A Polícia Civil prendeu no final da manhã desta quinta-feira (06.04), em Várzea Grande, um jovem de 18 anos que publicou uma mensagem em rede social contra uma escola pública do município de Arenápolis. A ação conjunta de investigação envolveu as Delegacias de Arenápolis e a unidade especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
O suspeito foi localizado em sua residência, em Várzea Grande, e conduzido à DRCI, onde foi ouvido pelo delegado Ruy Guilherme Peral. O jovem responderá a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime previsto no artigo 41, que é praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto.
A Delegacia de Arenápolis foi comunicada na noite de quarta-feira (05), pela direção da Escola Estadual João Ponce de Arruda, sobre uma mensagem publicada em um perfil de uma rede social com ameaça à unidade escolar.
Imediatamente, a Delegacia de Arenápolis iniciou as diligências e, com apoio da DRCI, foi identificado o autor da mensagem. Ele foi aluno da escola até meados do ano passado.
“Durante a madrugada, com apoio da Delegacia de Crimes Informáticos, iniciamos as diligências e obtivemos avanços nas investigações, com a identificação da autoria delitiva e endereço. A Polícia Civil de Arenápolis permanece em alerta e atenta a qualquer situação semelhante, dando a resposta necessária a esse tipo de ação criminosa”, destacou o delegado de Arenápolis Hugo Abdon.
A Polícia Civil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Militar Ambiental realizaram, nessa terça-feira (05.05), a Operação Canto da Liberdade, em que foram apreendidas 25 aves silvestres mantidas irregularmente em cativeiro, em Nova Xavantina.
Durante a ação, foram localizados pássaros das espécies bicudo e curió, aves silvestres de alto valor no comércio ilegal e que demandam de especial proteção ambiental, inclusive por integrarem grupos de espécies ameaçadas ou sob forte pressão do tráfico de fauna.
Conforme apurado, os animais eram mantidos em desacordo com a legislação ambiental vigente, sem a devida autorização dos órgãos competentes e em condições incompatíveis com o bem-estar animal.
Muitas aves apresentavam sinais de maus-tratos, com indícios de sofrimento, ferimentos e manutenção em ambiente inadequado, situação que reforça a gravidade da conduta investigada.
Além da manutenção irregular dos animais em cativeiro, foram encontrados indícios de falsificação e adulteração de sinais públicos de identificação, especialmente relacionados a anilhas e registros utilizados para controle oficial da criação de aves silvestres.
A suspeita é de que tais mecanismos fossem empregados para dar aparência de legalidade à circulação e comercialização irregular dos animais, com possível finalidade de tráfico de fauna silvestre.
As aves foram apreendidas e ficaram sob responsabilidade da equipe do Ibama, que adotará as providências necessárias para avaliação, cuidados, recuperação e destinação adequada dos animais.
Os suspeitos não foram localizados no momento da ação. Segundo as informações levantadas, eles já vinham sendo monitorados pelos órgãos ambientais e teriam adotado condutas para dificultar a fiscalização.
O delegado Flávio Leonardo Santana Silva destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.
“A integração entre as forças de segurança e os órgãos de proteção ambiental é fundamental para combater crimes contra a fauna, reprimir o tráfico de animais silvestres e garantir a preservação do meio ambiente. A Polícia Civil já identificou os suspeitos e segue com as investigações para apurar a responsabilidade dos envolvidos pelos crimes ambientais, maus-tratos aos animais e eventuais crimes contra a fé pública”, afirmou o delegado.
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