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Proteção ao idoso passa por sistematização do atendimento, diz promotor

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Mato Grosso possui várias instituições dedicadas à defesa do idoso, mas a rede de proteção ainda não tem um atendimento sistematizado, o que tem gerado pluralidade de atuação. Em muitas situações, a exemplo das denúncias que chegam pelo disque 100, a violação de direito a um determinado idoso é tratada ao mesmo tempo e de formas diversas por várias instituições, dificultando a solução do problema e causando desperdício de tempo e recursos. A reflexão partiu promotor de Justiça Claudio Cesar Mateo Cavalcante, nesta quinta-feira (05), em mais uma rodada de entrevistas do projeto “Diálogos com a Sociedade”.

O promotor de Justiça defendeu a criação e padronização de fluxos de atendimento para o fortalecimento da rede de proteção ao idoso em Mato Grosso. Ele participou da entrevista realizada no estúdio “bolha” montado no Shopping Estação Cuiabá com a presidente da Fundação Abrigo Bom Jesus, Márcia Ferreira.

“Nós precisamos criar mecanismos de atuação semelhantes aos que já existem nas redes de proteção às crianças e às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar”, destacou o promotor de Justiça.

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A sistematização do atendimento, segundo ele, trará agilidade, eficiência e evitará desperdícios. “Estamos trabalhando nesse momento para organizar tudo isso, provavelmente com a utilização de algum software. É importante que todas as instituições saibam o que cada uma está fazendo. A rede tem funcionado, mas precisa ser aprimorada”, enfatizou.

A presidente do Abrigo Bom Jesus falou sobre o trabalho realizado pela fundação e destacou que a sociedade é a principal mantenedora da unidade. Chamou a atenção para o Projeto de Lei º 1.849/2019, que tramita na Câmara Federal visando à alteração de dois artigos do Código Civil para garantir que as instituições de longa permanência sejam beneficiárias da herança do idoso que falecer e não tiver deixado familiares.

Ela explicou que, atualmente, 70% da aposentadoria do idoso ficam na instituição e os outros 30% vão para uma conta do aposentado para aquisição de materiais que não sejam de uso coletivo. “Quando o idoso morre e nenhum familiar atende ao chamamento, o dinheiro que está em sua conta vai automaticamente ao governo federal. O projeto de lei busca assegurar que esse dinheiro fique na instituição para ajudar no cuidado de outros idosos”.

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O projeto, segundo ela, propõe ainda a redução do prazo para o chamamento da família que hoje é de cinco anos e passaria a ser apenas dois.

Única Instituição de Longa Permanência em Cuiabá, a Fundação Abrigo Bom Jesus atende atualmente 96 idosos e deve fechar o mês de setembro com a inclusão de mais quatro. A fila de espera por vagas é de quase 60 idosos.

Assista aqui à íntegra da entrevista.

São parceiros da campanha Diálogos com a Sociedade: Shopping Estação Cuiabá., ZF Comunicação, TV Centro América, Áster Máquinas, Rádio CBN Cuiabá, Ditado Produções e Eventos, Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac), Bodytech Shopping Goiabeiras, Energisa Mato Grosso, Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), Amaggi, Todimo, Ginco, Plaenge, Comper, Brasido, Bom Futuro, Aposoja, Café e Prosa e Divino Amor.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Réu que tentou matar ex diante das filhas é condenado a 23 anos

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, na última quinta-feira (7), Alessandro Ivo de Moraes a 23 anos e 4 meses de reclusão por tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira.
O crime ocorreu em 25 de maio de 2025, na residência da vítima, na presença das cinco filhas do casal, todas menores de idade. Segundo as investigações, inconformado com o término do relacionamento, o réu invadiu o imóvel, utilizou uma faca e atacou a vítima. A filha mais velha, então com 17 anos, tentou proteger a mãe e também foi ferida.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público. O réu permanecerá preso, e o juiz presidente, Pierro Mendes, determinou o início imediato do cumprimento da pena.
O promotor de Justiça que atuou no Tribunal do Júri, César Danilo Novais, ressaltou que a decisão reafirma o compromisso institucional no enfrentamento à violência contra a mulher e na proteção à vida. Segundo ele, o julgamento também representa um marco para a comarca, sendo a primeira condenação com base na Lei nº 14.994/2024, que tipificou o feminicídio como crime autônomo no Código Penal.
“A sociedade não aceita o inaceitável. A vida é inviolável. Todas as vidas importam. As vidas das mulheres também. Chega de violência sanguinária.”
Segundo o promotor, o julgamento representa um marco para a comarca, sendo a primeira condenação com base na Lei nº 14.994/2024, que tipificou o feminicídio como crime autônomo no Código Penal

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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