldo Costa/ALMT

O deputado Valmir Moretto (Republicanos) alertou para impactos logísticos, especialmente sobre a hidrovia do rio Paraguai e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres. “A decisão é gravíssima. A ampliação incide sobre áreas privadas já preservadas e ameaça diretamente a viabilidade da hidrovia e da ZPE”, afirmou.

Representantes do setor produtivo também criticaram a medida. O presidente do Sindicato Rural de Poconé, Ricardo Arruda, destacou que a maior parte da preservação do bioma ocorre em áreas de produtores. “Cerca de 95% das áreas preservadas no Pantanal estão dentro de propriedades particulares. O produtor é o verdadeiro guardião do bioma. Sem gestão adequada, essas áreas podem se tornar focos de incêndio, como já são hoje as unidades de conservação que já existiam”, pontuou.

A analista de meio ambiente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Tânia Arévalo, também questionou a ampliação das áreas. “A legislação no pantanal já é extremamente restritiva, permitindo basicamente a pecuária extensiva. Não há justificativa técnica para ampliar a proteção sobre áreas que já estão preservadas há décadas pelas mesmas famílias”, afirmou. Segundo ela, a medida pode gerar impactos sociais significativos. “A retirada do produtor pode provocar abandono das áreas, aumento de incêndios e prejuízos à economia local e ao modo de vida do homem pantaneiro”, completou.

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Entre os encaminhamentos debatidos está o apoio à proposta de sustação dos decretos no Congresso Nacional, além da possibilidade de estadualização das unidades de conservação. Os participantes também defenderam a conclusão do Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSEE) e cobraram mais transparência nos processos conduzidos pelos órgãos federais.

A reunião também abordou o potencial da ovinocultura como alternativa de diversificação econômica. O presidente da Associação Mato-grossense de Produtores de Ovinos e Caprinos (Ovinomat), Cassio Carolo, destacou que Mato Grosso possui rebanho estimado entre 400 mil e 420 mil cabeças.

“Embora o número seja modesto se comparado à bovinocultura, o potencial de crescimento é grande. O principal gargalo é a falta de matrizes de qualidade e o custo do frete. Por isso, trabalhamos na criação de pontos de coleta para melhorar a logística”, explicou.

O deputado Cattani reforçou que há demanda crescente pela carne ovina e que o desafio é estruturar a cadeia produtiva. “Precisamos fechar a cadeia produtiva. A demanda existe e é crescente”, afirmou.

Fonte: ALMT – MT

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