A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realiza uma audiência pública, proposta pelo deputado Wilson Santos (PSD), para debater os impactos ambientais e socioeconômicos decorrentes da Usina Hidrelétrica (UHE) Colíder. O encontro que acontece nesta quinta-feira (18), às 9h, na Câmara Municipal de Colíder, reunirá representantes de órgãos reguladores, autoridades políticas, lideranças regionais, pescadores, ribeirinhos e sociedade civil.
O objetivo da reunião é tratar de questões urgentes relacionadas ao rebaixamento do nível da água do reservatório, medida adotada para garantir a segurança do empreendimento, ocorrida há cerca de 30 dias, que vem gerando sérios prejuízos, como a mortandade de peixes e impactos na pesca, interferências na navegação dos ribeirinhos, prejuízos a eventos turísticos regionais, como o Fest Praia (Paranaíta) e o Viva Floresta (Alta Floresta), entre outros.
De acordo com Wilson Santos, a audiência pública será um espaço democrático e necessário para ouvir todos os lados e saber quais medidas emergenciais aplicadas pelo empreendedor quanto a compensação aos municípios afetados da área de influência da hidrelétrica. “É fundamental dar voz às comunidades impactadas pela usina e construir, junto com os órgãos reguladores e gestores públicos, caminhos que garantam justiça social e equilíbrio ambiental. O Parlamento está cumprindo o seu papel de abrir diálogo e buscar soluções concretas para minimizar os prejuízos da população”, destacou o parlamentar.
A UHE Colíder abrange os municípios de Colíder, Nova Canaã do Norte, Cláudia e Itaúba, no norte de Mato Grosso, com potência de geração de 300 megawatts (MW), energia suficiente para abastecer 850 mil habitantes.
Serviço
Pauta: Assembleia Legislativa realiza audiência pública para tratar sobre os impactos econômicos e socioeconômicos da UHE Colíder com o rebaixamento do rio Teles Pires
Local: Câmara Municipal de Colíder
Data: 18 de setembro (quinta-feira)
Horário: 9h
Informações: Samantha dos Anjos – Assessoria de Imprensa
A deputada estadual em exercício, Eliane Xunakalo (PT), acompanhada por um grupo de mulheres, entregou oficialmente à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o relatório final da Câmara Setorial Temática sobre Feminicídio em Mato Grosso.
O documento, elaborado pelo grupo de trabalho liderado por Edna Sampaio, deputada em exercício na ocasião, identifica os gargalos na proteção da vida das mulheres e oferece, aos governos federal, estadual e municipais, um mapa de problemas e possíveis soluções institucionais para mudar a realidade imposta às mulheres. Mato Grosso tem liderado, proporcionalmente, o ranking nacional de feminicídios nos últimos anos.
“Espero que as recomendações apresentadas neste relatório sejam acolhidas pelos nobres deputados, porque os senhores também vieram de uma mulher. Têm filhas, sobrinhas e, com certeza, mães, tias e avós. Por isso, esperamos que nos ouçam, porque esta não é uma questão partidária, mas uma causa pela preservação da vida”, afirmou, acrescentando “também as mulheres indígenas, infelizmente, têm sofrido feminicídio e violências, que violam nosso corpo e nossa alma”, afirmou.
Eliane Xunakalo afirmou que todos os dias há relatos, nos noticiários, de mulheres sendo mortas, estupradas e sofrendo violências. “Mas, infelizmente, não temos visto nenhum tipo de ação concreta. Precisamos de mais delegacias, que a Politec funcione onde é necessária, além, claro, de recursos, investimentos e políticas públicas, para fortalecer os aparelhos estatais de combate à violência”, defendeu.
Foto: MARCOS LOPES/ALMT
A deputada alertou para existência de onda de lista de mulheres estupráveis nas universidades. “Acredito que, para mitigar essa situação, é preciso uma educação, voltada para esse tema, nas escolas e nos lares. Além disso, o que acontece com as mulheres, com os indígenas e com os negros não deve ser tratado como mimimi. Estamos morrendo todos os dias e não vemos nenhuma ação efetiva para pôr fim a esta situação, que inclui, inclusive, lista de pessoas que podem ser molestadas, como fosse normal”, lamentou. “Por isso, precisamos tomar atitudes contra esta lista de mulheres estupráveis” concluiu a parlamentar.
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