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Campanha ganha as telas do cinema em shopping da Capital

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A campanha de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista, desenvolvida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e parceiros, ganhou espaço na segunda edição do Festival Cinegastroarte Itinerante, realizado entre os dias 18 a 21 de abril, em Cuiabá.

Quem passou pela sala VIP no cinema do Shopping Estação teve a oportunidade de assistir ao vídeo da campanha, além de experimentar sensações emocionantes com a imersão no universo do cinema e da gastronomia. O evento contou com a participação e a criatividade de chefs renomados e seus menus elaborados com inspiração nos filmes.

 “Para levar a informação sobre o Transtorno do Espectro Autista ao maior número de pessoas e vencermos o preconceito, temos buscado várias parcerias. Conseguimos este espaço com a Aster Máquinas, apoiadora da nossa  campanha, e também parceira do festival”, destacou a subprocuradora-geral de Justiça administrativa do MPMT, Claire Vogel Dutra.

Na reta final: Segundo a subprocuradora-geral, a campanha chega na sua última semana com repercussão considerável. Outdoors foram colocados em pontos estratégicos em várias avenidas da Capital. A mensagem também está sendo veiculada nos ônibus (busdoor), monitores internos e em painéis de led. Um vídeo sobre a campanha também está sendo exibido gratuitamente pela TV e rádio Centro América.

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Ainda como parte da iniciativa, todas as quartas-feiras, das 9h às 10h, está sendo veiculado um programa na Rádio CBN Cuiabá, parceira da iniciativa, com entrevistas sobre a temática. Também apoiam a campanha, as empresas Amaggi, Ginco, Áster Máquinas John Deere, Grupo Bom Futuro e Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA).

Nesta sexta-feira (26), será realizado o 1º Encontro do Ministério Público de Mato Grosso sobre Autismo e Inclusão. Com carga horária de oito horas, o encontro será transmitido pelo canal do MPMT no YouTube. Acesse aqui a programação do evento.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Fronteiras

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Meu pai dizia que não havia fronteiras, embora falassem de fronteira entre municípios, estados e países; mesmo que falassem das fronteiras entre as gentes, e até das fronteiras dentro da gente, da fronteira entre o cérebro e o coração, entre sentimento e a razão, nada é como uma linha, uma cerca, uma coisa traçada com régua.Aqui nas fronteiras em que vivo pude ver com os olhos, na verdade com o corpo inteiro, que a fronteira, muitas vezes representada nos mapas como uma linha fina e precisa, traçada com régua, parece sugerir algo fixo, claro e objetivo. No entanto, essa imagem cartográfica é uma abstração simplificadora que pouco revela sobre a complexidade real das fronteiras. Na prática, elas são zonas camufladas — espaços vivos, dinâmicos e ambíguos, onde ocorrem trocas, conflitos, negociações e convivências. São regiões espessas, pulsantes, que desafiam a rigidez das linhas desenhadas sobre a fria cartografia e conceitos prontos dos manuais.Todos os traçados criados pelo ser humano não são como uma simples linha divisória, são como uma região biossocial, lugar envolvido, onde as gentes interagem e se misturam. Onde as coisas todas dentro da gente interagem e se misturam.As fronteiras são lugares simbólicos e funcionais, regulando fluxos, poderes e pertencimentos. As regiões fronteiriças oscilam, tremem, abrigam gentes distintas e interesses múltiplos.Não se entende fronteiras olhando mapas, mas vivendo nelas. Pense na régua e na vida, amigo leitor. A fronteira não separa – ela mistura, tensiona e transforma.Viver nas fronteiras é aprender se sustentar na ambiguidade e na ambivalência. É conviver com o inacabado, fora e dentro. Reconhecer que a identidade não é tão fixa, que o coração e a razão não estão distantes. O sujeito fronteiriço aprende, muitas vezes sem nomear, que ser é também estar em trânsito e saber-se incompleto.*Emanuel Filatirga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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