Mato Grosso

Três agressores são presos pela Polícia Civil na primeira semana da Operação Shamar

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá, prendeu três agressores de mulheres na semana de lançamento da Operação Shamar.

A operação, deflagrada na última quarta-feira (07.08), tem com foco na intensificação do enfrentamento a violência doméstica e familiar contra a mulher durante o mês de agosto.

Entre os presos, estava um homem com mandado de prisão preventiva em aberto por tráfico de drogas. Além de agredir a esposa fisicamente, ele também desferiu chineladas no rosto da filha, de apenas dois anos de idade.

Em pesquisa no sistema, os policiais da DEDM descobriram o mandado de prisão em aberto e realizaram diligências que resultaram na prisão do suspeito por força da ordem judicial.

O segundo agressor foi preso em flagrante depois de trancar a sua companheira dentro de um quarto com a filha de 08 anos. Ele agrediu as vítimas severamente, inclusive esganou a criança, que ficou com o pescoço dolorido.

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Para escapar da situação de violência, a vítima procurou uma amiga, que a levou para a Delegacia da Mulher. Com base nas informações passadas, os investigadores realizaram diligências e conseguiram prender o suspeito ainda em situação de flagrante.

A terceira prisão ocorreu em razão da violência patrimonial praticada pelo suspeito contra a ex-companheira. Um mandado de prisão foi expedido em razão de atrasos de alimentos, além de outras violências denunciadas na Delegacia da Mulher.

Segundo a delegada titular da DEDM Cuiabá, Judá Marcondes, as ações da operação continuam durante todo o mês de agosto.

“A Delegacia da Mulher de Cuiabá, assim como todas as especializadas do estado, estão intensificando suas ações com foco na prisão de agressores, combate aos crimes de violência doméstica e proteção das vítimas, durante todo mês de agosto em que é comemorado o aniversário da lei Maria da Penha”, disse a delegada.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida

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A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.

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Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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