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Consulta ao Banco de Recuperações Judiciais – RecuperaJud já está disponível

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O banco de dados do RecuperaJud do Poder Judiciário de Mato Grosso já conta com um número expressivo de empresas cadastradas pelas Varas Regionais de Recuperação e Falências. Até o momento, mais de 230 processos de pessoas jurídicas em recuperação judicial constam no serviço, criado pelo Laboratório de Inovação (InovaJusMT), em parceria com a Coordenadoria de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e com o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO).

O RecuperaJud está disponível no portal do TJMT, em “Acessos Rápidos”: https://recuperajud.tjmt.jus.br/consulta-judicial

Conforme a Lei de Recuperação e Falência (Lei nº 11.101/2005), quando uma ação de recuperação judicial é deferida, a vara onde tramita o processo deve dar publicidade à decisão, pois a recuperação judicial gera efeitos em outras ações que a empresa esteja respondendo, como explica a juíza coordenadora do InovaJusMT, Joseane Quinto Antunes.

“A recuperação judicial produz efeitos que ultrapassam os limites do próprio processo. Ela impacta outras ações em que a empresa é parte, como execuções e ações de conhecimento. Por isso, é fundamental que essas informações sejam divulgadas de forma ampla e acessível. Quando o processo de recuperação está em curso, por exemplo, não cabe a prática de atos constritivos sobre bens que estão submetidos ao juízo recuperacional”, explica.

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A magistrada destaca que o projeto RecuperaJud surgiu da necessidade de modernizar a comunicação entre os juízos que tratam de processos de recuperação judicial. “Hoje, boa parte dessa troca de informações ainda depende de ofícios manuais, o que gera sobrecarga administrativa, risco de decisões conflitantes e insegurança jurídica. Com o RecuperaJud, esse fluxo passa a ser automatizado. O sistema desenvolvido pela nossa equipe de TI extrai do PJe as informações relevantes e as organiza em um banco de dados acessível, eliminando a necessidade de ofícios e facilitando a pesquisa por magistrados e advogados”, complementa.

A juíza Joseane Antunes ressalta que o Recuperajud tem caráter meramente informativo. “Ele não substitui as informações oficiais do processo, mas sistematiza e apresenta os dados de forma clara e ágil, tornando o acesso muito mais simples e eficiente”, conclui a magistrada.

O sistema de busca está sendo alimentado pelos gestores das Varas Especializadas de Recuperação Judicial e Falências de Cuiabá, Sinop e Rondonópolis e pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), nos casos de empresas em recuperação judicial em outros tribunais.

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Para a gestora judiciária da 4ª Vara Cível e Regionalizada da Recuperação Judicial e Falências de Rondonópolis, Thais Muti de Oliveira, o RecuperaJud vai otimizar o tempo das secretarias pelo fato de não precisarem mais emitir ofícios informando sobre os deferimentos de processos de recuperação judicial.

“É um projeto incrível que, neste primeiro momento, vai auxiliar a otimizar o tempo da secretaria com relação ao cumprimento da decisão que defere o processamento da recuperação judicial. E acredito que, futuramente, poderemos inserir outras informações para poder otimizar o tempo da secretaria com relação a outros pontos”, avalia.

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Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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25 de Julho: Judiciário de MT destaca o mês das Pretas e valoriza o protagonismo das mulheres negras

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O mês de julho é dedicado ao protagonismo das mulheres negras e ao fortalecimento da luta pela equidade racial. Em Mato Grosso, a Lei 11.577/2021 reconheceu o dia 25 de julho como o Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em âmbito nacional esse reconhecimento veio por meio da Lei Federal nº 12.987/2014.Para a presidente do Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o julho das pretas é um importante marco de reflexão, reconhecimento e valorização da trajetória das mulheres negras que desempenharam papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

“Como mulher negra, tenho a convicção de que ocupar hoje a Presidência do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representa muito mais do que uma conquista individual. Minha trajetória teve início no trabalho de cuidado, realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres negras brasileiras. Por isso, chegar a este espaço de decisão reafirma que a transformação é possível quando há oportunidades, compromisso institucional e reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, sublinhou.

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Atuação do Comitê de Equidade Racial

A magistrada ressalta que ainda há muitos desafios decorrentes das desigualdades raciais e de gênero. Por isso, o Judiciário mato-grossense atua no combate ao racismo e estimula práticas antirracistas não apenas no âmbito interno, mas também para toda a sociedade.
“É essa perspectiva que orienta a atuação do Comitê: contribuir para que o Poder Judiciário seja agente de promoção da equidade racial, fortalecendo ações de letramento racial, conscientização e valorização da diversidade. O Julho das Pretas nos lembra que promover igualdade de oportunidades não significa apenas reconhecer a história e as contribuições das mulheres negras, mas também assumir a responsabilidade coletiva de construir instituições cada vez mais inclusivas, representativas e comprometidas com a justiça social”, pontuou.

Conheça no link abaixo as ações do Comitê de Promoção da Equidade Racial

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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