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Forças de segurança apreendem 35 toneladas de drogas em 2025 em Mato Grosso

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As forças de segurança de Mato Grosso apreenderam 35 toneladas de drogas entre janeiro e setembro deste ano. O volume representa um aumento de 34,6% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram apreendidas 26 toneladas de entorpecentes.

As ações contaram com a participação da Polícia Militar, do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e da Polícia Civil, além de operações conjuntas com forças federais e agências de inteligência. Os dados, que incluem apreensões de maconha, cocaína e pasta base de cocaína, são do Observatório de Segurança Pública, vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, destacou que o aumento das apreensões é resultado dos investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso nas forças de segurança, que incluem tecnologia, viaturas, fardamento, armamento, reformas de quartéis e delegacias, melhores condições de trabalho, reestruturação das carreiras e convocação de novos servidores.

“O governador Mauro Mendes sempre tratou a segurança pública como prioridade. Desde 2019, foram realizados investimentos vultosos e hoje vemos as forças de segurança totalmente reestruturadas. Isso vai desde as viaturas, que antes chegavam a enfrentar problemas até com falta de combustível, até o pagamento do auxílio-fardamento. Hoje, temos policiais mais motivados, melhores condições de trabalho e, como consequência, mais apreensões e retirada de entorpecentes das ruas”, afirmou.

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Roveri ressaltou também a importância do programa Tolerância Zero às facções criminosas, lançado em novembro do ano passado pelo governo, que intensificou as ações de segurança pública por meio de um pacote de medidas integradas de proteção e defesa do cidadão de Mato Grosso.

“O programa veio para fortalecer ainda mais o combate à criminalidade, reduzir os índices criminais, ampliar as apreensões e descapitalizar as facções. O grande volume de drogas apreendidas é reflexo disso. Ao retirar os entorpecentes das ruas, sabemos que estamos atingindo uma das principais fontes de renda e enfraquecendo esses grupos criminosos”, concluiu.

Combate ao tráfico

A repressão ao tráfico de drogas também é resultado do trabalho investigativo da Polícia Civil. No último dia 27, uma distribuidora de bebidas, que funcionava como fachada para o comércio de entorpecentes, foi fechada pela Polícia Civil, em Várzea Grande. A ação resultou na apreensão de grande quantidade de cocaína, mais de R$ 18 mil em dinheiro, diversos apetrechos relacionados ao tráfico e na prisão de três pessoas em flagrante, por envolvimento no crime.

No dia 11, uma residência utilizada por integrantes de uma facção criminosa para guardar entorpecentes foi fechada pela Polícia Civil, em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). A ação resultou na apreensão de grande quantidade de entorpecentes, entre maconha, pasta base e cocaína, além de diversos apetrechos relacionados à atividade do tráfico de drogas.

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A ação policial foi desencadeada após os policiais da Denarc receberem denúncia anônima sobre uma residência, localizada no bairro Jardim Eldorado, que estava desocupada, porém sendo utilizada para armazenamento de entorpecentes.

Maior apreensão do ano

Em fevereiro, equipes da Polícia Militar, por meio do 8º Comando Regional e do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Federal e do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), apreenderam 1,5 tonelada de cocaína no município de Juruena. A ação integrada causou prejuízo de mais de R$ 100 milhões para as facções criminosas.

Os entorpecentes foram localizados depois que as equipes policiais receberam denúncias anônimas sobre uma aeronave suspeita, que estava utilizando uma pista de pouso, na zona rural da região.

A força-tarefa se deslocou até o local indicado e não localizou nenhuma aeronave. Os policiais fizeram buscas em uma região de mata e encontraram 46 fardos grandes contendo a droga.

Balanço

Desde 2019, as apreensões de drogas vêm crescendo no estado. Naquele ano, foram retiradas de circulação 12,2 toneladas, passando para 18 toneladas em 2020. Em 2021, o número saltou para 31,2 toneladas, seguido por 31,8 em 2022; 26,2 em 2023 e 41,2 toneladas em 2024.

Fonte: PM MT – MT

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Operação da Polícia Civil mira grupo que manipulava imagens de adolescentes e vendia como conteúdos pornográficos

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (27.5), a Operação Máxima Proteção, para cumprir três ordens judiciais em Juína, Sinop e Cacoal (RO), visando desarticular um grupo investigado pela produção, armazenamento e comercialização de conteúdos pornográficos ilícitos envolvendo manipulação digital de imagens de adolescentes.

A investigação conduzida pela Delegacia de Juína começou após a identificação de quatro adolescentes, alunos de uma escola particular do município, suspeitos de envolvimento no caso. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil também identificou a participação de maiores de idade, o que levou à abertura de um inquérito para aprofundar as investigações.

Até o momento, aproximadamente 30 vítimas foram identificadas em Juína, a maioria adolescentes, estudantes de duas escolas particulares do município e também do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

Segundo a investigação, os suspeitos usavam uma ferramenta de inteligência artificial para alterar e criar conteúdos falsos com aparência realista, dificultando a identificação da fraude.

Durante as diligências, os elementos técnicos demonstraram que os investigados produziam montagens pornográficas ilícitas utilizando imagens das vítimas, armazenavam os arquivos em dispositivos eletrônicos e serviços de nuvem, além de compartilharem os conteúdos com terceiros. A investigação apontou que as práticas ocorriam de forma reiterada e organizada, com divisão implícita de funções entre os envolvidos.

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As apurações indicam ainda que dois adolescentes, ambos de 15 anos, passaram a explorar economicamente os conteúdos produzidos, cobrando valores que variavam de R$ 30 por fotografia a até R$ 120 por vídeo.

Os extratos bancários analisados revelaram movimentações financeiras compatíveis com atividade ilícita, demonstrando recebimentos frequentes, diversidade de remetentes e compatibilidade com os valores negociados nas conversas obtidas durante a investigação.

A análise dos dados identificou compradores distribuídos em diversos estados da federação, incluindo Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e Bahia, evidenciando o caráter interestadual da prática criminosa e aumentando a complexidade investigativa.

Também foi constatado que os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais, com identidades femininas fictícias, utilizados para divulgação dos conteúdos ilícitos, contato com compradores e simulação de legitimidade. O Facebook era a principal plataforma utilizada pelo grupo.

As investigações apontam que os envolvidos atuavam de forma minimamente organizada, com produção sistemática de conteúdo pornográfico ilícito, compartilhamento de ferramentas tecnológicas, divisão de tarefas e planejamento financeiro.

No estado de Rondônia, a operação teve como alvo um homem de 20 anos, investigado por participação nos fatos apurados. O mandado de busca e apreensão contra ele foi cumprido pela equipe de Juína, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cacoal (RO), após levantamento do Núcleo de Inteligência (NI) do Núcleo de Inteligência da Delegacia de Cacoal.

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Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes previstos no Art. 241-C da Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), além de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

“A Operação Máxima Proteção reforça o compromisso da Polícia Civil com a proteção integral de crianças e adolescentes e destaca a importância da conscientização sobre os riscos e consequências do uso criminoso de ferramentas de manipulação digital”, afirmou o delegado Jean Andrade Araújo.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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