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Nosso Judiciário leva cidadania e debate sobre crimes virtuais a 230 alunos em Cuiabá

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Aproximar o Judiciário da comunidade e informar os estudantes sobre as leis. Estes são alguns dos objetivos do Projeto Nosso Judiciário, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que levou conhecimento jurídico e cidadania a 230 estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Cívico-Militar Padre Wanir Delfino Cézar, em Cuiabá, na manhã desta quinta-feira (11 de setembro).

A ação integra os quase 11 anos de trabalho do programa, que já percorreu 158 escolas e alcançou mais de 35 mil alunos em todo o estado.

O servidor Neif Feguri apresentou aos alunos temas como crimes virtuais, funcionamento dos Juizados Especiais, direitos e deveres, além de casos reais que despertaram a atenção dos adolescentes. A participação incluiu também uma leitura guiada da cartilha “Como funcionam os Juizados Especiais”, elaborada por Feguri e o também servidor Antônio Cegati.

“A intenção é aproximar os alunos um pouquinho mais da Justiça e passar informações pertinentes para que eles possam trilhar o caminho certo e correto”, destacou Neif durante a palestra.

Conhecimento partilhado

Para a aluna Mariane Charmo, de 15 anos e cursando o 1º ano, a palestra abriu horizontes e trouxe conhecimento sobre delitos dos quais ela não tinha ciência. “Achei bem importante, porque muitas vezes a gente faz coisas sem saber que é crime, como atos obscenos. Também não sabia que existia defensor público e que a Justiça é gratuita em muitos casos”, explicou a estudante.

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Já Marianny Calveti, 17 anos, aluna do 2º ano, elogiou a abordagem sobre o respeito entre colegas. “Achei maravilhoso que estão trazendo esses temas para a escola. É muito bom para nos mantermos informados e podermos falar quando vermos que estão passando dos limites”, pontuou a adolescente.

Lucas Teixeira Soares Lino, 17 anos, do 3º ano, destacou a relevância do debate sobre normas e consequências legais. “Faz a gente refletir sobre crimes que vemos na sociedade, como extorsão, tentativa de tirar dinheiro de pessoas que não têm por meio de chantagem com compartilhamento de conversas”, externou o adolescente, que garante compartilhar o que aprendeu com os pais.

O diretor Tiago Rossi de Moraes comemorou o impacto da iniciativa e contou que a cartilha distribuída entre os estudantes fará parte da abordagem pedagógica.

“É uma oportunidade única para os alunos compreenderem questões do dia a dia. O material será usado em atividades pedagógicas, ampliando o alcance das orientações.”

Sobre o projeto

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Criado para aproximar o Judiciário da comunidade, o “Nosso Judiciário” leva palestras e cartilhas educativas a escolas públicas e particulares. Os estudantes aprendem sobre direitos, deveres, cidadania, Justiça Restaurativa e crimes digitais, além de entender como funcionam os Juizados Especiais.

As instituições interessadas podem solicitar as palestras pelo telefone (65) 3617-3032/3516, ou aguardar indicação feita pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O programa também oferece visitas guiadas ao Palácio da Justiça, em Cuiabá, onde acadêmicos de Direito conhecem as instalações e participam de bate-papos com magistrados.

Imagens: Élcio Evangelista

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Autor: Vitória Maria

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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25 de Julho: Judiciário de MT destaca o mês das Pretas e valoriza o protagonismo das mulheres negras

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O mês de julho é dedicado ao protagonismo das mulheres negras e ao fortalecimento da luta pela equidade racial. Em Mato Grosso, a Lei 11.577/2021 reconheceu o dia 25 de julho como o Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em âmbito nacional esse reconhecimento veio por meio da Lei Federal nº 12.987/2014.Para a presidente do Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o julho das pretas é um importante marco de reflexão, reconhecimento e valorização da trajetória das mulheres negras que desempenharam papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

“Como mulher negra, tenho a convicção de que ocupar hoje a Presidência do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representa muito mais do que uma conquista individual. Minha trajetória teve início no trabalho de cuidado, realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres negras brasileiras. Por isso, chegar a este espaço de decisão reafirma que a transformação é possível quando há oportunidades, compromisso institucional e reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, sublinhou.

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Atuação do Comitê de Equidade Racial

A magistrada ressalta que ainda há muitos desafios decorrentes das desigualdades raciais e de gênero. Por isso, o Judiciário mato-grossense atua no combate ao racismo e estimula práticas antirracistas não apenas no âmbito interno, mas também para toda a sociedade.
“É essa perspectiva que orienta a atuação do Comitê: contribuir para que o Poder Judiciário seja agente de promoção da equidade racial, fortalecendo ações de letramento racial, conscientização e valorização da diversidade. O Julho das Pretas nos lembra que promover igualdade de oportunidades não significa apenas reconhecer a história e as contribuições das mulheres negras, mas também assumir a responsabilidade coletiva de construir instituições cada vez mais inclusivas, representativas e comprometidas com a justiça social”, pontuou.

Conheça no link abaixo as ações do Comitê de Promoção da Equidade Racial

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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