Tribunal de Justiça de MT

Fórum da Capital prepara 3ª temporada de Leilão Público

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A juíza diretora do Fórum de Cuiabá, Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva, prepara a terceira temporada de Leilão Público (Oficial e Rural) nas modalidades eletrônica, presencial e simultânea. As vendas públicas de bens ocorrem entre os dias 31 de outubro e 14 de novembro. O edital que dispõe sobre os procedimentos ainda está em andamento, mas a expectativa é que o sucesso das temporadas anteriores se mantenha, proporcionando oportunidades para aquisição de bens a preços atrativos.
 
O fórum encerrou com êxito as duas primeiras temporadas de leilão do ano de 2023, consolidando-se como um importante instrumento para a gestão responsável e transparente de ativos judiciais. A 1ª temporada de leilão, que ocorreu nos dias 30 de maio e 14 de junho, contou com a oferta de 50 lotes, resultando na comercialização de aproximadamente R$ 6,5 milhões em bens e propriedades.
 
Na 2ª temporada, realizada nos dias 29 de agosto e 12 de setembro, um total de 72 lotes foi ofertado, gerando negócios que somaram cerca de R$ 6,8 milhões. A participação de compradores interessados demonstra a confiança na transparência e eficiência do processo leiloeiro do Fórum de Cuiabá.
 
Portal – A exemplo das temporadas anteriores, o envio de lances será on-line pelos portais www.danieloliveiraleiloes.com.br (leiloeiro oficial – Daniel) e www.araujoleiloes.com.br (leiloeiro rural – José Pedro).
 
Formas de pagamento – A arrematação dos bens será efetuada mediante pagamento à vista do preço pelo arrematante através de guia própria (emitida pelo Leiloeiro), em até cinco dias úteis após a realização do leilão.
 
Mais informações – Todas as informações necessárias para a participação dos licitantes no leilão, bem como quanto aos procedimentos e regras adotadas para sua validade, poderão ser adquiridas através da Central de Atendimento do Leiloeiro, telefones (44) 99874-0545 e (44) 99148-5888 – Daniel / (65) 99992-5959 e (65) 3023-3636 – José Pedro.
 
No hotsite da Corregedoria, no Menu “Leilões Judiciais” ficam disponíveis todos os editais. Confira no link https://corregedoria.tjmt.jus.br/pagina/72
 
Leia mais sobre o assunto
 
 
Alcione dos Anjos 
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Justiça condena policial penal e mais cinco envolvidos em corrupção e tráfico em presídio de MT

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Fundo branco com uma balança da justiça dourada ao centro. À direita, em azul escuro, lê-se '1ª INSTÂNCIA DECISÃO DO DIA'. Embaixo, o logo 'TJMT' e três linhas azuis paralelas.A 3ª Vara da Comarca de Pontes e Lacerda condenou seis pessoas, sendo um policial penal e cinco detentos, por participação em um esquema criminoso de entrada de drogas, aparelhos celulares e outros materiais ilícitos no Centro de Detenção Provisória (CDP) do município. A sentença foi proferida pela juíza Djéssica Giseli Küntzer.
Os réus foram condenados pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, corrupção passiva e coação no curso do processo, conforme a participação de cada um no esquema.

Investigação após apreensão de colchão
As investigações tiveram início em maio de 2024, quando servidores da unidade prisional identificaram 422 gramas de maconha escondidos dentro de um colchão que seria entregue a um detento. A droga foi descoberta durante a inspeção realizada com o aparelho de body scanner (raio-X), instalado recentemente no presídio.
De acordo com o processo, o colchão foi comprado por uma familiar de um dos presos e enviado ao CDP por meio de um motorista de aplicativo.
Participação de policial penal
Durante a instrução processual, ficou comprovado que o policial penal utilizava o cargo para facilitar a entrada de drogas e aparelhos celulares na unidade prisional. Segundo a sentença, ele recebia entre R$ 5 mil e R$ 10 mil para permitir a entrega dos materiais ilícitos.
A investigação também demonstrou que o servidor comercializava a senha da rede Wi-Fi da unidade aos detentos pelo valor de R$ 1 mil.
Diante da gravidade da conduta, a magistrada determinou, além da condenação criminal, a perda do cargo público do policial penal.
Testemunha ameaçada
A sentença também reconheceu a prática do crime de coação no curso do processo. Conforme os autos, após a descoberta do esquema, os envolvidos ameaçaram de morte um detento que colaborava com as investigações.
Além das ameaças, o grupo tentou convencer a testemunha a alterar o depoimento e acusar falsamente outros policiais penais de participação nos crimes.
Penas
As penas foram fixadas de acordo com a atuação de cada réu na organização criminosa:
-F. Z. (Policial Penal): condenado a 23 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão, além de 1 ano e 6 meses de detenção em regime inicial fechado;
-R. M. F. J.: identificado como o idealizador e articulador da logística, recebeu pena de 21 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão;
-I. S. C. e M. M. S.: ambos foram condenados a 18 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão
-R. R. S. S.: condenado a 13 anos, 5 meses e 20 dias de reclusão;
-K. C. M. S.: responsável pela compra externa do colchão, foi condenada a 9 anos e 4 meses de reclusão.
Todos os réus deverão iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.
Na decisão, a magistrada destacou a gravidade dos crimes praticados e os prejuízos causados à segurança do sistema prisional, especialmente pela participação de um agente público. Para Djéssica Giseli, “o acusado transformou a função pública que exercia em instrumento de obtenção de vantagens particulares, utilizando-se da posição de agente estatal responsável pela custódia e fiscalização dos privados de liberdade para permitir a entrada de objetos ilícitos”.
Número do processo: 1001860-26.2025.8.11.0013

Autor: Vitória Maria Sena

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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