A Polícia Rodoviária Federal (PRF) inaugurou oficialmente, nesta segunda-feira (09), a nova Delegacia de Barra do Garças (MT). Durante a cerimônia, também foi realizada a entrega simbólica de 15 novas viaturas que reforçarão o policiamento das rodovias federais no estado.
A nova frota, composta por caminhonetes blindadas Mitsubishi Triton, foi adquirida com recursos do Plano Amazônia – Segurança e Soberania (Plano AMAS), coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A iniciativa intensifica a presença do Estado na Amazônia Legal e tem como foco o combate aos crimes ambientais. Desde 2023, a PRF já realizou mais de 2 mil ações no âmbito do Plano, fiscalizando mais de 48 mil veículos e 50 mil pessoas, além de realizar apreensões significativas de madeira ilegal, minérios, animais silvestres e ouro de origem ilegal.
A Delegacia PRF de Barra do Garças recebe o nome do PRF Joás Nunes Batista, homenageando o policial cuja carreira foi marcada pela dedicação, interrompida tragicamente em serviço na BR-070.
Construída com recursos da bancada federal de Mato Grosso, ao custo de R$ 4,6 milhões, a nova sede possui área total de 1.784,58 m², com infraestrutura moderna, ambientes de proteção balística, sistema avançado de monitoramento, observatório blindado, além de espaços para atendimento ao público e suporte administrativo e operacional.
A nova estrutura integra a política de modernização da infraestrutura da PRF, voltada a melhores condições de trabalho aos policiais e maior qualidade no atendimento à sociedade.
A Delegacia de Barra do Garças abrange uma malha viária superior a 950 km, atendendo diretamente a mais de 360 mil habitantes em 30 municípios. Sua jurisdição compreende as rodovias BR-070 e BR-158, com unidades operacionais em Barra do Garças e Água Boa.
Com esta entrega, a PRF reforça seu compromisso com a segurança pública e a proteção das rodovias federais em Mato Grosso.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.
Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.
As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.
Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.
Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.
O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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