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ALMT promove o 1º Congresso Internacional de Segurança de Fronteiras do Brasil

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) abriu, nesta quarta-feira (17), o 1º Congresso Internacional de Segurança de Fronteiras do Brasil, no Teatro Zulmira Canavarros, reunindo parlamentares, autoridades nacionais e internacionais, especialistas e representantes das forças de segurança para debater estratégias e desafios no combate à criminalidade nas regiões fronteiriças.

O 1° Congresso Internacional de Segurança foi solicitado pelo presidente da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Elizeu Nascimento (PL). Em sua fala, o parlamentar ressaltou a urgência de maior apoio do governo federal no enfrentamento à criminalidade nas áreas de fronteira, destacando que o Estado tem feito sua parte, mas necessita de reforço para garantir mais segurança à população.

Ele defendeu que as Forças Armadas: Exército, Marinha e Aeronáutica, atuem de forma mais efetiva na proteção da fronteira de Mato Grosso e Rondônia, por onde entram drogas transportadas em pequenas aeronaves que depois abastecem caminhões, portos e o tráfico internacional. Segundo Nascimento, essa rota fortalece facções criminosas e amplia o poder do crime organizado, tornando urgente a integração de esforços para garantir mais segurança à população.

Secretário-adjunto de Integração Operacional da PM/MT, coronel Fernando Agostinho, que representou o secretário estadual de Segurança Pública, coronel César Augusto de Camargo Roveri, destacou a relevância do trabalho desenvolvido pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e pelas demais forças de segurança na região.

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

Segundo ele, o governo de Mato Grosso mantém unidades estratégicas na área, como o 6º Comando Regional, que atua com equipes do GAP, Força Tática e inteligência, além da Polícia Judiciária Civil, das delegacias de fronteira e regionais em Cáceres, da Politec e do Corpo de Bombeiros.

Agostinho ressaltou ainda a importância da arquitetura normativa voltada às fronteiras, segundo ele, a Política Nacional de Fronteira amplia o debate para além da segurança pública, incluindo desenvolvimento sustentável, integração regional, direitos humanos e cidadania.

“Os policiais que atuam continuamente na linha de fronteira, desarticulando grupos criminosos e efetuando prisões, também vivenciam essa realidade de renovação, já que a maioria dos detidos está diretamente ligada a questões de ordem econômica”, observou o secretário-adjunto.

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O deputado estadual de Rondônia, Eyder Brasil, destacou durante sua fala no 1º Congresso Internacional de Segurança de Fronteiras que facções criminosas utilizam comunidades amazônicas e de regiões fronteiriças como escudo para suas ações ilegais, o que amplia os desafios no combate à criminalidade.

Ele ressaltou que, embora policiais estaduais atuem com excelência nessas áreas, a responsabilidade constitucional pela segurança de fronteira é das Forças Armadas e da União, incluindo a Polícia Federal. “O fórum busca promover um debate conjunto entre os estados fronteiriços e sensibilizar as bancadas federais para garantir mais recursos às polícias estaduais”, afirmou Brasil.

O deputado federal do Acre, Coronel Ulysses (União), destacou a importância da integração interna e entre os estados no enfrentamento ao crime organizado nas fronteiras. “O Gefron do Acre foi criado a partir da experiência bem-sucedida do Gefron de Mato Grosso, unidade reconhecida pela eficiência no combate aos crimes transfronteiriços e na redução da violência”, disse o parlamentar.

Segundo o parlamentar, a cooperação entre os estados é essencial para ações conjuntas diante do avanço do tráfico de drogas. “Países vizinhos ao Brasil, como Peru, Bolívia e Colômbia, estão entre os maiores produtores mundiais de entorpecentes, enquanto o Brasil figura como o segundo maior consumidor. Por isso é urgente intensificar o intercâmbio de informações e operações para enfrentar de forma organizada e contundente esse desafio que ameaça à paz da população”, destacou Coronel Ulysses.

O deputado federal por Mato Grosso, Coronel Assis (União), destacou durante sua fala que os governos estaduais têm feito além de sua parte para garantir segurança e dignidade às populações que vivem em áreas de fronteira. Ele relembrou sua trajetória profissional em diferentes funções na Polícia Militar, desde aspirante em Cáceres até comandante do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron).

“Conheci de perto os desafios da região, marcada pela atuação do crime organizado e pela vulnerabilidade dos produtores rurais. A presença do policiamento especializado transformou a realidade local, trazendo mais segurança para propriedades, famílias e trabalhadores que antes viviam sob constante ameaça”, disse Assis.

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Programação – No primeiro dia de programação do 1º Congresso Internacional de Segurança de Fronteiras, pela manhã nesta quarta-feira (17), a abertura ficou a cargo da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso, seguida da participação do Comando-Geral da Polícia Militar.

Em seguida, representantes da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) abordaram temas estratégicos para o fortalecimento da atuação do Estado. Ainda pela manhã, o coordenador do Grupo Especial de Fronteira (Gefron-MT) fez um pronunciamento destacando os desafios e avanços no combate ao crime organizado na região.

O segundo dia será aberto com a palestra do deputado federal Coronel Jonildo Assis, ex-comandante da Polícia Militar de Mato Grosso. O parlamentar irá apresentar reflexões sobre o combate ao crime organizado com base na experiência de El Salvador, país que tem adotado medidas rigorosas contra facções criminosas.

Na sequência, especialistas e autoridades participam de painéis temáticos que discutirão os principais desafios à segurança pública nas regiões de fronteira. Entre os temas em pauta estão o avanço do chamado Novo Cangaço, o tráfico de drogas e de pessoas, a criminalidade transnacional e a atuação das forças policiais. Também serão debatidos impactos ambientais, como mineração ilegal, desmatamento, evasão de divisas e estratégias de proteção à biodiversidade.

Nascimento afirmou que ao longo de dois dias de debates, os participantes vão construir propostas conjuntas de integração e fortalecimento das forças de segurança, e no encerramento será assinada uma ata entre Assembleias Legislativas e elaborada uma carta oficial, que será enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, consolidando diretrizes para ações integradas nas fronteiras do país.

Fronteira – O Brasil possui 16.886 quilômetros de fronteiras terrestres com dez países da América do Sul e um território ultramarino francês, sendo a maior extensão com a Bolívia. Com esse país, Mato Grosso tem uma fronteira seca estimada em 730 quilômetros. Além disso, o território mato-grossenses faz divisa com seis estados brasileiros: Amazonas, Pará, Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

Fonte: ALMT – MT

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Wilson Santos quer apoio aos municípios e rigor na aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026 da educação infantil

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Após promover audiência pública para debater a aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026, que reconhece os profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, nesta quarta-feira (24), em sessão plenária, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3/2026 com o objetivo de assegurar a efetivação dos direitos garantidos pela nova legislação em Mato Grosso.

A matéria proposta estabelece que os municípios deverão promover o devido enquadramento desses profissionais na carreira do magistério. Caso a legislação não seja cumprida, quando estiver em vigor, as contas anuais das prefeituras poderão ser reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). “Uma luta de décadas e temos que reconhecer todos os profissionais, independente da denominação, mas que atuam como professores na educação infantil, que deverão ser enquadrados como professores da rede municipal. O município que não o fizer, o Tribunal de Contas do Estado deverá reprovar as contas do prefeito. Essa será uma das penalidades com o descumprimento da lei quando estiver em vigor”, explicou o parlamentar.

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Além da PEC, o parlamentar apresentou ao Governo de Mato Grosso a Indicação nº 2.009/2026, propondo a criação do Programa Estadual de Apoio à Adequação dos Planos de Carreira da Educação Infantil. A iniciativa pretende oferecer suporte técnico aos municípios para a implementação da legislação federal, por meio de orientações, modelos normativos, capacitações e acompanhamento institucional, garantindo segurança jurídica e uniformidade na aplicação da norma.

Legislação – A Lei Federal nº 15.326/2026 alterou a Lei nº 11.738/2008, que institui o Piso Nacional do Magistério, e a Lei nº 9.394/1996, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), assegurando o reconhecimento dos profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica.

Com a mudança, passam a ser considerados profissionais do magistério aqueles que exercem atividades de docência ou de suporte pedagógico na educação infantil, desde que possuam formação em magistério ou curso superior e tenham ingressado por concurso público.

A legislação também beneficia trabalhadores que, em diversos municípios, ainda ocupam cargos com nomenclaturas como educador infantil, agente de desenvolvimento infantil, monitor, recreador e outras denominações equivalentes. Na prática, esses profissionais passam a ter direito ao enquadramento na carreira do magistério, ao piso salarial nacional, aos planos de carreira e às demais garantias previstas em lei.

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Apesar da vigência da norma federal, a Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Mato Grosso (FESSPMEMT) alertou, durante a audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, que diversos municípios mato-grossenses ainda resistem à adequação da legislação. Segundo a entidade, a demora na implementação tem provocado insegurança jurídica, divergências administrativas e prejuízos aos profissionais da educação infantil.

A expectativa de Wilson Santos é de que as medidas legislativas propostas acelerem a adequação dos municípios, assegurando o cumprimento da legislação federal e a valorização dos profissionais que atuam na educação infantil em Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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