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CNJ entrega Prêmio Eficiência Tributária a Tangará após termo que extingue 15 mil execuções fiscais

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Fórum de Tangará da Serra – fachada principal do prédio, com bandeiras hasteadas e estacionamento.Mais de 15 mil processos de execução fiscal foram extintos na 4ª Vara Cível de Tangará da Serra em pouco mais de três meses, resultado direto do Termo de Cooperação Técnica firmado entre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e o município. A iniciativa, baseada na Resolução n. 547/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), representa um marco na eficiência tributária e no tratamento adequado da litigiosidade fiscal, trazendo benefícios tanto para o Poder Judiciário quanto para a administração pública municipal.

A experiência bem-sucedida rendeu a Tangará da Serra o primeiro lugar no Prêmio de Eficiência Tributária do CNJ, reconhecimento nacional às práticas de desjudicialização e gestão tributária adotadas pelo município em parceria com o Judiciário.

O juiz Diego Hartmann, titular da 4ª Vara Cível de Tangará da Serra, destacou que a unidade possuía cerca de 22 mil processos em tramitação, dos quais 19 mil eram execuções fiscais. “Com a celebração do termo, conseguimos reduzir aproximadamente 15 mil ações, que foram remetidas à cobrança extrajudicial. Isso representa uma mudança cultural, mostrando que a eficiência na cobrança não depende, necessariamente, da via judicial”, ressaltou.

O acordo prevê a extinção de mais de 80% das execuções fiscais que tramitam na vara até o final de 2025, permitindo que a força de trabalho seja direcionada a processos de maior complexidade. “O ato implicará na redução expressiva do estoque processual da vara da fazenda, permitindo que a unidade atue em feitos que realmente demandem a intervenção jurisdicional”, acrescentou Hartmann.

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A construção do termo contou com a atuação do juiz Francisco Ney Gaíva, do Núcleo de Cooperação Judiciária do TJMT. Ele lembrou que a cooperação teve início em 2022, mas foi aperfeiçoada para atender às novas diretrizes do Conselho. “Como eu conhecia bem a unidade, conseguimos encampar o ato de cooperação. O resultado, com o reconhecimento do CNJ pelo Prêmio de Eficiência Tributária, mostra o quanto a prática é relevante e serve de inspiração para outras comarcas e municípios com alta taxa de congestionamento processual”, afirmou.

Para o procurador do município, Pedro Mendes, a conquista reforça a relevância da inovação. “A Procuradoria Geral do Município conquistou o primeiro lugar no prêmio concedido pelo CNJ por práticas eficazes de administração tributária. É um resultado muito mais do que merecido e que demonstra a eficiência alcançada pela gestão tributária”, disse.

Prêmio de Eficiência Tributária do CNJ – arte oficial de divulgação da 1ª edição da premiação.O procurador fiscal Ériko Sandro Suares destacou ainda a criação, em 2024, da Lei Municipal n. 6.660, que instituiu o Processo Extrajudicial de Cobrança (PEX). A medida reduziu drasticamente o ajuizamento de novas ações fiscais – de cerca de 6 mil por ano para menos de 300. “Com o PEX, houve a desistência de mais de 10 mil execuções, representando 70% das ações da Procuradoria. A cobrança passou a ser mais célere e efetiva, sem comprometer a arrecadação, já que campanhas de regularização tributária incentivaram os contribuintes a quitar seus débitos com descontos”, explicou.

Além da economia de recursos, já que segundo o CNJ cada execução fiscal ajuizada custa em média R$ 10 mil ao Judiciário, a medida fortalece a arrecadação municipal, que passa a contar com mecanismos administrativos, como o protesto em cartório, parcelamentos e reduções de juros e multas.

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O Termo de Cooperação Técnica tem vigência inicial de 12 meses, prorrogável por igual período, e reforça a política nacional de incentivo à desjudicialização e à eficiência na cobrança de créditos tributários, alinhando-se à Resolução CNJ n. 471/2022, que instituiu a Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado à Alta Litigiosidade do Contencioso Tributário.

Prêmio de Eficiência Tributário do CNJ – Instituído pela Resolução CNJ n. 471/2022, que criou a Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado à Alta Litigiosidade do Contencioso Tributário, e regulamentado pela Portaria CNJ n. 317/2022, o prêmio tem o objetivo de identificar, selecionar, premiar, fomentar e disseminar boas práticas relacionadas ao tratamento adequado da litigiosidade tributária.

A premiação também busca proporcionar troca de experiências entre os órgãos do sistema de justiça e de controle interno e externo, bem como de universidades e instituições privadas, por meio do compartilhamento de boas práticas e da modernização e eficiência das ações relacionadas ao tratamento adequado da litigiosidade tributária.

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Autor: Assessoria de Comunicação

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Departamento: CGJ-MT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Consultoras do Prêmio Innovare plantam mudas e conhecem floresta urbana do Fórum de Várzea Grande

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Um plantio simbólico marcou a visita das consultoras do Instituto Innovare Rúbia Salah Ayoub e Amira Fádia Ayoub à área de compensação ambiental do projeto CompensaJUD – instituído com apoio do Programa Verde Novo – localizada nos fundos do Fórum de Várzea Grande, nesta quinta-feira (23). As duas mudas de aroeira plantadas durante a atividade receberam placas com os nomes das consultoras e a identificação da 23ª edição do Prêmio Innovare.

A ação foi promovida pelo Programa Verde Novo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e contribui para a ampliação da floresta urbana em formação no local. O espaço reúne cerca de 1.500 mudas de espécies nativas e integra as ações do Judiciário voltadas à mitigação dos impactos das mudanças climáticas, à melhoria da qualidade do ar, redução da temperatura e promoção da educação ambiental.

O coordenador do pograma, Sérgio Savioli, explicou que o convite às consultoras surgiu durante a visita técnica realizada ao Verde Novo, quando elas demonstraram interesse em conhecer de perto as áreas recuperadas e participar de uma ação de plantio.

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A consultora Rúbia Salah Ayoub afirmou que a experiência permitiu conhecer uma iniciativa que alia sustentabilidade, inovação e impacto social. “Foi uma satisfação participar dessa atividade. Em um momento em que enfrentamos os efeitos do desmatamento e das queimadas, principalmente em Mato Grosso, ver uma iniciativa que cria pequenas florestas dentro do ambiente urbano é inspirador. O Instituto Innovare reconhece boas práticas que transformam o sistema de Justiça, e o Verde Novo demonstra que também é possível transformar a relação das pessoas com o meio ambiente.”

Já a consultora Amira Fádia Ayoub destacou que a ação revelou uma dimensão do Judiciário que vai além da prestação jurisdicional. “Estamos acostumados a enxergar o Judiciário na sua atuação tradicional. Aqui vimos uma instituição preocupada com o impacto que gera para a sociedade e para as futuras gerações. Esse plantio representa um legado que estamos construindo hoje para colher no futuro. É uma atuação que faz diferença para toda a comunidade.”

A assessora Administrativa do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, Elaine Almeida ressaltou que o projeto também tem caráter educativo e busca aproximar a população das ações de preservação ambiental. “Queremos que as pessoas conheçam a importância da arborização urbana. O CompensaJUD cumpre sua função de compensação ambiental, mas também promove educação ambiental, mostrando que cada cidadão pode contribuir para uma cidade mais verde e sustentável.”

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Criado em 2017, o Programa Verde Novo já utilizou mais de 269 mil mudas de espécies nativas e frutíferas do Cerrado em distribuições e plantios, tornando-se uma das principais iniciativas socioambientais do Poder Judiciário de Mato Grosso e é uma das práticas avaliadas na 23ª edição do Prêmio Innovare.


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Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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