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MPMT homenageia parceiros do projeto Reconstruindo Sonhos em novembro  

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Execução Penal, realizará, no dia 19 de novembro, às 17h, a 3ª edição do Prêmio Dimas, na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. A premiação reconhece o trabalho de instituições, voluntários, servidores e integrantes do MPMT que contribuíram com o projeto Reconstruindo Sonhos ao longo de 2025 e promoveram ações voltadas à ressocialização de pessoas privadas de liberdade.O evento será promovido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), com patrocínio da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT) e Café da Vovó Rosa. A cerimônia contará com a presença do procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa, promotores de Justiça e representantes das instituições parceiras.A abertura oficial será conduzida pela coordenadora do projeto, procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente. Após a apresentação dos resultados alcançados pelo projeto em 2025, será realizada a premiação. Saiba mais – O Prêmio Dimas carrega um forte simbolismo. O nome faz referência ao homem crucificado ao lado de Jesus, que demonstrou arrependimento e fé nos momentos finais de vida. A história de Dimas representa a possibilidade de reconstrução e transformação, mesmo após os erros cometidos, e inspira o propósito do projeto Reconstruindo Sonhos.Desde seu lançamento, em setembro de 2021, o projeto tem promovido ações de ressocialização em unidades prisionais de Mato Grosso, com foco na redução da reincidência criminal e na reinserção social dos reeducandos. A iniciativa é dividida em duas etapas: a primeira, chamada “Ampliação da compreensão do sentido da vida”, consiste em encontros semanais sobre temas como valores, espiritualidade, família, comunicação e planejamento. A segunda etapa oferece cursos profissionalizantes em parceria com diversas instituições de ensino.Coordenado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o projeto conta com parceria do Governo do Estado, Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPMT), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Fundação Nova Chance (Funac), Instituto Ação Pela Paz, Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT),Conselho da Comunidade de Execução Penal de Cuiabá e Nova Acrópole Cuiabá.Edições anteriores – O Prêmio Dimas já reconheceu centenas de pessoas e instituições que contribuíram com o projeto Reconstruindo Sonhos. Em sua primeira edição, realizada em 2023, foram homenageadas 29 instituições parceiras e unidades prisionais, além de 130 voluntários e apoiadores que receberam pins como forma de agradecimento pelo trabalho desenvolvido. No ano seguinte, em 2024, a premiação contemplou 122 voluntários, 11 instituições parceiras e 13 unidades prisionais.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Plantonista de clínica terapêutica é denunciado por morte de paciente

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A 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá denunciou, na segunda-feira (6), O. R. de S. pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual. Assinada pela promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, A a denúncia se refere à morte de Alessandro Sidinei Braga, paciente da Clínica Terapêutica Pró Vida, na capital, ocorrida em maio deste ano nas dependências da unidade. O denunciado, que atuava como plantonista da clínica, encontra-se atualmente custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE).De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Alessandro era dependente químico, diagnosticado com esquizofrenia, e estava acolhido na instituição para tratamento. Segundo as investigações, os pacientes com esquizofrenia e mais agitados ficavam trancados durante a noite em um cômodo conhecido como “quartão”, cuja chave ficava sob responsabilidade do plantonista.Na noite de 30 para 31 de maio de 2026, Alessandro apresentou comportamento agitado, com gritos, batidas na porta do quarto e pedidos por medicação para dormir. Em razão da situação, os demais internos acionaram o plantonista, que entrou no cômodo para contê-lo. Conforme a denúncia, O. R. de S. teria submetido a vítima a sucessivas agressões físicas, incluindo manobras de estrangulamento, além de tapas e chutes. Por volta das 3h, Alessandro voltou a demonstrar agitação. O plantonista então teria realizado nova contenção física, levando a vítima novamente à perda de consciência. Em seguida, ela foi amarrada com os braços para trás por meio de uma corda e permaneceu imobilizada durante a madrugada. As práticas de violência teriam sido presenciadas por outros internos que, além de pacientes da clínica, atuavam como “monitores” em apoio aos plantonistas.A denúncia sustenta ainda que, aproveitando-se da impossibilidade de reação da vítima, que já estava contida, o plantonista a matou por estrangulamento utilizando um cinto. O laudo de necropsia apontou que Alessandro morreu em decorrência de estrangulamento, que causou uma grave lesão interna na região do pescoço.De acordo com a promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, o homicídio foi praticado por motivo fútil, em razão do comportamento alterado apresentado pela vítima durante a noite. A denúncia também atribui as qualificadoras de emprego de asfixia e de recurso que dificultou a defesa da vítima, que estava imobilizada no momento da ação.O denunciado foi acusado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual, com incidência das agravantes relacionadas à violação do dever inerente ao ofício e ao fato de o crime ter sido praticado contra pessoa enferma. Os delitos foram denunciados em concurso material e com as implicações da Lei dos Crimes Hediondos.Simulação de suicídio – Na denúncia, o Ministério Público relatou ainda que, na manhã seguinte do crime, o denunciado informou aos funcionários da clínica ter encontrado Alessandro em uma situação compatível com suicídio por enforcamento. Entretanto, as investigações apontaram que a cena teria sido alterada para sustentar essa versão. O laudo pericial concluiu que os vestígios identificados não davam suporte técnico à hipótese de suicídio, destacando a existência de sinais de contenção física e alterações na disposição original dos elementos presentes no ambiente.Irregularidades na clínica – Durante as investigações, o proprietário da clínica foi intimado a apresentar documentos como livros de ocorrência, receitas médicas, escalas de serviço, relação de pacientes e contratos de profissionais responsáveis pelo atendimento. Conforme a denúncia, os documentos não foram apresentados.Além disso, relatório elaborado pela Vigilância Sanitária identificou 60 irregularidades no estabelecimento. O documento aponta que a clínica operava em desacordo com as normas sanitárias vigentes, apresentava deficiência de profissionais e oferecia condições consideradas inadequadas para a assistência e segurança dos residentes.

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Foto: Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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