Uma mulher que atuava com comércio de entorpecentes na modalidade delivery na região do bairro Boa Esperança em Cuiabá foi presa em flagrante pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (14.04), em ação da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE).
A suspeita de 29 anos foi flagrada com mais de 60 porções de entorpecentes, entre maconha e cocaína, preparadas para entrega e foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.
As diligências iniciaram após os policiais da DRE receberem informações de uma mulher que estava em um veículo Hyundai HB20 entregando entorpecentes na região do bairro Boa Esperança.
Durante monitoramento da região, os policiais localizaram o veículo e realizaram a abordagem da suspeita que foi flagrada em posse de 23 porções de maconha, armazenadas em envelopes de plástico, 24 minitabletes de maconha e 18 porções de cocaína, além de R$ 100 em dinheiro. A droga estava dentro de sacolas de entrega de delivery.
Questionada, a suspeita confessou que estava fazendo a entrega de drogas e sobre a procedência do veículo, disse que era alugado em nome de um amigo. Em continuidade as diligências, os policiais foram até a casa da suspeita, onde foram apreendidas mais porções de maconha e R$ 1.156 em dinheiro.
Diante dos fatos, a suspeita foi conduzida à DRE, onde foi interrogada pelo delegado Gutemberg de Lucena Almeida e posteriormente autuada em flagrante por tráfico de drogas.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14.4), a Operação Passagem Oculta, para cumprimento de 12 ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso envolvido no roubo contra uma cooperativa de crédito, ocorrido no final de junho de 2025, em Cuiabá.
As ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular itinerante, e quatro quebra de sigilo de dados, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), tiveram como alvo quatro investigados apontados como integrantes da organização criminosa responsável pelo roubo circunstanciado cometido contra a agência da Cooperativa de Crédito, situada na Avenida das Torres, na Capital.
O crime
Na madrugada do crime, o grupo invadiu imóvel residencial no bairro Recanto dos Passáros que fazia divisa estrutural com a agência bancária. Na ocasião, três moradores da residência foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, mediante emprego de arma de fogo.
O objetivo do grupo criminoso era abrir uma passagem na parede divisória e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão. A ação criminosa foi parcialmente frustrada após intervenção da Polícia Militar, sendo que um dos envolvidos foi a óbito em confronto armado no local, e outro foi preso em flagrante, sendo posteriormente denunciado e condenado em processo autônomo.
Investigações e mandados
A partir do aprofundamento das diligências investigativas, a GCCO identificou a participação estruturada de outros quatro integrantes da organização, cada qual com função específica — execução, logística, transporte e vigilância.
As condutas foram tipificadas como roubo circunstanciado majorado pelo emprego de arma de fogo, restrição de liberdade de vítimas e pelo concurso de pessoas. Diante das evidências, o delegado responsável pelas investigações, Igor Sasaki, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça.
As prisões preventivas decretadas com fundamento nos arts. 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e asseguramento da aplicação da lei penal, diante da gravidade concreta da conduta, do elevado grau de planejamento e da habitualidade delitiva de parte dos investigados.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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