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Reconhecimento, emoção e gratidão marcam homenagens aos servidores do Poder Judiciário

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Em um cenário repleto de emoção e gratidão, a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva reverenciou aqueles que dedicaram décadas de suas vidas ao serviço público durante um evento especial: a Aposentadoria Humanizada, realizada na tarde desta sexta-feira (27 de outubro), em comemoração ao Dia do Servidor. Na celebração, não apenas os aposentados foram homenageados, mas também todos os servidores ativos, cujo trabalho incansável tem sido a engrenagem do Judiciário, e receberam o reconhecimento que merecem.
 
O evento, realizado pela Coordenadoria de Gestão de Pessoas do TJ no auditório Gervásio Leite, em Cuiabá, estava lotado e o local, com cores suaves, com a transmissão de fotos dos servidores aposentados, ao som ao vivo da violinista Fernanda Pavan, deu o tom da homenagem e da mistura de sentimentos de alegria e dever cumprido e emoção.
 
Na cerimônia, a presidente Clarice Claudino ressaltou o quanto cada servidor é importante para o Poder Judiciário, seja os que estão no ciclo da aposentação, sejam os ativos, destacando o sentimento de pertencimento de cada um que integra a Justiça estadual. A menção está ligada a uma das prioridades da gestão que é justamente a valorização do público interno.
 
“Gostaria que todos se sentissem felizes e orgulhosos por serem servidores do Judiciário. Essa é a sensação que nos move a trabalhar e a fazer uma saudação de carinho e valorização. A nossa esperança é que esse estímulo, essa valorização, esse cuidado com as pessoas, que é uma das metas da gestão e que tem sido bastante priorizado, reflita realmente na prestação institucional. Eu tenho certeza que as pessoas quando se sentem mais pertencentes ao seu local de trabalho e também se sentem valorizadas, elas tendem a ter um aumento de produtividade ou pelo menos um aumento na qualidade de vida no trabalho. E é isso que nós pretendemos.”
 
“Acredito que os servidores que já estão partindo para a inatividade também necessitam desse reconhecimento. Eles são pessoas importantes e fazem parte da nossa história. O Tribunal de Justiça está chegando aos seus 150 anos e cada um desses servidores faz parte dessa história. E é preciso que todos eles se sintam reconhecidos, prestigiados. Por isso a nossa alegria de estar hoje aqui comemorando”, afirmou a magistrada que elencou todos os avanços concedidos em 10 meses de gestão para os servidores do Judiciário.
 
Durante a solenidade foram entregues placas e carteirinhas de aposentados a 22 servidores presentes no evento que iniciam essa nova fase em suas vidas, num total de 62 servidores que encerram o ciclo no Judiciário. Alguns, vindos de comarcas do interior especialmente para receber a homenagem e o reconhecimento. Como é o caso do servidor Zeno Viegas de Pinho, da Comarca de Barra do Bugres, que desempenhou suas atividades por 35 anos, 3 meses e 24 dias.
 
“Faz 35 anos que sou feliz por fazer parte do Judiciário. É um reconhecimento para todos nós e estou muito feliz por isso. Graças a Deus a missão foi cumprida”, afirmou o, agora, aposentado.
 
Da Comarca de Mirassol D’Oeste, a servidora Isabel Soratto de Castro, dedicou 22 anos, 2 meses e 2 dias ao Poder Judiciário de Mato Grosso e disse estar muito feliz por participar desse momento. “É muito bom estar aqui e ter o reconhecimento de tudo que a gente batalhou, demos o nosso sangue pelo Poder do Judiciário, é gratificante. Eu comecei fazendo limpeza e depois trabalhei em cartório. Tenho muito orgulho de ter feito parte do Poder Judiciário. Hoje eu estou feliz e eu sinto que o dever foi cumprido”, falou.
 
O momento da entrega das placas e carteirinhas foi especial e carregado de simbolismo. Cada placa não é apenas um pedaço de metal gravado, mas sim uma homenagem palpável a anos de dedicação e conquistas. Cada carteirinha não é apenas um cartão de identificação; é um testemunho de uma jornada profissional e do legado que cada servidor deixa registrado.
 
A cerimônia também se tornou uma oportunidade para reconhecer os servidores ativos, uma vez que contribuem diariamente para tornar o Poder Judiciário mais acessível, célere e moderno. 
 
Reconhecimento – Presente na solenidade, a vice-presidente do TJ, desembargadora Maria Erotides Kneip falou sobre a importância que o servidor tem, não somente para o Poder Judiciário, mas para a construção de um mundo melhor.
 
“A vida é assim, nós crescemos e vamos procurar a nossa missão, a nossa função, o nosso serviço. Todos nós que estamos aqui procuramos voluntariamente o Poder Judiciário de Mato Grosso. Isso nos une, isso nos faz um, nos faz uma irmandade e uma família. Mas não viemos para cá para ficar para sempre, como não viemos no mundo para permanecer. Temos um tempo, um ciclo, um momento. E afinal de contas, para que? Somente para cumprirmos essa missão e função que viemos exercer? Não acredito que seja só por isso. Com certeza quando o Criador nos uniu pela escolha do nosso trabalho ele pensou em algo muito maior. O servidor do Poder Judiciário não vem trabalhar somente para cumprir processos ou fazer audiências. Ele vem aqui porque precisamos construir um mundo melhor, de paz, fortalecer o arquétipo da justiça. Cada momento que estivermos no trabalho, estávamos sim construindo um mundo melhor.”
 
 
O corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva falou do dia especial celebrado para todos os servidores. “É o reconhecimento do Dia do Servidor e, acima de tudo, prestando as nossas homenagens e gratidão àqueles servidores que hoje estão indo para a inatividade em decorrência da aposentadoria, dado o longo tempo de contribuição ao Poder Judiciário em prol do cidadão mato-grossense. Nossas homenagens a todos os servidores, nosso reconhecimento. A gestão da desembargadora Clarice Claudino é focada na valorização dos servidores. Todos nós sentimos que ela tem dado todas sua força de trabalho profissional em prol dos funcionários, em prol do cidadão, da cidadã.”
 
A diretora-geral do TJ, servidora há 29 anos de Judiciário usou da fala no evento para agradecer, à presidente, aos servidores e parabenizar a todos pela dedicação e comprometimento.
 
“Quero agradecer por participar desse momento, agradecer a presidente pela confiança e privilégio em trabalhar nesta gestão. Sou antes e depois de conhecer a desembargadora Clarice, que me ensinou um olhar mais humano para as pessoas e processos. Agradeço todos servidores que empenharam em fazer esse evento para receber cada um dos que estão participando. São 62 servidores que estão se aposentado, que na sua maioria dedicaram mais de 30 anos ao Judiciário, que fizeram com que o Judiciário progredisse e levaram a justiça a todo o Estado, por dedicarem suas vidas a outras vidas. Como servidora de carreira, entendo que nossa dedicação ao judiciário é uma missão de vida confiada a nos pelo Criador. Parabenizo todos os servidores pelo nosso dia, que será amanhã”, externou Euzeni Paiva de Paula.
 
O desembargador Orlando Perri e a coordenadora da CGP, Karine Lima, que este à frente da organização do evento, prestigiaram a solenidade.
 
 
O coral do TJ fez uma apresentação especial totalmente dedicada a homenagear os servidores do Judiciário, com a apresentação das músicas Trem Bala e Quero-quero.
 
O grupo Flor Ribeirinha também animou a tarde de homenagens.
 
O evento foi transmitido pelo Microsoft Teams para que todos os servidores das comarcas pudessem acompanhar.
 
Dani Cunha/Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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