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Eleição ocorre dentro da normalidade com acompanhamento efetivo do MPMT

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Em Mato Grosso, 755 conselheiros tutelares foram eleitos neste domingo (01). Os candidatos que participaram do pleito e não conquistaram as primeiras colocações ficarão como suplentes. A fiscalização da eleição ficou a cargo do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e contou com o envolvimento de mais de 80 promotores e promotoras de Justiça.

De acordo com informações do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude, 98 municípios realizaram a eleição com uso de urnas eletrônicas e 45 com urnas de lona. “O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) realizou um excelente trabalho, todas as pessoas envolvidas estavam disponíveis para o diálogo e extremamente solícitas do início ao fim do processo. Até o presente momento, não houve nenhuma nulidade que ocasionasse o cancelamento da eleição”, ressaltou o promotor de Justiça Nilton Cesar Padovan, coordenador do CAO da Infância e Juventude.

O titular da Procuradoria de Justiça Especializada da Criança e do Adolescente, Paulo Roberto Jorge do Prado, também enalteceu a importância do trabalho realizado em todo o estado. “A atuação alinhada dos promotores e promotoras de Justiça contribuiu para a tranquilidade do pleito, que ocorreu dentro da normalidade e com toda a transparência necessária”, enfatizou o procurador de Justiça.

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Na Capital, município com maior número de conselhos, ao todo são seis, sendo cada um com cinco membros, o processo contou com a participação maciça de eleitores. De acordo com a promotora de Justiça Daniele Crema da Rocha, 24.439 pessoas foram às urnas no domingo.

“O grande número de eleitores decorre do aumento da divulgação da campanha pelos próprios candidatos e, ainda, pela conscientização da população que se fez presente por reconhecer a importância do trabalho dos conselheiros tutelares e a necessidade de termos bons conselheiros”, ressaltou a promotora de Justiça.

Em Sinop, município distante 500 km de Cuiabá, foram eleitos 10 conselheiros tutelares, que atuarão nos dois conselhos existentes na cidade. O processo eleitoral também transcorreu dentro da normalidade, com a participação de 6.599 eleitores.

Conforme levantamento preliminar realizado junto aos promotores e promotoras de Justiça, o número de votos válidos no processo da escolha superou as expectativas. Em São José do Rio Claro foram  840 votantes, Cláudia (869), Nova Maringá (558), União do Sul (783), Jauru (1.341), Pedra Preta (1.100), Santa Rita do Trivelato (345), Juara (913), Vila Bela da Santíssima Trindade (1.470), Porto Esperidião (858), Colíder (1.123), Alto Boa Vista (746), Alta floresta (1559), Porto Alegre do Norte (2230), Querência (1033), Cáceres (2.634), Barra do Bugres (1.605), Mirassol D´Oeste (2.045), Dom Aquino (1399), Jaciara (1193), São Pedro (1.491), Juscimeira (1.344), Pontes e Lacerda (1.729), Conquista D´Oeste (475), Curvelândia (795), Matupá (740), Cuiabá (24.439), Acorizal (2.079), São Félix do Araguaia (1.101) e Novo Santo Antônio (692).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP requer intervenção judicial no Sistema Autônomo de Água e Esgoto

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 km de Cuiabá) ajuizou uma Ação Civil Pública contra o Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e o Município, requerendo, em caráter liminar, a intervenção judicial na autarquia, com a adoção imediata de medidas de reestruturação para evitar o agravamento da crise administrativa, financeira e operacional do órgão.O Ministério Público também solicitou que a Justiça determine, em caráter de urgência, a realização de uma auditoria completa e a elaboração de um plano emergencial de ação e reestruturação, com metas e cronograma, no prazo de 90 dias. Além disso, requereu a nomeação de um interventor judicial para acompanhar e fiscalizar a execução das medidas, bem como a obrigação de o município reforçar o orçamento do SAAE para viabilizar a recuperação do sistema.A medida foi adotada após a identificação de problemas recorrentes na prestação do serviço, como interrupções frequentes no fornecimento de água, demora no restabelecimento e falhas na comunicação com a população. Também foram constatadas dificuldades no atendimento ao público e deficiências na estrutura do sistema.Um dos principais pontos apontados na ação é o crescimento da dívida do SAAE com a concessionária de energia elétrica, que já ultrapassa R$ 27 milhões. Segundo o Ministério Público, o aumento ocorreu após a ampliação do sistema de abastecimento sem o planejamento adequado para custear o elevado consumo de energia.De acordo com a apuração, a autarquia não implementou medidas suficientes para equilibrar as contas, como revisão tarifária, controle de despesas e aprimoramento da gestão, o que resultou no acúmulo de débitos e no comprometimento da capacidade financeira do serviço.A investigação também identificou falhas administrativas, como ausência de planejamento, desorganização interna e deficiência na transparência. O site oficial do SAAE, por exemplo, não disponibiliza informações atualizadas, dificultando o acompanhamento pela sociedade.Na área de pessoal, foi verificada a predominância de contratações temporárias, além de problemas na execução dos serviços e na gestão operacional.Outro ponto destacado é a ausência de registro adequado da dívida nos demonstrativos contábeis, o que comprometeu o planejamento financeiro e a transparência das contas públicas ao longo dos anos.Diante desse cenário, o Ministério Público busca na Justiça não apenas a reorganização do SAAE, mas também garantir equilíbrio financeiro, melhoria na gestão e continuidade na prestação do serviço essencial de abastecimento de água e expansão do serviço para coleta e tratamento de esgoto.Para o promotor de Justiça responsável pelo caso, a situação exige resposta imediata. “Não é aceitável que a população enfrente constantes interrupções em um serviço essencial em razão de falhas administrativas e falta de planejamento. A atuação do Ministério Público visa assegurar uma gestão eficiente, transparente e capaz de garantir o abastecimento regular de água para todos”, destacou Leandro Volochko.Autor da foto: Guilherme Favin.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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