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Água para o Futuro capacita técnicos em Nossa Senhora do Livramento

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso promoveu a primeira capacitação em confirmação e caracterização de nascentes deste ano, de 23 a 26 de janeiro, no município de Nossa Senhora do Livramento (a 40km da capital). Solicitado pela 4ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, o curso integra as atividades do projeto Água para o Futuro.

Durante o evento, os técnicos locais foram treinados para realizar, de maneira autônoma, a proteção das nascentes. A capacitação abrangeu uma parte teórica, na qual foram detalhados os procedimentos metodológicos utilizados pelo projeto Água para o Futuro, assim como os requisitos técnicos e materiais necessários para as atividades de campo.

Segundo o coordenador do Água para o Futuro, procurador de Justiça Gerson N. Barbosa, a implementação do projeto em Livramento é crucial para a preservação do Pantanal, considerando que o município é um portal desse ecossistema. O procurador destacou a importância da proteção das bordas do Pantanal para a conservação de sua diversidade cultural e biológica.

Durante a semana, as equipes técnicas visitaram mais de 10 locais de prospecção de nascentes e constataram que muitos desses pontos estão atualmente sem água. Alguns desses locais são marcos históricos de captação no município e, este ano, estão secos devido principalmente à escassez de chuvas.

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O biólogo Abílio Moraes, técnico do projeto Água para o Futuro, observou que a falta de chuvas, associada aos processos de degradação, está impactando negativamente a disponibilidade hídrica na região. Ele destacou a remoção da vegetação nativa, processos erosivos, assoreamento, pisoteio de gado, entre outros fatores de degradação.

A promotora de Justiça Michelle de Miranda Rezende Villela, titular da 4ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, ressaltou que a ação é resultado de intensa articulação com a administração municipal, que concordou de forma consensual em assinar o protocolo de intenções e disponibilizar os técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para realizar o mapeamento e a caracterização das nascentes. A promotora enfatizou que essa parceria é fundamental para fortalecer as ações em prol da preservação ambiental no município.

Balanço – O ano de 2023 foi marcado pela expansão do projeto Água para o Futuro para municípios do interior de Mato Grosso. Intitulada de Interiorização, a iniciativa do MPMT consiste em levar a expertise técnica do projeto na capital para municípios onde os promotores de Justiça demonstraram interesse na execução de ações para a proteção e busca da recuperação de nascentes. As ações se concretizam por meio de articulações locais, capacitações teóricas e trabalhos de campo visando a confirmação e caracterização de nascentes. 

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Em 2023 o projeto foi levado para mais oito municípios (Figueirópolis D´Oeste, Alto Garças, Lambari D´Oeste, Rio Branco, Colíder, Primavera do Leste, Nossa Senhora do Livramento e Nobres), além da manutenção dos trabalhos em Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Tangará da Serra. No decorrer do ano, foram confirmadas e caracterizadas 144 novas nascentes, sendo 11 em Cuiabá e 133 nos municípios do interior do estado. 

Também houve a participação constante dos técnicos em audiências junto aos promotores de Justiça, além de diversas apresentações e palestras em escolas, reuniões de trabalho e eventos. O projeto capacitou 40 profissionais nos municípios de Alto Garças, Primavera do Leste, Lambari D´Oeste, Rio Branco e Nobres em confirmação e caracterização de nascentes.

Foram expedidas 98 manifestações técnicas relacionadas a nascentes degradadas ou nascentes em recuperação. Estas manifestações subsidiam os promotores de Justiça em ações de busca da reparação de danos ambientais.

Desde o ano de 2016 o projeto Água para o Futuro já confirmou e caracterizou 612 nascentes, sendo 295 em Cuiabá e as demais 317 confirmadas por meio do projeto “Água para o Futuro – Interiorização” em outros 19 municípios.

Fotos: Projeto Água para o Futuro

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri condena réu a 48 anos por feminicídio e homicídio qualificado

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O Tribunal do Júri da Comarca de São José dos Quatro Marcos (315 km de Cuiabá) condenou, nesta quarta-feira (22), Millykovik de Almeida Pereira a 48 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado. O réu foi responsabilizado por duplo homicídio qualificado, sendo um deles reconhecido como feminicídio, cometido no contexto de violência doméstica e familiar, com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes, que representou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) durante a sessão plenária e sustentou a tese acusatória, defendendo o reconhecimento das qualificadoras descritas na denúncia.De acordo com a acusação, o crime ocorreu na madrugada do dia 26 de junho de 2025, por volta das 3h40, em uma residência localizada na Rua Fortaleza, nas imediações do Mini Estádio Municipal de São José dos Quatro Marcos. As vítimas foram Marielly Ferreira Campos, de 16 anos, companheira do réu, e Wallisson Rodrigo Scapin Gasques, de 25 anos.Conforme apurado nas investigações, o réu mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente, mas tinha conhecimento de que ela também se envolvia afetivamente com a outra vítima, situação que já havia motivado desentendimentos anteriores. Na madrugada dos fatos, ao se dirigir até a residência onde Marielly se encontrava, Millykovik de Almeida Pereira flagrou a jovem e Wallisson juntos em um dos cômodos da casa.Dominado por intenso sentimento de raiva, ciúmes e inconformismo, o acusado empunhou uma faca e desferiu diversos golpes contra as duas vítimas. O Ministério Público sustentou que o ataque ocorreu de forma repentina, durante a madrugada, em ambiente fechado, impedindo qualquer possibilidade de defesa ou reação das vítimas.Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo o feminicídio em razão da condição do sexo feminino da vítima Marielly, no contexto da violência doméstica e familiar, além do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas.Diante da gravidade dos fatos, o Juiz Presidente fixou a pena em patamar elevado, determinando o cumprimento em regime fechado e a manutenção da prisão do réu.“Trata-se de uma condenação que reafirma o compromisso do sistema de Justiça com a proteção da vida das mulheres e com o enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além disso, a pena aplicada reflete a gravidade dos fatos e a forma covarde como o crime foi cometido”, destacou o promotor de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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