A Polícia Civil prendeu, nessa segunda-feira (2.3), um homem, de 50 anos, suspeito de agredir, ameaçar e chantagear a ex-companheira, de 35 anos, em Guarantã do Norte. O caso foi registrado no âmbito de violência doméstica e familiar contra a mulher.
De acordo com a denúncia formalizada pela vítima, o suspeito teria arremessado veneno utilizado para matar baratas no rosto dela. A mulher relatou ainda que vinha sofrendo agressões físicas frequentes, incluindo enforcamentos, arranhões e outras lesões corporais, afirmando possuir cicatrizes decorrentes das violências anteriores.
Além das agressões, o homem teria subtraído a motocicleta da vítima, uma Honda Biz branca, ano 2024, e se recusado a devolvê-la. Conforme o relato, ele também passou a fazer ameaças de morte, levando a mulher a temer por sua integridade física, sobretudo por já tê-lo visto portando arma de fogo anteriormente.
Após registrar boletim de ocorrência, a vítima compareceu à delegacia para solicitar medidas protetivas de urgência, com base na Lei Maria da Penha.
Enquanto ainda estava na unidade policial, o suspeito voltou a contatá-la por meio de mensagens eletrônicas, reiterando ameaças, ofensas e condicionando a devolução da motocicleta à prática de atos sexuais, conduta que pode configurar, além de violência psicológica, possível crime de extorsão.
Diante da situação de flagrante, equipes da Polícia Civil iniciaram buscas e localizaram o suspeito em sua residência, onde ele mantinha consigo a motocicleta da vítima.
O homem recebeu voz de prisão, teve os direitos constitucionais assegurados e foi encaminhado à delegacia para as providências cabíveis. A motocicleta foi recuperada e ficou à disposição da autoridade policial para posterior restituição à proprietária.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14.4), a Operação Passagem Oculta, para cumprimento de 12 ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso envolvido no roubo contra uma cooperativa de crédito, ocorrido no final de junho de 2025, em Cuiabá.
As ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular itinerante, e quatro quebra de sigilo de dados, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), tiveram como alvo quatro investigados apontados como integrantes da organização criminosa responsável pelo roubo circunstanciado cometido contra a agência da Cooperativa de Crédito, situada na Avenida das Torres, na Capital.
O crime
Na madrugada do crime, o grupo invadiu imóvel residencial no bairro Recanto dos Passáros que fazia divisa estrutural com a agência bancária. Na ocasião, três moradores da residência foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, mediante emprego de arma de fogo.
O objetivo do grupo criminoso era abrir uma passagem na parede divisória e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão. A ação criminosa foi parcialmente frustrada após intervenção da Polícia Militar, sendo que um dos envolvidos foi a óbito em confronto armado no local, e outro foi preso em flagrante, sendo posteriormente denunciado e condenado em processo autônomo.
Investigações e mandados
A partir do aprofundamento das diligências investigativas, a GCCO identificou a participação estruturada de outros quatro integrantes da organização, cada qual com função específica — execução, logística, transporte e vigilância.
As condutas foram tipificadas como roubo circunstanciado majorado pelo emprego de arma de fogo, restrição de liberdade de vítimas e pelo concurso de pessoas. Diante das evidências, o delegado responsável pelas investigações, Igor Sasaki, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça.
As prisões preventivas decretadas com fundamento nos arts. 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e asseguramento da aplicação da lei penal, diante da gravidade concreta da conduta, do elevado grau de planejamento e da habitualidade delitiva de parte dos investigados.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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