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Trânsito violento é reflexo da imprudência dos condutores

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O Brasil está entre os cinco países com o trânsito mais violento do mundo, e Mato Grosso reflete essa realidade, chegando a ocupar a terceira posição no ranking nacional de letalidade no trânsito. O dado foi destaque em mais uma entrevista do projeto Diálogos com a Sociedade, iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso em parceria com a Rádio CBN Cuiabá. Nesta segunda-feira (31), o promotor de Justiça Kledson Dionysio de Oliveira e o comandante da Polícia Militar Sandro Lúcio Fernandes da Silva discutiram medidas para tornar o trânsito no estado mais seguro.“Trânsito é o deslocamento de qualquer cidadão no plano terrestre, seja por meio de um veículo ou a pé.” Com essa definição, o promotor de Justiça Titular da 31ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, Kledson Dionysio, iniciou a entrevista. Ele explicou ainda as diferentes perspectivas do trânsito, contrastando o seguro e o violento. “Trânsito violento é aquele que representa risco à integridade física e à vida das pessoas que se deslocam diariamente. Já o trânsito seguro é justamente o oposto: aquele que minimiza ao máximo os danos materiais e físicos ao cidadão”, afirmou.O promotor destacou que, diariamente, cerca de 90 pessoas perdem a vida em acidentes de trânsito no Brasil. As estatísticas são alarmantes, mais da metade dos atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão relacionados a essas ocorrências, 60% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) são ocupados por vítimas do trânsito e a alta demanda por cirurgias ortopédicas sobrecarrega o sistema de saúde. “Os impactos, porém, vão muito além das vítimas. O custo social dessas tragédias ultrapassa 50 milhões de reais por ano, afetando a saúde pública, a economia e a qualidade de vida da população”, ressaltou.Para o comandante da 2ª Companhia de Policiamento de Trânsito Urbano e Rodoviário, Sandro Lúcio, o principal problema não está apenas na infraestrutura, mas no comportamento dos motoristas. “Não há infração sem justificativa. Todo condutor tem uma desculpa para exceder a velocidade, usar o celular ao volante ou ignorar regras básicas. Mas essa autoconfiança pode custar vidas”, alertou.A direção sob efeito de álcool foi outro ponto de destaque no debate. Segundo o membro do MPMT, muitas pessoas ainda acreditam que existe um “limite aceitável” para beber e dirigir. “A lei é clara: a tolerância é zero. Dirigir sob efeito de álcool é crime, e muitos só percebem a gravidade da situação quando já estão sendo penalizados pelos seus atos”, enfatizou.“É importante também chamar a atenção para o pedestre. Hoje, muitos sinistros e acidentes de trânsito são causados por eles”, ressaltou o comandante. Ele fala que o uso do celular, proibido para motoristas, também representa um risco para pedestres, especialmente ao atravessar a rua. “Antes de cruzar a faixa, é fundamental verificar se o sinal está fechado e se os motoristas realmente pararam”, apontou.O promotor também destacou o papel do Ministério Público na condução de processos criminais contra motoristas infratores, atuando após a fiscalização policial. Além disso, ressaltou sua atuação essencial na mobilidade urbana, analisando o cenário, cobrando providências e garantindo medidas para tornar o trânsito mais seguro.As entrevistas do projeto Diálogos com a Sociedade seguem até o dia 11 de abril, das 14h às 15h, no estúdio de vidro localizado na entrada principal do Pantanal Shopping, com transmissão ao vivo pelo canal do MPMT no YouTube. A iniciativa é viabilizada por meio de parcerias com empresas privadas. São parceiros do MPMT nesta edição o Pantanal Shopping, Rádio CBN, Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), Unimed Mato Grosso, Bodytech Goiabeiras e Águas Cuiabá.Assista aqui à entrevista na íntegra.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Casal é condenado a 14 anos de reclusão por homicídio em Cuiabá 

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O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, na quinta-feira (2), Carolyne Beatriz da Silva e Roneclei José Mendes a 14 anos de reclusão cada um, pelo homicídio qualificado de Wesley Pinho Nardes. O Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe e mediante dissimulação e emboscada. Atuou em plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins. Conforme a sentença, a pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri também determinou a execução imediata da pena e a expedição dos mandados de prisão dos condenados. De acordo com a denúncia do MPMT, o crime aconteceu em novembro de 2020, nas proximidades da BR-364, no Distrito Industrial, em Cuiabá. As investigações apontaram que os denunciados agiram de forma premeditada e utilizaram arma de fogo para matar a vítima. Segundo apurado, Carolyne manteve um relacionamento amoroso conturbado com Wesley. Após retomar a convivência com Roneclei, pai de seus dois filhos, o casal passou a arquitetar a morte da vítima, motivado por sentimentos de vingança decorrentes dos conflitos existentes entre Carolyne e o ex-companheiro.Conforme a denúncia, Carolyne entrou em contato com Wesley e o convenceu a encontrá-la, simulando uma reaproximação. Em seguida, conduziu a vítima de motocicleta até um local ermo às margens da rodovia, onde Roneclei já aguardava. No local, Wesley foi surpreendido pela emboscada e atingido por disparos de arma de fogo, morrendo em decorrência dos ferimentos. O corpo foi encontrado dois dias depois, às margens da BR-364.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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