Ministério Público MT

Acusados de aplicar golpe contra idoso em Goiás é preso em MT pelo Gaeco

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Duas pessoas foram presas em Cuiabá e Várzea Grande, nos bairros Pedra 90 e Jequitibá, pela prática do crime popularmente conhecido como “golpe do novo número” cometido contra pessoa idosa. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça de Goiás e cumpridas nesta terça-feira (17) com o apoio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Mato Grosso. As investigações são conduzidas pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC/GREF) do Estado de Goiás.

De acordo com a Polícia Judiciária Civil de Goiás, os alvos são investigados pela prática dos crimes de estelionato majorado na forma continuada, praticado por meio eletrônico, contra pessoa idosa (art. 171, § 2º-A e 4º c/c art. 71do CP) em contexto de associação criminosa (art. 288 do CP). Na ocasião, também foram cumpridos ordens de sequestro de bens e valores.

O “golpe do novo número” ocorre por meio de aplicativo de mensagem instantânea. O golpista entra em contato com a vítima, passando-se por um familiar ou amigo, geralmente valendo-se de uma foto desta pessoa no perfil. Em seguida, afirma que está utilizando um número novo e cria uma necessidade com o fim de justificar o pedido de transferência/depósito de determinada quantia nas contas bancárias indicadas. Ludibriada, a vítima acede aos pedidos e efetua os depósitos, descobrindo o fraude, apenas, após a consumação do prejuízo, com o saque do numerário na conta favorecida.

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Segundo a PJC, no caso em tela, os contatos realizados pelos criminosos se estenderam por dois dias consecutivos, resultando, ao final, na realização de sete depósitos bancários de quantias distintas, ocasionando considerável prejuízo à vítima, que à época, contava com 76 anos de idade.

Os investigados encontram-se a disposição da Justiça e as apurações continuam no intuito de elucidar o envolvimento de outras pessoas na prática criminosa, além da existência de outras vítimas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

MPMT investiga contratações temporárias na Educação

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A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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