Tribunal de Justiça de MT

Empresa de telefonia instala totem para atendimento pré-processual no Fórum de Cuiabá

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Sempre trabalhando para agilizar o atendimento e facilitar o acesso à Justiça, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Nupemec (Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos), firmou um Termo de Cooperação Técnica com a empresa de telefonia Claro S.A., que instalou um totem de atendimento pré-processual na Central de Conciliação, que fica no Fórum de Cuiabá. Todos os tipos de reclamações podem ser resolvidos de forma mais rápida e eficaz por meio do novo modelo de atendimento.
 
O “Totem de Conciliação Claro S.A” está em funcionamento desde meados de junho. O equipamento permite que o cliente busque um acordo antes de ajuizar ação em desfavor da empresa, por meio de uma vídeo-chamada, evitando sobrecarregar ainda mais o Judiciário com processos que podem se arrastar por longos períodos ao invés de serem resolvidos de maneira rápida e eficiente. Negociação de dívida, reclamação de cobrança após cancelamento e queda de sinal são alguns exemplos de problemas que podem ser resolvidos pelo totem.
 
De acordo com o gestor-geral do Nupemec, João Gualberto Nogueira Neto, o Termo de Cooperação demonstra o interesse da empresa em apoiar e fomentar a conciliação. Além disso, os 1.395 novos processos ajuizados contra a empresa nos últimos 12 meses mostram a necessidade de a empresa querer resolver as reclamações antes que cheguem à Justiça.
 
“É um processo de resolução muito síncrono. A Claro está investindo na política de autocomposição, que vem ao encontro da política do Nupemec. Trabalhamos para evitar conflitos e para fomentar as conciliações, os acordos, para que as resoluções aconteçam sem a necessidade de se iniciar um processo judicial”, disse Nogueira Neto.
 
Ele afirmou que os servidores (as) do Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) estão instruídos a oferecer o novo serviço, que gera um protocolo autônomo. No entanto, é importante deixar claro que a pessoa pode fazer uma reclamação pré-processual no Cejusc também. Além disso, as ações que já estão ajuizadas podem ser negociadas por meio do totem.
 
A representante da Claro S.A., Bianca Stancato, esteve em Cuiabá para a inauguração do totem. Na ocasião, ela entregou um exemplar do Código de Defesa do Consumidor em Braille produzido pela Claro ao Tribunal, ao gestor-geral do Nupemec.
 
A distribuição desses exemplares é uma ação de iniciativa das diretorias de Ouvidoria, Experiência do Cliente e Qualidade da Claro, voltada para inclusão e diversidade. O CDC está disponível para o público no TJMT.
 
Participaram da inauguração, além do gestor-geral do Nupemec, a gestora geral do Cejusc do Superendividamento, Rocio Ribas Reis, a gestora-geral do Fórum de Cuiabá, Gicelda Rosa Fernandes da Silva Spínola, e servidores (as) do Cejusc da Capital.
 
Como funciona – O equipamento, custeado pela empresa, é composto por um tablet conectado a um telefone fixo que permite a ligação direta do cliente à Ouvidoria da Claro, por meio de vídeo-chamada, igual as feitas por telefone celular. Para acessar o serviço, basta a pessoa dar dois toques na tela e iniciar a ligação.
 
Então, o (a) atendente Claro toma por termo a reclamação da pessoa, faz a classificação e na medida do possível tenta resolver na hora, ou retorna a ligação com uma proposta, dentro do tempo estipulado pela empresa, muito menor do que se a ação fosse ajuizada.
 
Após a conclusão do atendimento, a Claro enviará uma carta-resposta por e-mail, mensagem SMS ou de WhatsApp. O (a) cliente poderá desistir da conciliação, acionando o Juizado para pleitear uma indenização ou para modificar os termos da conciliação que, quando confirmada pelo usuário do Totem, será sempre homologada por um juiz (a). A Ouvidoria da Claro é responsável por notificar a Central dos Juizados sobre a decisão do (a) cliente.
 
Além de Mato Grosso, o Totem de Conciliação Claro S.A. está em funcionamento em mais oito localidades, nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: A imagem mostra o totem, em formato vertical com uma tela digital e um telefone acoplado. O totem está adesivado com a logo da empresa Claro, nas cores vermelho e preto. Acima, colado na parede, está um cartaz com informações sobre o uso do equipamento. Não é possível ler o que está escrito. 
 
Marcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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