Mato Grosso

Vigia Mais MT auxilia na recuperação de caminhonete furtada em menos de duas horas após o crime

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Com apoio do programa Vigia Mais MT, uma caminhonete Ford F4000 foi recuperada na manhã desta quinta-feira (16.4), em menos de 2 horas depois do furto, após ação integrada das forças de segurança na região metropolitana de Cuiabá.

Para o proprietário do veículo, Fábio Serafim, a rápida recuperação evitou um prejuízo significativo e reforçou a confiança no sistema de monitoramento do Governo de Mato Grosso.

“Essa caminhonete é usada para trabalho e não tinha seguro. Seria um prejuízo de cerca de R$ 200 mil, se fosse recuperada. Hoje eu vejo que o sistema realmente funciona e ajuda a proteger o nosso patrimônio”, afirmou.

O furto ocorreu por volta das 7h20, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, no estacionamento de atacadista no bairro Tijucal, em Cuiabá. Minutos após o registro da ocorrência, o veículo foi identificado pelo sistema de monitoramento em Várzea Grande.

Com o alerta gerado em tempo real, as informações foram repassadas às equipes do 4º Batalhão da Polícia Militar, que iniciaram as buscas e a recuperaram na Avenida Mário Andreazza, por volta de 8h.

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O suspeito foi detido e encaminhado à Delegacia da Polícia Judiciária Civil, juntamente com a caminhonete, para as providências legais cabíveis.

O Vigia Mais MT

Atualmente, 130 municípios aderiram ao Vigia Mais MT, com 19.900 câmeras entregues, sendo 15.900 em operação no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

*Sob supervisão de Willian Silva

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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