Mundo
Ben-Dror Yemini: A guerra de Israel é a guerra do Mundo livre
Publicado em
31 de outubro de 2023por
Da RedaçãoBen-Dror Yemini*
Israel está posicionada na interseção entre Jihad e o mundo livre, no cruzamento entre a indústria da morte e do mal, por um lado, e a liberdade, democracia, igualdade de gênero e direitos humanos, por outro. O mundo livre não pode perder essa batalha.
“Círculos progressistas” infiltrados no mundo acadêmico e na mídia justificam aqueles que atacam Israel e o Ocidente. Eles não são imunes à crítica, mas todas as transgressões do Ocidente e de Israel são insignificantes em comparação com a ameaça representada pelo movimento Jihadista e seus derivados à existência do mundo livre.
Chegou a hora de erguermos nossas cabeças e declararmos categoricamente: neste caso, não há simetria. Valores de moralidade se opõem a valores de imoralidade. Este é o momento da decisão: é imperativo derrotarmos o eixo do mal liderado pelo Irã, o movimento Jihadista e seus derivados, do Hamas ao Estado Islâmico, do Hezbollah ao Boko Haram.
Israel não pode carregar esse fardo sozinho. Cada pessoa, cada organização e cada país que ainda acredita nos valores da liberdade e igualdade deve participar dessa luta. Porque se as mãos de Israel estiverem atadas, se a narrativa falsa que proclama Israel como “agressor” e o Hamas como “vítima” prevalecer, isso significará a queda do mundo livre. Isso não pode acontecer.
Nos anos 1930, o mundo livre foi incapaz de reconhecer o fato de que enfrentava uma ameaça existencial. O preço foi devastador. Sessenta milhões de pessoas morreram, entre elas seis milhões de judeus que pereceram na indústria de morte mais horrível da história.
Vale a pena lembrar que em 1933, a União dos Estudantes de Oxford resolveu “Que esta Casa não lutará em circunstância alguma por seu Rei e País”. 275 estudantes apoiaram a moção, com 153 contrários. Winston Churchill entendeu as ramificações trágicas da moção e, algumas semanas após sua aprovação, rotulou-a como “Essa confissão abjeta, sórdida e vergonhosa… É um sintoma muito inquietante e repugnante…” Outras universidades seguiram o exemplo de Oxford e adotaram moções semelhantes.
Apenas nesta semana, depois que a escala das atrocidades do Hamas foi tornada pública, os Sindicatos de Estudantes da Universidade de Harvard declararam seu apoio às ações hediondas deles. A história está se repetindo?
No entanto, há uma diferença entre o passado e o presente. Nos anos 1930, ainda não estava claro que Hitler estava planejando genocídio e conquista mundial. Hoje, isso é óbvio e aparente. O Estado Islâmico não está sozinho. Líderes do Hamas já pediram no passado “a conquista de Roma, e a partir daí… as duas Américas e o Leste Europeu”, e a televisão oficial do Hamas chama Allah para matar cristãos e judeus “até o último”.
O líder sunita islâmico Sheikh Yousuf Al-Qaradhawi incita os muçulmanos “a completar o trabalho iniciado por Adolf Hitler”, e o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, determinou que “os judeus se reunirão de todas as partes do mundo na Palestina ocupada, não para trazer o anti-Cristo e o fim do mundo, mas para que Allah, o Glorificado e Altíssimo, queira salvá-los de ter que ir para os confins do mundo, pois eles se reuniram em um só lugar – e lá ocorrerá a batalha final e decisiva”.
Esses estudantes de Harvard que apoiam o Hamas deveriam estar cientes disso. Em vez de ensiná-los sobre o passado e o presente, muitos de seus professores retratam Israel como um monstro vilão e o Hamas como uma vítima inocente.
Judith Butler afirmou no passado que o Hamas e o Hezbollah são “movimentos sociais progressistas, que estão à esquerda, que fazem parte de uma esquerda global”. De maneira semelhante, o ex-líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremey Corbyn, recusou-se esta semana a condenar o Hamas. Noam Chomsky, um dos principais intelectuais do mundo, viajou ao Líbano para se encontrar com Nasrallah.
O desfile continua. Slavoj Žižek, um importante filósofo progressista, apoia o programa de armas nucleares do Irã. O filósofo italiano Gianni Vattimo defendeu o assassinato de “bastardos sionistas” e arrecadou dinheiro para o Hamas. Ele também escreveu um artigo em apoio à demanda iraniana pela extinção de Israel.
Este não é um desfile insignificante de intelectuais. Até mesmo a Associação de Estudos do Oriente Médio (MESA, na sigla em inglês) recentemente aprovou uma resolução para aderir ao movimento BDS, que apoia a extinção do Estado Judeu. Dificilmente insignificante, essa tendência progrediu para um Desfile da Vergonha dos intelectuais em apoio ao Islã-nazismo.
Uma das alegações mais ridículas, também publicada esta semana pelo jornal israelense Haaretz, intitulada “Israel não pode aprisionar dois milhões de pessoas em Gaza sem pagar um preço cruel”, é simplesmente uma hipérbole falsa. Em primeiro lugar, o Hamas não está sem dinheiro. A organização não investiu seus fundos no bem-estar civil, educação ou saúde. A organização escolheu, em vez disso, dedicar bilhões à criação de uma infraestrutura terrorista, ao estabelecimento de uma indústria de munições e a uma rede estratégica de túneis subterrâneos.
Antes do ataque, mais de 20.000 pessoas deixavam a Faixa de Gaza diariamente para trabalhar em Israel. Centenas de caminhões chegavam todos os dias para fornecer alimentos e outras provisões. Serviços públicos – água, gasolina e eletricidade – eram fornecidos regularmente. Em segundo lugar, o bloqueio foi parcial, destinado a evitar o contrabando de armas iranianas para a Faixa de Gaza. Ninguém queria o bloqueio.
Quando o Hamas venceu as eleições de 2006 e assumiu o controle da Faixa de Gaza, o “Quarteto” (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU) propôs que o governo do Hamas se comprometesse com a não violência, reconhecesse o direito de Israel existir e aceitasse os acordos de paz no Oriente Médio em vigor em troca de ajuda crucial aos palestinos.
A chanceler alemã Angela Merkel afirmou que era “inconcebível” que a União Europeia apoiasse o regime do Hamas a menos que ele condenasse o terrorismo e reconhecesse o direito de Israel existir. Levou apenas um dia para o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, rejeitar a oferta completamente.
Um ano depois, em 2007, o Hamas assumiu violentamente o controle da Faixa de Gaza, matando centenas, muitas vezes jogando oponentes de telhados. A doutrinação para a exterminação de judeus começa na idade do jardim de infância. Mais uma vez, a comunidade internacional propôs apoio em troca de mudanças na política. E mais uma vez Haniyah rejeitou a proposta.
Os contínuos lançamentos de foguetes de Gaza contra Israel em 2014 se transformaram na Operação Margem Protetora. Ministros da União Europeia propuseram ajuda em troca da “desmilitarização de todas as organizações terroristas”. Além disso, apresentaram uma proposta detalhada para uma missão especial da ONU para Gaza. O Conselho Europeu também apresentou um plano oficial, segundo o qual a ajuda estava condicionada à desmilitarização.
Mas em 2017, o novo líder do Hamas, Yahya Sinwar, deixou claro que “o Hamas nunca reconheceria Israel”. No ano seguinte, em fevereiro de 2018, no contexto do aumento das tensões na fronteira, a UE mais uma vez propôs ajuda em troca da desmilitarização. Prosperidade ou terror? Bem-estar ou indústrias de morte? Mais uma vez, o Hamas escolheu o terror.
Moshir al-Masri, um alto funcionário do Hamas, esclareceu no passado como o Hamas vê o termo “cessar-fogo”: “O dicionário da resistência define o termo ‘calma’ como preparação para a próxima campanha. Nossa resistência continuará a estocar seu arsenal e desenvolver e fabricar novos componentes surpreendentes para os novos sistemas.” E é exatamente isso que o Hamas fez.
Por que isso aconteceu? Porque o Hamas é um derivado da Irmandade Muçulmana, cujos princípios da Indústria da Morte foram definidos por seu fundador, Hassan al-Banna, em 1938. Não é bem-estar. Não é prosperidade. Não é reabilitação. Não é educação. Morte. Mas a ideologia do Hamas, sua recusa às propostas da comunidade internacional, sua insistência na continuação do bloqueio apesar do sofrimento dos residentes de Gaza não influencia a mídia do Mundo livre. Essa autoilusão equivale a autodestruição.
No mesmo dia em que o Hamas massacrou centenas de jovens israelenses celebrando no festival Nova, uma acadêmica palestino-britânica, Dra. Yara Hawari, escreveu: “A descolonização não é uma metáfora.” Ela não poderia viver um único dia sob o reinado de terror do Hamas. Ela admira o governo do Hamas por apenas um motivo. Acadêmicos só falam sobre “descolonização”. O Hamas fornece uma interpretação prática do termo porque trata do massacre de judeus.
A teoria que define o sionismo como colonialismo é uma das principais fabricações desse pensamento. Meus avós, que fugiram do Iêmen há mais de um século, eram coloniais? Ou judeus fugindo dos pogroms na Rússia? Ou sobreviventes do Holocausto que chegaram após a Segunda Guerra Mundial? O problema é que essa mentira continua a prevalecer livremente no Irã, na Jihad e entre os terroristas. Não engloba toda a mídia ocidental ou o mundo acadêmico inteiro, mas a propaganda de mentiras está destruindo o Mundo livre de dentro para fora.
Em 2014, o intelectual americano Sam Harris publicou um artigo que conclui, “A verdade é que todos nós estamos vivendo em Israel. Apenas alguns de nós ainda não perceberam.” Eu me pergunto o que precisa acontecer antes que o mundo acadêmico, a mídia e o mundo livre percebam essa verdade simples. Eventualmente, o Mundo livre entenderá. Apenas uma pergunta permanece em aberto: serão necessárias dezenas de milhões de mortes, ou o eixo do mal pode ser interrompido agora, a um preço muito menor?
*Ben-Dror Yemini nasceu em Tel Aviv, onde estudou Ciências Humanas, História e Direito. Trabalha como jornalista e é autor do livro “A Indústria de Mentiras”Fonte: Internacional
Cuiabá
World Creativity Day: Cuiabá irá sediar maior festival colaborativo de criatividade do mundo
Published
2 anos agoon
28 de fevereiro de 2025By
Alana
A Capital de Mato Grosso se prepara para receber o World Creativity Day (WCD) 2025, maior festival colaborativo de criatividade do mundo, que acontecerá de 21 a 23 de abril, em Cuiabá. O Festival acontece simultaneamente em mais de 65 cidades do Brasil e mais 3 países.
O WCD é realizado anualmente em 21 de abril, data instituída pela ONU em 2017 como o ‘Dia Mundial da Criatividade e Inovação’. O evento chega à Cuiabá como um impulsionador da inovação, do empreendedorismo e da economia criativa em um evento totalmente colaborativo por voluntários e marcas que investem no Coletivo Criativo.
Todas as atividades poderão ser acessadas gratuitamente por meio do canal oficial de cada cidade participante no aplicativo (Android e iOS), ou pela plataforma oficial do World Creativity Day na internet.
A edição cuiabana do WCD representa um avanço significativo para o setor cultural e econômico da região Centro-Oeste, promovendo conexões estratégicas, formação profissional e novas oportunidades de negócios.
Com uma programação plural e dinâmica, o festival cria um ambiente propício para troca de conhecimentos, desenvolvimento de ideias e fortalecimento de redes colaborativas.
Além disso, se posiciona como um importante mobilizador para a representatividade feminina dentro do cenário criativo, destacando essas lideranças e impulsionando a participação de mulheres no mercado.
WCD CUIABÁ
“Somos um time de profissionais que atuam diretamente na valorização da economia criativa, inovação e desenvolvimento sustentável para que o WCD seja sucesso aqui em Cuiabá”, disse a líder do evento na Capital, Lílian Oliveira
O World Creativity Day (WCD) é um festival global que promove a criatividade e a inovação como ferramentas essenciais para o desenvolvimento humano, econômico e social. A iniciativa busca estimular a troca de conhecimentos e a construção de soluções inovadoras, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
A participação de Cuiabá no WCD 2025 é um marco importante para a cidade, destacando-a no cenário internacional e conectando sua cena criativa a um movimento global de inovação.
O evento também se destaca por abranger um público variado, desde talentos emergentes até profissionais consolidados, ampliando as possibilidades de networking e desenvolvimento de novas iniciativas.
Além disso, o festival entra para um calendário de eventos de impacto na Capital, reforçando ainda mais a importância da divulgação midiática e do engajamento de toda a comunidade criativa.
PROGRAMAÇÃO E AÇÕES DO WCD CUIABÁ
O WCD Cuiabá contará com 15 ações estratégicas, distribuídas em diferentes espaços da cidade, promovendo imersão, aprendizado e experiências transformadoras.
Destacam-se:
•Concurso Cuiabá em Cores – Curadoria de Jaqueline Pessôa, incentivando a expressão artística e a identidade visual da cidade.
•Exposição Individual do Batorá na Galeria Lava Pés – Com uma ação especial em parceria com Tintas Coral, promovendo uma collab entre artistas.
•Oficina com o artista Luiz – Voltada para crianças, dentro do projeto de arte e educação de Jaqueline Pessôa.
•Oficina ministrada por Camila Pereira – Também dentro da Galeria Lava Pés, ampliando o impacto do festival na formação artística.
•Passeio Cultural Noturno.
● Palestra Show com lideranças criativas.
● World Creativity Social em parceria com os Voluntários de Elite.
● Encontros e Celebrações Colaborativas, entre outras ações, criadas por inspiradores e seus anfitriões, assim como, de mais de 20 voluntários.
Cada uma dessas ações terá um cronograma específico, com definição de local e tempo de duração disponíveis no link: https://worldcreativityday.com/brazil/cuiaba/home
Para mais informações acessem:
@_omundodelily
@worldcreativityday
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