Tribunal de Justiça de MT

Movimentação na carreira: TJMT aprova remoção de juízes para unidades judiciárias do interior

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Em sessão realizada por videoconferência na manhã desta segunda-feira (13 de novembro), o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso aprovou os concursos de remoção de juízes e juízas para unidades judiciárias do interior do Estado. As vagas providas obedecem aos critérios de antiguidade e merecimento.
 
O juiz Antonio Fábio da Silva Marquezini foi removido pelo critério de merecimento para a Segunda Vara da Comarca de Alta Floresta.
 
O juiz Conrado Machado Simão foi removido para a Primeira Vara Criminal da Comarca de Lucas do Rio Verde pelo critério de merecimento.
 
O juiz Jorge Hassib Ibrahim foi removido pelo critério de antiguidade para a Primeira Vara Cível da Comarca de Água Boa.
O juiz Tiberio de Lucena Batista foi removido para a Quinta Vara da Comarca de Alta Floresta, pelo critério de merecimento.
A juíza Paula Tathiana Pinheiro foi removida para a Terceira Vara da Comarca de Colíder pelo critério de antiguidade.
A juíza Lucelia Oliveira Vizzotto foi removida por antiguidade para a Terceira Vara da Comarca de Mirassol D’Oeste.
A juíza Djessica Giseli Kuntzer foi removida por merecimento para a Primeira Vara da Comarca de Pontes e Lacerda.
A juíza Lidiane de Almeida Anastácio Pampado foi removida para a Quarta Vara da Comarca de Primavera do Leste pelo critério de antiguidade.
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra foi removido para o Primeiro Juizado Especial da Comarca de Rondonópolis pelo critério de antiguidade.
O juiz Carlos Eduardo de Moraes e Silva foi removido para a Primeira Vara da Comarca de São José do Rio Claro pelo critério de merecimento.
O juiz Pedro Antonio Mattos Schmidt foi removido pelo critério de antiguidade para a Segunda Vara da Comarca de São José do Rio Claro.
A juíza Melissa de Lima Araújo foi removida pelo critério de merecimento para a Vara Especializada da Infância e Juventude da Comarca de Sinop.
A juíza Emanuelle Chiaradia Navarro Mano foi removida para a Quinta Vara Cível da Comarca de Sorriso pelo critério de antiguidade.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça condena policial penal e mais cinco envolvidos em corrupção e tráfico em presídio de MT

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Fundo branco com uma balança da justiça dourada ao centro. À direita, em azul escuro, lê-se '1ª INSTÂNCIA DECISÃO DO DIA'. Embaixo, o logo 'TJMT' e três linhas azuis paralelas.A 3ª Vara da Comarca de Pontes e Lacerda condenou seis pessoas, sendo um policial penal e cinco detentos, por participação em um esquema criminoso de entrada de drogas, aparelhos celulares e outros materiais ilícitos no Centro de Detenção Provisória (CDP) do município. A sentença foi proferida pela juíza Djéssica Giseli Küntzer.
Os réus foram condenados pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, corrupção passiva e coação no curso do processo, conforme a participação de cada um no esquema.

Investigação após apreensão de colchão
As investigações tiveram início em maio de 2024, quando servidores da unidade prisional identificaram 422 gramas de maconha escondidos dentro de um colchão que seria entregue a um detento. A droga foi descoberta durante a inspeção realizada com o aparelho de body scanner (raio-X), instalado recentemente no presídio.
De acordo com o processo, o colchão foi comprado por uma familiar de um dos presos e enviado ao CDP por meio de um motorista de aplicativo.
Participação de policial penal
Durante a instrução processual, ficou comprovado que o policial penal utilizava o cargo para facilitar a entrada de drogas e aparelhos celulares na unidade prisional. Segundo a sentença, ele recebia entre R$ 5 mil e R$ 10 mil para permitir a entrega dos materiais ilícitos.
A investigação também demonstrou que o servidor comercializava a senha da rede Wi-Fi da unidade aos detentos pelo valor de R$ 1 mil.
Diante da gravidade da conduta, a magistrada determinou, além da condenação criminal, a perda do cargo público do policial penal.
Testemunha ameaçada
A sentença também reconheceu a prática do crime de coação no curso do processo. Conforme os autos, após a descoberta do esquema, os envolvidos ameaçaram de morte um detento que colaborava com as investigações.
Além das ameaças, o grupo tentou convencer a testemunha a alterar o depoimento e acusar falsamente outros policiais penais de participação nos crimes.
Penas
As penas foram fixadas de acordo com a atuação de cada réu na organização criminosa:
-F. Z. (Policial Penal): condenado a 23 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão, além de 1 ano e 6 meses de detenção em regime inicial fechado;
-R. M. F. J.: identificado como o idealizador e articulador da logística, recebeu pena de 21 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão;
-I. S. C. e M. M. S.: ambos foram condenados a 18 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão
-R. R. S. S.: condenado a 13 anos, 5 meses e 20 dias de reclusão;
-K. C. M. S.: responsável pela compra externa do colchão, foi condenada a 9 anos e 4 meses de reclusão.
Todos os réus deverão iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.
Na decisão, a magistrada destacou a gravidade dos crimes praticados e os prejuízos causados à segurança do sistema prisional, especialmente pela participação de um agente público. Para Djéssica Giseli, “o acusado transformou a função pública que exercia em instrumento de obtenção de vantagens particulares, utilizando-se da posição de agente estatal responsável pela custódia e fiscalização dos privados de liberdade para permitir a entrada de objetos ilícitos”.
Número do processo: 1001860-26.2025.8.11.0013

Autor: Vitória Maria Sena

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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