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Promotora de MT fala sobre ameaças ao Pantanal em congresso brasileiro

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso está participando do XXI Congresso Brasileiro do Ministério Público de Meio Ambiente, de 18 a 20 de abril de 2023, em Bonito (MS). Este ano, o evento traz o tema o “Meio Ambiente e Atividades Econômicas: instrumentos positivos e a atuação do Ministério Público”. A instituição é representada pelo procurador de Justiça titular da Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística, Luiz Alberto Esteves Scaloppe, e pelos promotores de Justiça Ana Luiza Avila Peterlini de Souza, da 15ª Promotoria Cível de Defesa do Meio Ambiente Natural, e Carlos Eduardo Silva, da 29ª Promotoria Cível de Defesa da Ordem Fundiária.

O Congresso é uma realização da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), com correalização do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS), e o apoio institucional do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Rede Latino-Americana de Ministério Público Ambiental, entre outras instituições. A abertura oficial ocorreu na noite de terça-feira (18) com a presença de mais de 300 participantes entre membros do MP, magistrados, advogados e representantes de empresas e indústrias, de organizações não governamentais, do meio acadêmico e de órgãos públicos ambientais.

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Nesta quarta-feira (19), a promotora de Justiça Ana Luiza Avila Peterlini de Souza foi uma das expositoras do primeiro painel do evento, com o tema “Pantanal sob ameaça: Caminhos para a sua sobrevivência”. Ainda pela manhã, foi debatido o assunto “Mudanças Climáticas e modelos de produção agrícola”. A programação inclui ainda painéis sobre “Instrumentos de planejamento territorial e a governança ambiental”; “Paisagem e Direito”; “Responsabilidade Ambiental Empresarial: Um dever de todos”; “Vida silvestre e cidades inteligentes”; “Logística reversa de resíduos e o novo marco do saneamento”; e “Planejamento territorial urbano e a resiliência das cidades”.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT investiga contratações temporárias na Educação

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A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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